{"id":144,"date":"2023-05-02T03:05:24","date_gmt":"2023-05-02T03:05:24","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornadaebpmg.com.br\/2023\/?post_type=portfolio&#038;p=144"},"modified":"2023-05-24T19:25:22","modified_gmt":"2023-05-24T19:25:22","slug":"por-que-as-psicoses-ainda","status":"publish","type":"portfolio","link":"https:\/\/www.jornadaebpmg.com.br\/2023\/textos\/por-que-as-psicoses-ainda\/","title":{"rendered":"Por que as psicoses&#8230;ainda?"},"content":{"rendered":"<section class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row][vc_column column_width_percent=&#8221;100&#8243; gutter_size=&#8221;0&#8243; overlay_alpha=&#8221;50&#8243; shift_x=&#8221;0&#8243; shift_y=&#8221;0&#8243; shift_y_down=&#8221;0&#8243; z_index=&#8221;0&#8243; medium_width=&#8221;0&#8243; mobile_width=&#8221;0&#8243; width=&#8221;1\/1&#8243; uncode_shortcode_id=&#8221;984329&#8243;][vc_row_inner row_inner_height_percent=&#8221;0&#8243; overlay_alpha=&#8221;50&#8243; equal_height=&#8221;yes&#8221; gutter_size=&#8221;0&#8243; shift_y=&#8221;0&#8243; z_index=&#8221;0&#8243; uncode_shortcode_id=&#8221;499325&#8243;][vc_column_inner column_width_percent=&#8221;100&#8243; position_vertical=&#8221;middle&#8221; align_horizontal=&#8221;align_right&#8221; gutter_size=&#8221;2&#8243; override_padding=&#8221;yes&#8221; column_padding=&#8221;1&#8243; style=&#8221;dark&#8221; back_color=&#8221;color-523823&#8243; overlay_alpha=&#8221;50&#8243; shift_x=&#8221;0&#8243; shift_y=&#8221;0&#8243; shift_y_down=&#8221;0&#8243; z_index=&#8221;0&#8243; medium_width=&#8221;0&#8243; mobile_width=&#8221;0&#8243; width=&#8221;1\/6&#8243; uncode_shortcode_id=&#8221;894074&#8243; back_color_type=&#8221;uncode-palette&#8221; css=&#8221;.vc_custom_1683086611195{padding-left: 10px !important;}&#8221;][vc_single_image media=&#8221;103&#8243; media_width_percent=&#8221;50&#8243; alignment=&#8221;center&#8221; uncode_shortcode_id=&#8221;182244&#8243;][\/vc_column_inner][vc_column_inner column_width_percent=&#8221;100&#8243; position_horizontal=&#8221;left&#8221; gutter_size=&#8221;2&#8243; back_color=&#8221;color-523823&#8243; overlay_alpha=&#8221;50&#8243; shift_x=&#8221;0&#8243; shift_y=&#8221;0&#8243; shift_y_down=&#8221;0&#8243; z_index=&#8221;0&#8243; medium_width=&#8221;0&#8243; mobile_width=&#8221;0&#8243; width=&#8221;5\/6&#8243; uncode_shortcode_id=&#8221;162471&#8243; back_color_type=&#8221;uncode-palette&#8221;][vc_custom_heading text_color=&#8221;color-xsdn&#8221; heading_semantic=&#8221;h1&#8243; text_font=&#8221;font-183904&#8243; uncode_shortcode_id=&#8221;830816&#8243; text_color_type=&#8221;uncode-palette&#8221;]Texto de orienta\u00e7\u00e3o[\/vc_custom_heading][\/vc_column_inner][\/vc_row_inner][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column column_width_percent=&#8221;100&#8243; gutter_size=&#8221;2&#8243; overlay_alpha=&#8221;50&#8243; shift_x=&#8221;0&#8243; shift_y=&#8221;0&#8243; shift_y_down=&#8221;0&#8243; z_index=&#8221;0&#8243; medium_width=&#8221;0&#8243; mobile_width=&#8221;0&#8243; width=&#8221;1\/1&#8243; uncode_shortcode_id=&#8221;113692&#8243;][vc_custom_heading text_color=&#8221;color-190355&#8243; text_font=&#8221;font-183904&#8243; text_weight=&#8221;500&#8243; uncode_shortcode_id=&#8221;124467&#8243; text_color_type=&#8221;uncode-palette&#8221;]Por que as psicoses&#8230; ainda<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>[\/vc_custom_heading][vc_custom_heading text_color=&#8221;color-190355&#8243; heading_semantic=&#8221;h3&#8243; text_font=&#8221;font-183904&#8243; text_size=&#8221;h4&#8243; text_weight=&#8221;600&#8243; uncode_shortcode_id=&#8221;192840&#8243; text_color_type=&#8221;uncode-palette&#8221;]por S\u00e9rgio Laia <a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref1\">[2]<\/a>[\/vc_custom_heading][vc_separator sep_color=&#8221;color-205642&#8243; el_width=&#8221;100px&#8221; el_height=&#8221;4px&#8221;][vc_column_text uncode_shortcode_id=&#8221;552168&#8243;]O t\u00edtulo da 26\u00aa Jornada da Se\u00e7\u00e3o Minas Gerais da Escola Brasileira de Psican\u00e1lise (EBP-MG), programada para os dias 1\u00ba e 2 de dezembro, sob a coordena\u00e7\u00e3o de Helenice de Castro e Fernanda Costa, ser\u00e1: <em>H\u00e1 algo de novo nas psicoses&#8230; ainda<\/em>. Como o pr\u00f3ximo Diretor Geral dessa Se\u00e7\u00e3o, eu o propus retomando quase que literalmente o t\u00edtulo de outra Jornada \u2013 <em>H\u00e1 algo de novo nas psicoses<\/em> \u2013, ocorrida em setembro de 1999 e coordenada por Ram Mandil, quando J\u00e9sus Santiago foi o Diretor-Geral da EBP-MG<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref2\">[3]<\/a>. Essa proposi\u00e7\u00e3o se justifica tanto pela import\u00e2ncia que esse evento do \u00faltimo ano do s\u00e9culo passado teve para a vida da EBP-MG e para a inser\u00e7\u00e3o da psican\u00e1lise na cidade, quanto pelo lugar \u00ad\u2013 ao mesmo tempo destacado e \u201cdesconstru\u00eddo\u201d \u2013 que a psicose tem tomado ao longo deste ainda recente s\u00e9culo XXI. Com a defini\u00e7\u00e3o do t\u00edtulo do pr\u00f3ximo Congresso da Associa\u00e7\u00e3o Mundial de Psican\u00e1lise, previsto para 2024 \u2013 <em>Todo mundo \u00e9 louco<\/em> \u2013(MILLER, 2022), ganhou ainda mais for\u00e7a a decis\u00e3o de trabalharmos, na pr\u00f3xima Jornada da EBP-MG, <em>H\u00e1 algo de novo nas psicoses&#8230; ainda<\/em>.