{"id":727,"date":"2023-10-11T13:00:20","date_gmt":"2023-10-11T13:00:20","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornadaebpmg.com.br\/2023\/?post_type=portfolio&#038;p=727"},"modified":"2023-10-11T13:13:56","modified_gmt":"2023-10-11T13:13:56","slug":"eixo-3-comentario-do-relatorio-as-flutuacoes-do-sexo","status":"publish","type":"portfolio","link":"https:\/\/www.jornadaebpmg.com.br\/2023\/textos\/eixo-3-comentario-do-relatorio-as-flutuacoes-do-sexo\/","title":{"rendered":"EIXO 3: Coment\u00e1rio do relat\u00f3rio \u201cAs flutua\u00e7\u00f5es do sexo\u201d"},"content":{"rendered":"<section class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row][vc_column column_width_percent=&#8221;100&#8243; gutter_size=&#8221;0&#8243; overlay_alpha=&#8221;50&#8243; shift_x=&#8221;0&#8243; shift_y=&#8221;0&#8243; shift_y_down=&#8221;0&#8243; z_index=&#8221;0&#8243; medium_width=&#8221;0&#8243; mobile_width=&#8221;0&#8243; width=&#8221;1\/1&#8243; uncode_shortcode_id=&#8221;984329&#8243;][vc_row_inner row_inner_height_percent=&#8221;0&#8243; overlay_alpha=&#8221;50&#8243; equal_height=&#8221;yes&#8221; gutter_size=&#8221;0&#8243; shift_y=&#8221;0&#8243; z_index=&#8221;0&#8243; uncode_shortcode_id=&#8221;499325&#8243;][vc_column_inner column_width_percent=&#8221;100&#8243; position_vertical=&#8221;middle&#8221; align_horizontal=&#8221;align_right&#8221; gutter_size=&#8221;2&#8243; override_padding=&#8221;yes&#8221; column_padding=&#8221;1&#8243; style=&#8221;dark&#8221; back_color=&#8221;color-523823&#8243; overlay_alpha=&#8221;50&#8243; shift_x=&#8221;0&#8243; shift_y=&#8221;0&#8243; shift_y_down=&#8221;0&#8243; z_index=&#8221;0&#8243; medium_width=&#8221;0&#8243; mobile_width=&#8221;0&#8243; width=&#8221;1\/6&#8243; uncode_shortcode_id=&#8221;894074&#8243; back_color_type=&#8221;uncode-palette&#8221; css=&#8221;.vc_custom_1683086611195{padding-left: 10px !important;}&#8221;][vc_single_image media=&#8221;103&#8243; media_width_percent=&#8221;50&#8243; alignment=&#8221;center&#8221; uncode_shortcode_id=&#8221;182244&#8243;][\/vc_column_inner][vc_column_inner column_width_percent=&#8221;100&#8243; position_horizontal=&#8221;left&#8221; gutter_size=&#8221;2&#8243; back_color=&#8221;color-523823&#8243; overlay_alpha=&#8221;50&#8243; shift_x=&#8221;0&#8243; shift_y=&#8221;0&#8243; shift_y_down=&#8221;0&#8243; z_index=&#8221;0&#8243; medium_width=&#8221;0&#8243; mobile_width=&#8221;0&#8243; width=&#8221;5\/6&#8243; uncode_shortcode_id=&#8221;162471&#8243; back_color_type=&#8221;uncode-palette&#8221;][vc_custom_heading text_color=&#8221;color-xsdn&#8221; heading_semantic=&#8221;h1&#8243; text_font=&#8221;font-183904&#8243; uncode_shortcode_id=&#8221;122747&#8243; text_color_type=&#8221;uncode-palette&#8221;]Texto de orienta\u00e7\u00e3o[\/vc_custom_heading][\/vc_column_inner][\/vc_row_inner][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column width=&#8221;1\/1&#8243;][vc_custom_heading auto_text=&#8221;yes&#8221; text_color=&#8221;color-190355&#8243; text_font=&#8221;font-183904&#8243; text_weight=&#8221;500&#8243; uncode_shortcode_id=&#8221;162279&#8243; text_color_type=&#8221;uncode-palette&#8221;][\/vc_custom_heading][vc_custom_heading auto_text=&#8221;excerpt&#8221; text_color=&#8221;color-190355&#8243; heading_semantic=&#8221;h3&#8243; text_font=&#8221;font-183904&#8243; text_size=&#8221;h4&#8243; text_weight=&#8221;600&#8243; uncode_shortcode_id=&#8221;120751&#8243; text_color_type=&#8221;uncode-palette&#8221;]This is a custom heading element.[\/vc_custom_heading][vc_separator sep_color=&#8221;color-205642&#8243; el_width=&#8221;100px&#8221; el_height=&#8221;4px&#8221;][vc_column_text uncode_shortcode_id=&#8221;986171&#8243;]O\u00a0 relat\u00f3rio \u201cAs flutua\u00e7\u00f5es do sexo\u201d, me remeteu \u00e0 fala de Miquel Bassols por ocasi\u00e3o da conversa\u00e7\u00e3o sobre o seu livro <em>La diferencia sexual no existe en el inconsciente real<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><strong>[1]<\/strong><\/a><\/em>, em sua resposta a Paul Preciado<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>: o prefixo \u201ctrans\u201d parece estar hoje no discurso comum como uma esp\u00e9cie