<\/p>\n<p><strong><em><br \/>\nProfus\u00e3o e dilui\u00e7\u00e3o<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Muitas vezes afirmamos e escutamos que, em nossa pr\u00e1tica cl\u00ednica, nos consult\u00f3rios e nas institui\u00e7\u00f5es, tem sido cada vez maior o n\u00famero de pacientes que apresentam algum tipo de psicose. Sem d\u00favida, esse aumento, que parece denotar uma tend\u00eancia de nossos dias, tamb\u00e9m se faz sentir \u00e0 medida em que tamb\u00e9m afinamos nossa escuta com o que Miller, desde a Conven\u00e7\u00e3o de Antibes (1998) e na sequ\u00eancia do Concili\u00e1bulo de Angers (1996) e da Conversa\u00e7\u00e3o de Arcachon (1997), p\u00f4de localizar e nomear como \u201cpsicoses ordin\u00e1rias\u201d (DE GEORGES, HENRY e MILLER, 1999, p. 7 e 230), ou seja, aquelas que n\u00e3o se manifestam pela irrup\u00e7\u00e3o extraordin\u00e1ria de um del\u00edrio, de um \u201csurto\u201d, ou mesmo pelo que a psiquiatria cl\u00e1ssica, particularmente no in\u00edcio do s\u00e9culo XX, p\u00f4de isolar a partir de, por exemplo, a escuta de vozes, a fuga de ideias, o automatismo do pensamento<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref3\">[4]<\/a>. Em outros termos, as psicoses tamb\u00e9m aparecem cada vez mais porque as constatamos como n\u00e3o fazendo necessariamente apelo ao extraordin\u00e1rio. Elas, ent\u00e3o, passam a se apresentar de forma muito mais discreta, ao se fazerem acompanhar (embora isso tamb\u00e9m aconte\u00e7a em outras estruturas cl\u00ednicas), pelo que se torna insistentemente comum e se difunde na ordem mesma do dia: uso indiscriminado de psicotr\u00f3picos e outros medicamentos relacionados \u00e0 \u201cansiedade\u201d ou \u00e0 pr\u00e1tica sexual; dissemina\u00e7\u00e3o de drogas tradicionais e sint\u00e9ticas; enredamentos no que se imp\u00f5e como ato ou, tamb\u00e9m, justamente em seu oposto \u2013 \u00a0a procrastina\u00e7\u00e3o; err\u00e2ncias; n\u00e3o assimila\u00e7\u00e3o da sexualidade aos \u00f3rg\u00e3os e aos g\u00eaneros; flutua\u00e7\u00f5es que fazem a sexualidade tomar a forma tanto de sua suposta nega\u00e7\u00e3o no \u201cassexual\u201d quanto de sua insist\u00eancia perturbadora como \u201ccompuls\u00e3o\u201d ou\u00a0 \u201cv\u00edcio\u201d; dedica\u00e7\u00e3o incondiconal \u00e0s atividades f\u00edsicas, \u00e0 educa\u00e7\u00e3o alimentar e a outras propostas (incluindo os tratamentos do tipo <em>psi<\/em>) do que \u00e9 prescrito como \u201csaud\u00e1vel\u201d e como \u201cbem-estar\u201d; a incontorn\u00e1vel presen\u00e7a do \u201cmundo digital\u201d em nossas vidas.<\/p>\n<p>MILLER (1997, p. 9), bem no final do s\u00e9culo passado, ressaltava o quanto, em nosso \u201cestado de cultura\u201d, j\u00e1 n\u00e3o precis\u00e1vamos, da \u201crepress\u00e3o social do dizer\u201d porque \u201ca vontade contempor\u00e2nea do gozo passa pela permiss\u00e3o social\u201d, torna-se \u201cquase uma exig\u00eancia de dizer\u201d. Ele demarcava, assim, nossa dist\u00e2ncia da Era Vitoriana, pautada na norma neur\u00f3tica do silenciamento, da censura e na qual tivemos tamb\u00e9m o surgimento da psican\u00e1lise e seu empenho de dar lugar \u00e0 fala do que se apresenta literalmente como inter-dito. MILLER (1997, p. 10) constatava, a partir da\u00ed, nosso acesso a um mundo onde \u201ca pervers\u00e3o\u201d, como modo de exposi\u00e7\u00e3o polim\u00f3rfica do gozo, tornava-se generalizada e \u201ccada vez mais presente, como nova norma social\u201d. Por sua vez, neste in\u00edcio do s\u00e9culo XXI, considerando o que encontramos em nossa pr\u00e1tica cl\u00ednica, mas tamb\u00e9m, mais al\u00e9m dela, por exemplo, em v\u00e1rias facetas de manifesta\u00e7\u00f5es pol\u00edtico-coletivas caracterizadas pela propaga\u00e7\u00e3o de ordenamentos extremistas e contr\u00e1rios \u00e0s diversidades, tenho me perguntado se a presen\u00e7a cada vez mais insistente da psicose em nosso mundo n\u00e3o nos levaria a localizar o que, considerando as excepcionalidades das psicoses com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 lei e \u00e0 ordem simb\u00f3licas, pode soar como uma esp\u00e9cie de contrassenso, mas que n\u00e3o deixa de ser indicativo da \u201cloucura\u201d que se propaga profusamente em nossos dias, ou seja: uma \u201cnorma\u201d psic\u00f3tica parece tomar a cena do mundo.<\/p>\n<p>Por\u00e9m essa profus\u00e3o atual das psicoses tampouco \u00e9 incompat\u00edvel com sua dilui\u00e7\u00e3o ou seu suposto \u201cdesaparecimento\u201d porque \u2013 ao se proliferarem nas formas do comum, do ordin\u00e1rio e da ordem do dia \u2013 elas se \u201cnormalizariam\u201d e passariam at\u00e9 como se nem psicoses fossem. No \u00e2mbito dos diagn\u00f3sticos protocolares, \u00e9 o que j\u00e1 verificamos com a \u00a0multiplica\u00e7\u00e3o desenfreada dos transtornos mentais promovida pelos sistemas de classifica\u00e7\u00e3o do tipo <em>Manual Diagn\u00f3stico e Estat\u00edstico dos Transtornos Mentais<\/em>: os \u201ctranstornos psic\u00f3ticos\u201d passam a ser diagnostic\u00e1veis sobretudo pela presen\u00e7a prevalente do del\u00edrio (AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION, 2013) e se tornam menos localiz\u00e1veis hoje, pois s\u00e3o deixadas de lado muitas das nuances a que, na psican\u00e1lise de orienta\u00e7\u00e3o lacaniana, temos podido ter acesso a partir do que localizamos como \u201cpsicose ordin\u00e1ria\u201d. Ainda nesse contexto, destaco que a formula\u00e7\u00e3o da 5\u00aa e mais recente vers\u00e3o do DSM, mesmo envolta em uma s\u00e9rie de cr\u00edticas e questionamentos realizados pela pr\u00f3pria comunidade m\u00e9dico-cient\u00edfica, pautou-se como um processo de \u201cdesconstru\u00e7\u00e3o da psicose\u201d (TAMINGA, SIROVATKA, REGIER e OS, 2010) e, de fato, as psicoses, no DSM-5, foram limitadas a uns treze tipos listados no \u201cEspectro da Esquizofrenia e outros transtornos psic\u00f3ticos\u201d e que n\u00e3o deixam de se perder meio aos mais de trezentos transtornos mentais ali classificados. Por sua vez, em projetos como o Research Domain Criteria (RDoC), proposto como uma resposta cr\u00edtico-cient\u00edfica \u00e0s graves inconsist\u00eancias do DSM-5, privilegia-se \u201cevid\u00eancias\u201d neurol\u00f3gico-cerebrais obtidas pelas neuroci\u00eancias (INSEL, CUTHBERT, GARVEY, HEINSSEN, PINE, QUINN, SANISLOW &amp; WANG, 2010) e, assim tamb\u00e9m, tampouco neles as psicoses me parecem que ter\u00e3o algum lugar compat\u00edvel com o que avaliamos, a partir de nossa abordagem sobre os impactos da palavra nos corpos, como sua ampla presen\u00e7a no mundo.<\/p>\n<p>Logo, em um mundo onde insistentemente a psicose parece fazer as vezes de uma \u201cnorma\u2019 pela qual ela ao mesmo tempo experimenta uma profus\u00e3o e \u00e9 dilu\u00edda, verificamos o quanto a psican\u00e1lise de orienta\u00e7\u00e3o lacaniana se apresenta como uma exce\u00e7\u00e3o, na medida em que n\u00e3o apenas diagnostica e trata as psicoses sem segreg\u00e1-las e sem patologiz\u00e1-las, como tamb\u00e9m se pauta por destacar o quanto cada um que \u00e9 por ela afetado \u00e9 \u00fanico e \u00edmpar em sua manifesta\u00e7\u00e3o. \u00c9 esse lugar excepcional, \u00e9 o diferencial da psican\u00e1lise de orienta\u00e7\u00e3o lacaniana neste mundo onde a loucura se generaliza a ponto de perder o que a distingue, que a XXVI Jornada da EBP-MG ter\u00e1, a meu ver, toda condi\u00e7\u00e3o para real\u00e7ar, seja em seus Semin\u00e1rios Preparat\u00f3rios, seja nas Plen\u00e1rias e Mesas nas quais ela ir\u00e1 se realizar.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>Uma hip\u00f3tese<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Este mundo, no qual as psicoses concomitantemente proliferam e s\u00e3o dilu\u00eddas, \u00e9 tamb\u00e9m aquele onde o Nome-do-Pai parece encontrar cada vez menos lugar para sua fun\u00e7\u00e3o de significante <em>fundamental<\/em> que pavimenta o que LACAN (1955-1956\/1985, p. 321-331) nos ensinou a localizar como a <em>Grande-Rota-do-Outro,<\/em> a <em>Rodovia Principal do Outro<\/em><a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref4\">[5]<\/a>. \u00c9 tamb\u00e9m o mesmo mundo em que o chamado \u201cfalocentrismo\u201d entra em vertiginosa queda. As identifica\u00e7\u00f5es, ent\u00e3o, passam a se pautar (e n\u00e3o apenas entre os psic\u00f3ticos) pela propaga\u00e7\u00e3o m\u00faltipla do S<sub>1<\/sub>-enxame, isto \u00e9, do significante-mestre tomado n\u00e3o mais em sua faceta un\u00e1ria, mas proliferado em \u201cordens\u201d m\u00faltiplas e diversas porque cada um, hoje, \u00e9 convocado a \u201cseguir\u201d sua \u201cpr\u00f3pria\u201d lei, a \u201cguiar-se\u201d por sua pr\u00f3pria satisfa\u00e7\u00e3o. Tornamo-nos ent\u00e3o, globalmente, o que LACAN (1971\/2003, p. 24) localizava apenas nos japoneses que, segundo ele, para o apoio de suas identifica\u00e7\u00f5es fundamentais, contam com a variedade do \u201cc\u00e9u constelado, e n\u00e3o apenas o tra\u00e7o un\u00e1rio\u201d, ou seja, com o m\u00faltiplo e n\u00e3o s\u00f3 o Um ou, ainda, para evocar KANT (1788\/1985, p. 173) \u2013 e n\u00e3o sem contrari\u00e1-lo \u2013 \u00a0\u201ca lei moral em mim\u201d, a presen\u00e7a do que me liga universalmente ao Outro, passa a ser cada vez mais ofuscada pela multiplicidade do \u201cc\u00e9u estrelado\u201d que j\u00e1 n\u00e3o me parece mais se colocar t\u00e3o \u201cacima de mim\u201d. Por fim, conforme Miller p\u00f4de formular em 2022, por ocasi\u00e3o de uma das discuss\u00f5es da Grande Conversa\u00e7\u00e3o Virtual Internacional da Associa\u00e7\u00e3o Mundial de Psican\u00e1lise, nosso mundo \u00e9 tamb\u00e9m o mundo aquele no qual, ao contr\u00e1rio do que proclama o c\u00e9lebre e enigm\u00e1tico aforismo lacaniano, A Mulher passa a existir enquanto O Homem deixa de existir<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref5\">[6]<\/a>.<\/p>\n<p>Considerando essas novas formas do mundo se apresentar e minha pr\u00e1tica cl\u00ednica com as psicoses, formulo a hip\u00f3tese de que n\u00f3s, analistas pautados pela orienta\u00e7\u00e3o lacaniana, ter\u00edamos a oportunidade de nos servirmos do <em>n\u00e3o-todo f\u00e1lico<\/em> \u2013 por sua fun\u00e7\u00e3o eminentemente feminina \u2013 como uma refer\u00eancia, um norteamento diferente daqueles promovidos pelo Nome-do-Pai, pelo Falo e pelo Outro. Afinal, o n\u00e3o-todo f\u00e1lico se demarca pelo <em>Heteros<\/em>, pelo feminino e pelo furo (LACAN, 1972-1973\/2003)<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref6\">[7]<\/a>. Em outros termos, me pergunto se n\u00e3o poder\u00edamos fazer valer o n\u00e3o-todo f\u00e1lico como uma esp\u00e9cie de orienta\u00e7\u00e3o para os pacientes cujas psicoses lhes desnorteiam a vida na medida em que s\u00e3o assolados pela foraclus\u00e3o, ou seja, pela aus\u00eancia mesma do Nome-do-Pai e do falo no simb\u00f3lico.<\/p>\n<p>No entanto, como tomar como refer\u00eancia, em circunst\u00e2ncias subjetivas marcadas por uma anula\u00e7\u00e3o do falo, o <em>n\u00e3o-todo f\u00e1lico<\/em> que, como sabemos, implica certa conex\u00e3o ao falo? Aqui, parece-me oportuno fazer incidir, sobre minha hip\u00f3tese, a concep\u00e7\u00e3o, no Semin\u00e1rio 23, da <em>fun\u00e7\u00e3o f\u00f4nica do falo<\/em> (LACAN, 1975-1976\/2007, p. 101-124) ou, j\u00e1 antes, no Semin\u00e1rio 19, a constata\u00e7\u00e3o de como a fala se levanta, ao modo de um falo, nos bal\u00f5es que saem da boca dos personagens das hist\u00f3rias em quadrinhos (LACAN, 1971-1972\/2012, p. 67-69). Essa fun\u00e7\u00e3o f\u00f4nica do falo, assim como esse poder f\u00e1lico-falacioso da fala t\u00eam um amplo alcance na experi\u00eancia anal\u00edtica de orienta\u00e7\u00e3o lacaniana e, de um modo mais espec\u00edfico, nos tratamentos de muitos casos de psicoses porque sempre operamos com o dizer e, de um modo espec\u00edfico, verificamos o quanto os pacientes afetados pelo que localizamos como psicoses s\u00e3o tomados por uma urg\u00eancia de <em>querer dizer<\/em> que, mesmo nos casos atravessados por um forte mutismo, convocam a um compartilhamento com quem se disp\u00f5e a escut\u00e1-los e segui-los. Logo, a partir dessa urg\u00eancia de querer dizer que os impacta, podemos operar com o que Lacan nos ensinou sobre a fun\u00e7\u00e3o f\u00f4nica e a fal\u00e1cia do falo. Nessa dire\u00e7\u00e3o, essa fun\u00e7\u00e3o e essa fal\u00eancia n\u00e3o seriam incompat\u00edveis com a descren\u00e7a que as psicoses muitas vezes fazem recair sobre o falo e outros elementos relacionados a alguma fun\u00e7\u00e3o de organiza\u00e7\u00e3o ou condensa\u00e7\u00e3o. Dimensionar algo do falo em sua pr\u00f3pria fal\u00e1cia frente \u00e0 polimorfia da satisfa\u00e7\u00e3o pulsional e na multiplicidade dos fonemas de um dizer que tamb\u00e9m pode ressoar como silenciamento me parecem nos servir de recursos para, mesmo de um modo pontual e que pode requerer nossa persist\u00eancia, fazer vacilar a certeza que \u2013 n\u00e3o sem perturba\u00e7\u00f5es e perplexidades \u2013 \u00e9 imposta \u00e0s psicoses.<\/p>\n<p>Considero tamb\u00e9m oportuno, na explora\u00e7\u00e3o dessa minha hip\u00f3tese, retomar uma proposta feita por SOUTO (2022), durante a \u00faltima Conversa\u00e7\u00e3o dos Membros da Escola Brasileira de Psican\u00e1lise (EBP), reportando-se a pacientes citadas nos relat\u00f3rios das Se\u00e7\u00f5es S\u00e3o Paulo e Rio de Janeiro dessa Escola: um tratamento conduzido por um analista pode transmutar o <em>lugar nenhum, <\/em>marcado e assolado pela segrega\u00e7\u00e3o e pelo negativo, em <em>lugar de mais ningu\u00e9m<\/em>, eivado do gozo, ou seja de uma satisfa\u00e7\u00e3o, n\u00e3o negativiz\u00e1vel. Essa retomada \u00e9 oportuna porque n\u00e3o \u00e9 incomum encontrarmos psic\u00f3ticos que se apresentam assolados por <em>um n\u00e3o-lugar<\/em>, por mais que hoje em dia o aumento dos casos de psicoses nos permita constatar o quanto se alojam em \u201clugares\u201d que passam, mesmo de forma alternativa ou <em>underground<\/em>, a ter destaque em nossa civiliza\u00e7\u00e3o. O problema \u00e9 que esse alojamento n\u00e3o os libera desse n\u00e3o-lugar que tanto os assola e os fazem se apega a posi\u00e7\u00f5es de objeto <em>a-<\/em>bjeto, derivadas de suas experi\u00eancias de anula\u00e7\u00f5es subjetivas e que, a meu ver, como um modo de se defenderem do furo incontorn\u00e1vel da foraclus\u00e3o do Nome-do-Pai, os levam a se colar ao que LACAN (1975-1976\/2007, p. 24-26, 114, 113-114) nos ensinou a localizar como um \u201cfalso furo\u201d.<\/p>\n<p>Ora, <em>o lugar de mais ningu\u00e9m<\/em> \u2013 destacado por SOUTO (2022) da leitura que MILLER (2007-2008\/2015, p. 32) faz de uma passagem de \u201cObserva\u00e7\u00e3o sobre o relat\u00f3rio de Daniel Lagache\u2026\u201d (LACAN, 1958-1960\/1998, p. 653-691)\u00a0 \u2013 \u201cn\u00e3o \u00e9 pura e simplesmente uma aus\u00eancia\u201d, n\u00e3o se confunde com \u201c \u2018a pureza do n\u00e3o ser\u2019 \u201d porque se trata da \u201c \u2018pureza do n\u00e3o ser localizada em um lugar\u2019 \u201d, e um lugar de onde parte um dizer que vocifera, fazendo valer uma voz que \u201c \u2018vai mais longe que o objeto <em>a<\/em>\u2019 \u201d,\u00a0 consonante com o gozo,\u00a0 ressoando \u201cpara al\u00e9m do objeto e dos ideais\u201d, \u201cuma voz que responde a partir de um vazio de identifica\u00e7\u00f5es\u201d<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref7\">[8]<\/a>. Lacan, como nos lembra SOUTO (2022), se refere a esse lugar como \u201cum c\u00edrculo queimado na mata das puls\u00f5es\u201d e, assim, \u201cno emaranhado das puls\u00f5es\u201d, encontrar\u00edamos \u201cuma esp\u00e9cie de clareira aberta no gozo\u2026, um furo no real\u201d. Logo, com a abertura dessa clareira no gozo, um furo real \u2013 e n\u00e3o mais apenas um falso-furo \u2013 pode ter lugar.<\/p>\n<p>Sabemos que a refer\u00eancia ao <em>lugar de mais ningu\u00e9m<\/em> vem da ast\u00facia de Ulisses enganar o c\u00edclope Polifemo que queria engoli-lo: o her\u00f3i grego cega tal monstro de um olho s\u00f3 e, como havia se apresentado antes dizendo que se chamava <em>Ningu\u00e9m<\/em>, escapa desse guloso monstro porque, quando este procura quem o cegou, seus parceiros respondem: <em>foi Ningu\u00e9m <\/em>(HOM\u00c8RE, VIII a.C.\/1955, p. 674-676). Logo, <em>v<\/em>alendo-se do equ\u00edvoco do nome que se deu, Ulisses se safa. Essa ast\u00facia \u00e9 aquela mesma do funcionamento ordenador do significante que pode at\u00e9 se valer do equ\u00edvoco para fazer ressoar algo diferente do que em geral se pretenderia dizer: onde se esperava escutar um nome pr\u00f3prio, a designa\u00e7\u00e3o e o corpo de algu\u00e9m, aparece Ningu\u00e9m. Ora, esses volteios do significante me parecem muito mais consonantes \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o f\u00e1lico-masculina, diferente da orienta\u00e7\u00e3o que tamb\u00e9m poder\u00e1 se derivar, de modo bem diferente, mas n\u00e3o sem o corpo e o dizer, do <em>n\u00e3o-todo f\u00e1lico<\/em>. Em muitos casos de psicose, verifico que <em>o c\u00edrculo queimado no emaranhado das puls\u00f5es<\/em> se abre como uma clareira no gozo gra\u00e7as ao esvaziamento que o tratamento lhes promove nas nomea\u00e7\u00f5es que, embora lhes sejam determinantes e importantes, n\u00e3o deixam de lhes perturbar a vida. S\u00e3o tamb\u00e9m as clareiras que, mesmo de modo bruxuleante e intermitente, requerendo sempre mais uma interven\u00e7\u00e3o nossa, ainda, vemos se abrir quando os psic\u00f3ticos se deixam tocar por esse <em>amor<\/em> in\u00e9dito chamado <em>transfer\u00eancia<\/em><a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref8\">[9]<\/a>.<\/p>\n<p>A partir do que LACAN (1958-1959\/2016, p. 490) formula sobre o corte, o discurso e a pontua\u00e7\u00e3o, poderemos dizer que o psic\u00f3tico n\u00e3o <em>pontua<\/em> o que lhe vem do Outro. Os tratamentos das psicoses, pautados na orienta\u00e7\u00e3o lacaniana, d\u00e3o lugar a alguma pontua\u00e7\u00e3o. Certamente, n\u00e3o aquela do ponto de basta que, nas psicoses, n\u00e3o se apresenta devido \u00e0 aus\u00eancia do Nome-do-Pai no simb\u00f3lico. Tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 propriamente a pontua\u00e7\u00e3o que contaria apenas com as nomea\u00e7\u00f5es que os pr\u00f3prios sujeitos assolados pelas psicoses procuram se dar, nem muito menos aquela que lhe s\u00e3o impostas com as inj\u00farias experimentadas como vindas do Outro. Trata-se de uma pontua\u00e7\u00e3o que faz vacilar \u2013 mesmo que por um instante a ser sempre reiterado na condu\u00e7\u00e3o de seus tratamentos \u2013 as certezas que os consomem, uma pontua\u00e7\u00e3o conquistada a partir de seu consentimento com o que poder\u00e1 se apresentar como um verdadeiro e real furo em suas vidas, permitindo-lhe confrontar-se de modo diferente com o furo, no simb\u00f3lico, relativo \u00e0 foraclus\u00e3o do Nome-do-Pai. Nesse contexto, tal exerc\u00edcio de pontua\u00e7\u00e3o me parece muito pr\u00f3ximo daquele que encontramos no c\u00e9lebre mon\u00f3logo de Molly Bloom, com que JOYCE (1922\/2022, p. 671-715) conclui, mas com uma abertura, ou seja, um furo, esse outro <em>Ulysses<\/em> que \u00e9 o seu, mais consoante ao n\u00e3o-todo feminino que ao todo da castra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Sem d\u00favida, ao lermos tal mon\u00f3logo proferido por uma mulher, \u00e9 vis\u00edvel o quanto ele n\u00e3o conta com qualquer sinal de pontua\u00e7\u00e3o e, como exemplo, transcrevo dele as \u00faltimas e seguintes frases:<\/p>\n<p>&#8230;a gente perdeu o barco em Algeciras o vigia de um lado pro outro tranquilo com o lampi\u00e3o e \u00d4 tal terr\u00edvel torrente profunda \u00d4 e o mar e o mar carmim \u00e0s vezes que nem fogo e aqueles poentes deslumbrantes e as figueiras nos jardins de Alameda sim e aquelas ruelas esquisitas todas e as casas rosas e azuis e amarelas e os roseirais os jasmins e os ger\u00e2nios e cactos e Gibraltar eu menina onde fui uma Flor da Montanha sim quando eu pus a rosa no cabelo que nem as andaluzas faziam ou ser\u00e1 que hei de usar uma vermelha sim e como ele me beijou no p\u00e9 do muro mourisco e eu pensei ora tanto faz ele quanto outro e a\u00ed pedi com os olhos pra ele pedir de novo sim e a\u00ed ele me perguntou se eu sim diria sim minha flordamontanha e primeiro eu passei os bra\u00e7os em volta dele sim e puxei ele pra baixo par perto de mim pra ele poder sentir os meus peitos s\u00f3 perfume sim e o cora\u00e7\u00e3o dele batia que nem louco e sim eu disse sim eu quero Sim. (JOYCE, 1922\/2022, p.715).<\/p>\n<p>Por\u00e9m, Joyce p\u00f4de responder a seu amigo BUDGEN (1934\/1960, p. 262-263) que esse mon\u00f3logo caudaloso e de Molly Bloom est\u00e1 permeado de pontos cardinais formados por partes do corpo conjugadas a palavras: \u201c\u2018o mon\u00f3logo dela gira vagarosamente, regularmente, embora com varia\u00e7\u00f5es, caprichosamente, mas com certeza como a imensa bolaterrestre (<em>earthball<\/em>) rodopiando. Seus <em>quatro pontos cardinais <\/em>s\u00e3o os seios femininos, o \u00e2nus, o \u00fatero e o sexo, expressos pelas palavras <em>porque<\/em>, <em>fundo<\/em> \u2026 <em>mulher<\/em> e <em>sim<\/em>\u201d. Logo, nesse mon\u00f3logo que prenuncia e se abre para esse outro fluxo ainda mais caudaloso das palavras que comp\u00f5em todo o livro <em>Finnegans Wake <\/em>(JOYCE, 1939\/2022)<em>, <\/em>n\u00e3o s\u00e3o os sinais convencionais de pontua\u00e7\u00e3o que s\u00e3o usados, mas isso n\u00e3o quer dizer que o texto joyceano n\u00e3o d\u00e1 lugar a intervalos, a essas pausas para respiro que uma pontua\u00e7\u00e3o visa imprimir no que se escreve e fala.<\/p>\n<p>Essa refer\u00eancia \u00e0 pontua\u00e7\u00e3o de Joyce, ao trabalho a que ele se dedicou de transforma\u00e7\u00e3o da l\u00edngua, bem como sua proximidade com o que podemos operar, como analistas de orienta\u00e7\u00e3o lacaniana, nos tratamentos das psicoses, me evoca, tamb\u00e9m, a seguinte formula\u00e7\u00e3o de Laurent (2003\/2006, p. 21), que aceitou nosso convite para dar uma videoconfer\u00eancia na XXVI Jornada da EBP-MG e com a qual concluo este texto que se apresenta como uma esp\u00e9cie de radar no rumo em que estamos com rela\u00e7\u00e3o a esse evento:<\/p>\n<p>Trata-se&#8230; de uma identifica\u00e7\u00e3o ao procedimento joyceano de transforma\u00e7\u00e3o da l\u00edngua&#8230; O &#8230; tratamento psicanal\u00edtico das psicoses consiste em uma conversa\u00e7\u00e3o com o sujeito, em lhe fazer prosseguir seu empreendimento de tradu\u00e7\u00e3o sempre poss\u00edvel, j\u00e1 que o gozo falta ao oceano dos nomes pr\u00f3prios&#8230; \u201cFazer-se um nome\u201d \u00e9 alojar-se n\u00e3o apenas sob um nome identific\u00e1vel no registro do ideal, mas, mais profundamente, decidir-se por esse empreendimento de tradu\u00e7\u00e3o da l\u00edngua. Quando o sujeito pode alcan\u00e7ar isso, encontrar uma certa paz nessa tradu\u00e7\u00e3o constante, ter\u00e1 sido obtido um tratamento psicanal\u00edtico poss\u00edvel desse gozo.<\/p>\n<p>Mas Laurent (2003\/2006, p. 21) tamb\u00e9m nos alerta que tal encontro com alguma paz, nesse esfor\u00e7o constante de tradu\u00e7\u00e3o, n\u00e3o deve ser confundido com um \u201cconto de fadas\u201d do tipo \u201c\u2018eles come\u00e7aram seus empreendimentos de tradu\u00e7\u00e3o comum, eles viveram felizes e tiveram muitas estabiliza\u00e7\u00f5es delirantes\u2019\u201d. \u00a0Afinal, se o gozo \u2013 para qualquer estrutura cl\u00ednica \u2013 \u00e9 o que falta no mar dos nomes pr\u00f3prios porque n\u00e3o se adequa a qualquer nomea\u00e7\u00e3o, ser\u00e1 o <em>n\u00e3o todo<\/em> que, diferentemente da totaliza\u00e7\u00e3o almejada nos contos de fadas, nos servir\u00e1 de farol para nos orientar, com o lusco-fusco que \u00e9 pr\u00f3prio desse tipo de sinaliza\u00e7\u00e3o, na profus\u00e3o pela qual as psicoses insistem no mundo que, de modo geral, pretende dilui-las na banalidade do que \u00e9 normal.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>REFER\u00caNCIAS<\/strong><\/p>\n<p>AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION (Ed.). <em>Diagnostic and Statistical Manual of the Mental Disorders, Fifth Edition, DSM-5<\/em>. Washington\/London, American Psychiatric Publishing, 20013).<\/p>\n<p>BUDGEN, F. <em>James Joyce and the making of Ulysses<\/em> (1934). Bloomington &amp; London: Indiana University Press, 1960.<\/p>\n<p>CL\u00c9RAMBAULT, G. G. <em>El automatismo mental<\/em> (1909-1934\/s.d.). Madrid: DOR, S.L. y Eolia, s.d.<\/p>\n<p>DE GEORGES, P., HENRY, F. et MILLER, J.- A. (\u00e9d). <em>La psychose ordinaire. <\/em>La convention d\u2019Antibes. Paris: Agalma\/Le Seuil, 1999.<\/p>\n<p>HOMERE. <em>Iliade &#8211; Odyss\u00e9e<\/em>. Biblioth\u00e8que de la Pl\u00e9iade. Paris: Gallimard, 1955.<\/p>\n<p>INSEL, T., CUTHBERT, B., GARVEY, M., HEISSEN, R., PINE, D. S., QUINN, K., SANISLOW, C. and WANG, P. Research Domain Criteria (RDoC): toward a new classification framework of research on mental disorders, <em>American Journal of Psychiatry<\/em>, n. 167, v\/ 7, July 2010. Dispon\u00edvel <a href=\"https:\/\/ajp.psychiatryonline.org\/doi\/10.1176\/appi.ajp.2010.09091379?url_ver=Z39.88-2003&amp;rfr_id=ori:rid:crossref.org&amp;rfr_dat=cr_pub%20%200pubmed\">AQUI<\/a>.\u00a0Acesso em 27 dezembro de 2022.<\/p>\n<p>JOYCE, J. (1922). <em>Ulysses<\/em>. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 2022.<\/p>\n<p>JOYCE, J. (1939). <em>Finnegans rivolta<\/em>. S\u00e3o Paulo: Iluminuras, 2022.<\/p>\n<p>KANT, I. <em>Critique de la raison pratique<\/em> (1788). Paris: PUF, 1985.<\/p>\n<p>LACAN, J. <em>Le s\u00e9minaire. <\/em><em>Livre III: les psychoses <\/em>(1955-1956). Paris: Seuil, 1981.<\/p>\n<p>LACAN, J. <em>O semin\u00e1rio. Livro 3: as psicoses <\/em>(1955-1956). Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1985.<\/p>\n<p>LACAN, J. Observa\u00e7\u00e3o sobre o relat\u00f3rio de Daniel Lagache: \u2018Psican\u00e1lise e estrutura da personalidade\u2019 (1958-1960). In:\u00a0 LACAN, J. <em>Escritos<\/em>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1998, p. 653-691.<\/p>\n<p>LACAN, J. <em>O semin\u00e1rio. Livro 6: o desejo e sua interpreta\u00e7\u00e3o <\/em>(1958-1959). Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2016.<\/p>\n<p>LACAN, J. Lituraterra (1971). In: LACAN, J. <em>Outros escritos<\/em>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2003, p. 15-25.<\/p>\n<p>LACAN, J. <em>O semin\u00e1rio. Livro 19: &#8230;ou pior <\/em>(1971-1972). Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2012.<\/p>\n<p>LACAN, J. O aturdito (1972\/1973). In: LACAN, J. <em>Outros escritos<\/em>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2003, p. 448-497.<\/p>\n<p>LACAN, J. <em>O semin\u00e1rio. Livro 23: o sinthoma <\/em>(1975-1976). Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2007.<\/p>\n<p>LAIA, S. Ao longo e ao largo do pai, <em>Op\u00e7\u00e3o Lacaniana<\/em>, Revista Internacional Brasileira de Psican\u00e1lise, S\u00e3o Paulo, n. 47, 2006, p. 76-80.<\/p>\n<p>LAURENT, \u00c9. Disrup\u00e7\u00e3o do gozo nas loucuras sob transfer\u00eancia, <em>Op\u00e7\u00e3o Lacaniana<\/em>, Revista Internacional Brasileira de Psican\u00e1lise, S\u00e3o Paulo, n. 79, julho de 2018, p. 52-63.<\/p>\n<p>MILLER, J. -A. O sinthoma e o cometa, <em>Op\u00e7\u00e3o Lacaniana<\/em>, Revista Internacional Brasileira de Psican\u00e1lise, S\u00e3o Paulo, n. 19, agosto de 2006, p. 5-13.<\/p>\n<p>MILLER, J.-A. <em>Todo el mundo es loco (2007-2008)<\/em>. <em>Los Cursos psicoanal\u00edticos de Jacques-Alain Miller<\/em>. Buenos Aires: Paid\u00f3s, 2015.<\/p>\n<p>MILLER, J. -A. \u201cTout le monde est fou\u201d, <em>La Cause freudienne, <\/em>Paris, n. 112, novembre 2022, p. \u00a048-57.<\/p>\n<p>SOUTO, S. Coment\u00e1rio dos relat\u00f3rios dos Conselhos das Se\u00e7\u00f5es SP e RJ. Belo Horizonte, mar\u00e7o de 2022 (in\u00e9dito)<\/p>\n<p>TAMINGA, C. A., SIROVATKA, P. J., REGIER, D. A. and OS, J. <em>Desconstructing psychosis<\/em>. Refining the research agenda for DSM-V. Arlington: American Psychiatric Association, 2010.<a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\"><\/a>[\/vc_column_text][vc_column_text text_lead=&#8221;small&#8221; uncode_shortcode_id=&#8221;836492&#8243;]<a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Texto a ser publicado na pr\u00f3xima edi\u00e7\u00e3o da Revista Curinga da EBP-MG.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref1\">[2]<\/a> Psicanalista, Analista Membro da Escola (AME) pela Escola Brasileira de Psican\u00e1lise (EBP) e Associa\u00e7\u00e3o Mundial de Psican\u00e1lise; Diretor Adjunto da Se\u00e7\u00e3o Minas Gerais da Escola Brasileira de Psican\u00e1lise (EBP-MG) \/ E-mail: <a href=\"mailto:laia.bhe@terra.com.br\">laia.bhe@terra.com.br<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn2\">[3]<\/a> Um registro do que foi esta Jornada pode ser encontrado no n\u00famero 14 da <em>Curinga<\/em>, bem como no n\u00famero 12 dessa mesma revista e que lhe serviu como uma esp\u00e9cie de prepara\u00e7\u00e3o: <em>Curinga: h\u00e1 algo de novo nas psicoses<\/em>, Belo Horizonte, n. 14, 2000; <em>Curinga: psican\u00e1lise e sa\u00fade mental<\/em>, Belo Horizonte, n. 13, 1999, p. 123-145.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn3\">[4 ]<\/a> Como uma das refer\u00eancias a esse respeito, na psiquiatria cl\u00e1ssica, ver CL\u00c9RAMBAULT (1909-1934, p. 47-61, 95-93, 139-199, 231-240 e 245-248).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn4\">[5]<\/a> Como, nas p\u00e1ginas aqui citadas do Semin\u00e1rio 3, h\u00e1 nuances que n\u00e3o me pareceram contempladas na tradu\u00e7\u00e3o brasileira, acho importante cotej\u00e1-las com o original (LACAN, 1956-1957\/1981, p. 321-331) e me permito evocar, tamb\u00e9m, um texto onde procurei esclarec\u00ea-las: LAIA, 2006, p. 76-80.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn5\">[6]<\/a> Cito, de mem\u00f3ria, essa formula\u00e7\u00e3o de Miller a partir do que foi proferido por ele em uma das atividades deste evento, por ocasi\u00e3o de um de seus coment\u00e1rios do que estava sendo apresentado.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn6\">[7]<\/a> Ressalto que, segundo LACAN (1972-1973\/2003, p. 467), o <em>Heteros <\/em>se respalda no n\u00e3o-todo que, por sua rela\u00e7\u00e3o intr\u00ednseca com o feminino, aparece em \u201cO aturdito\u201d escrito como <em>n\u00e3otoda<\/em>. Nesse contexto, vale citar o modo como Lacan, nesse mesmo escrito, define o \u201cheterossexual\u201d: \u201cchamemos heterossexual, por defini\u00e7\u00e3o, aquele que ama as mulheres, qualquer que seja seu pr\u00f3prio sexo\u201d e, ao dizer \u201camar\u201d, Lacan distingue tal acep\u00e7\u00e3o de heterossexual daquela que \u00e9 convencional \u2013 n\u00e3o se trata de quem \u00e9 \u201cprometido a elas por uma rela\u00e7\u00e3o que n\u00e3o h\u00e1\u201d, ou seja, pela rela\u00e7\u00e3o sexual.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn7\">[8]<\/a> Nesta cita\u00e7\u00e3o, as aspas simples (\u2018\u2026\u2019) indicam termos e passagens que Souto (2022) cita de MILLER (2007-2008\/2015, p. 332).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn8\">[9]<\/a> N\u00e3o abordarei aqui, neste texto, o lugar decisivo da transfer\u00eancia nos tratamentos das psicoses, sobretudo quando ela se distingue da dimens\u00e3o metaf\u00f3rico-substitutiva que Freud nos orientou a usar exclusivamente nos tratamentos das neuroses. Sem d\u00favida, esse lugar vai ser destacado nos trabalhos relativos \u00e0 XXVI Jornada da EBP-MG e encontra formula\u00e7\u00f5es importantes, por exemplo, em LAURENT (2018).[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row row_height_percent=&#8221;0&#8243; override_padding=&#8221;yes&#8221; h_padding=&#8221;2&#8243; top_padding=&#8221;0&#8243; bottom_padding=&#8221;0&#8243; overlay_alpha=&#8221;50&#8243; gutter_size=&#8221;3&#8243; column_width_percent=&#8221;100&#8243; shift_y=&#8221;0&#8243; z_index=&#8221;0&#8243; uncode_shortcode_id=&#8221;164376&#8243;][vc_column column_width_percent=&#8221;100&#8243; gutter_size=&#8221;2&#8243; override_padding=&#8221;yes&#8221; column_padding=&#8221;0&#8243; style=&#8221;dark&#8221; overlay_alpha=&#8221;50&#8243; shift_x=&#8221;0&#8243; shift_y=&#8221;0&#8243; shift_y_down=&#8221;0&#8243; z_index=&#8221;0&#8243; medium_width=&#8221;0&#8243; mobile_width=&#8221;0&#8243; width=&#8221;1\/1&#8243; uncode_shortcode_id=&#8221;162562&#8243;][vc_row_inner][vc_column_inner column_width_percent=&#8221;100&#8243; position_vertical=&#8221;middle&#8221; align_horizontal=&#8221;align_center&#8221; gutter_size=&#8221;2&#8243; style=&#8221;light&#8221; font_family=&#8221;font-183904&#8243; overlay_alpha=&#8221;50&#8243; shift_x=&#8221;0&#8243; shift_y=&#8221;0&#8243; shift_y_down=&#8221;0&#8243; z_index=&#8221;0&#8243; medium_width=&#8221;0&#8243; mobile_width=&#8221;0&#8243; radius=&#8221;lg&#8221; width=&#8221;1\/1&#8243; uncode_shortcode_id=&#8221;383650&#8243;][vc_single_image media=&#8221;87&#8243; media_width_percent=&#8221;15&#8243; alignment=&#8221;center&#8221; media_link=&#8221;url:https%3A%2F%2Fwww.jornadaebpmg.com.br%2F2023%2Fwp-content%2Fuploads%2F2023%2F05%2FPsicoses-SergioLaia.pdf|target:_blank&#8221; uncode_shortcode_id=&#8221;157881&#8243;][vc_custom_heading text_color=&#8221;color-xsdn&#8221; heading_semantic=&#8221;h6&#8243; text_size=&#8221;h6&#8243; uncode_shortcode_id=&#8221;193276&#8243; text_color_type=&#8221;uncode-palette&#8221;]<\/p>\n<h6 class=\"uncode-share\">ABRIR EM PDF<\/h6>\n<p>[\/vc_custom_heading][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][\/vc_column_inner][\/vc_row_inner][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<\/section>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>por S\u00e9rgio Laia<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","template":"","meta":{"footnotes":""},"portfolio_category":[3,4],"class_list":["post-144","portfolio","type-portfolio","status-publish","hentry","portfolio_category-destaque-capa","portfolio_category-textos-de-orientacao"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v23.3 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Por que as psicoses...ainda? 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