de significante mestre de nossa civiliza\u00e7\u00e3o que, esvaziado de seu sentido anterior (pois j\u00e1 n\u00e3o se trata de um significante un\u00edvoco), funciona como um polo de identifica\u00e7\u00f5es do sujeito contempor\u00e2neo, sobretudo entre os jovens, especialmente quando, na puberdade, o sujeito se encontra com irrup\u00e7\u00f5es de gozo no corpo que o sobrepassam e ele n\u00e3o sabe como se virar com elas. Ao inv\u00e9s de elaborar uma pergunta sobre esse gozo, o que em alguns casos poder\u00e1 se apresentar como uma sa\u00edda sintom\u00e1tica, o significante \u201ctrans\u201d poder\u00e1 vir a suturar a divis\u00e3o subjetiva, tamponando ou adiando a pergunta sobre a singularidade do gozo, como observamos no caso trabalhado no relat\u00f3rio.<\/p>\n<p>As pontua\u00e7\u00f5es que farei se apoiam nos tr\u00eas \u00faltimos cap\u00edtulos do curso de Jacques-Alain Miller de 2004\/2005,<em> Piezas Sueltas<\/em>3 momento em que exp\u00f5e, em di\u00e1logo com \u00c9ric Laurent e Philippe La Sagna, as suas primeir\u00edssimas considera\u00e7\u00f5es sobre os <em>Estudos de g\u00eanero. <\/em>Em 2004, h\u00e1 quase duas d\u00e9cadas \u2013 diferentemente do momento atual e anteriormente ao ataque de Paul Preciado \u00e0 Psican\u00e1lise \u2013 havia um frescor ao fazer-se interrogar por aquelas leituras. Laurent comentava um livro de Judith Butler, buscavam-se pontos de aproxima\u00e7\u00e3o e, tamb\u00e9m, as diferen\u00e7as entre a psican\u00e1lise e os <em>Estudos de g\u00eanero<\/em>, em certo cotejamento com princ\u00edpios e fundamentos que orientam a experi\u00eancia anal\u00edtica. Destaco, dessa interlocu\u00e7\u00e3o, alguns fragmentos:<\/p>\n<p>1 &#8211; \u201c\u2026 N\u00e3o se pode dizer que n\u00e3o h\u00e1 rela\u00e7\u00e3o sexual e crer que deixamos intacta a quest\u00e3o da identidade (\u2026) o pr\u00f3prio Lacan tocou a identidade sexual ao formular que \u2018A mulher n\u00e3o existe\u2019. N\u00e3o ser\u00e1 que esses estudos efetuam uma segunda generaliza\u00e7\u00e3o, que estende \u201cA mulher n\u00e3o existe\u201d a todo o dom\u00ednio da sexualidade? (&#8230;) A mulher n\u00e3o existe e o homem tampouco (\u2026) isso \u00e9 o que agregam esses discursos que s\u00f3 reconhecem semblantes\u201d.<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a><br \/>\n2 &#8211; \u201cTodos os usos da paternidade e todo o discurso universal retrocedem ante a rela\u00e7\u00e3o com o corpo\u201d (\u2026) \u201cLacan situa a rela\u00e7\u00e3o anal\u00edtica num lugar muito distinto e disjunto do universal, n\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o com o acontecimento hist\u00f3rico, mas em rela\u00e7\u00e3o ao acontecimento de corpo\u201d.<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a><\/p>\n<p>3 &#8211; \u201cA psican\u00e1lise n\u00e3o opera no la\u00e7o social, nem sequer na rela\u00e7\u00e3o sexual, sen\u00e3o na rela\u00e7\u00e3o corporal\u201d.<\/p>\n<p>4 &#8211; H\u00e1 algo no gozo que n\u00e3o conduz for\u00e7osamente ao pior, ao ilimitado, que apresenta fun\u00e7\u00f5es de limita\u00e7\u00e3o<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a>.<\/p>\n<p>Esses fragmentos trazem uma pincelada daquilo que foi a inova\u00e7\u00e3o feita por Lacan quanto aos semblantes que organizam o la\u00e7o social e a rela\u00e7\u00e3o sexual, e que hoje talvez sejam mais leg\u00edveis do que na \u00e9poca em que foram pronunciados.<\/p>\n<p>O <em>Caso L<\/em> me levou a revisitar as formula\u00e7\u00f5es feitas por Lacan sobre a fun\u00e7\u00e3o paterna em seu \u00faltimo ensino. Antes de passar \u00e0s quest\u00f5es sobre o caso, trarei algumas coordenadas da leitura dos \u00faltimos cap\u00edtulos do curso <em>Piezas Sueltas<\/em>, pois me ajudaram a pensar sobre as quest\u00f5es abertas pelo relat\u00f3rio.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>H\u00e1 no cap\u00edtulo XVII, \u201cOs nomes do parentesco\u201d, um desdobramento muito instrutivo feito por \u00c9ric Laurent, que os convido a revisitar, sobre os tensionamentos entre nomea\u00e7\u00e3o e fun\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica, e entre nominalismo e realismo, que desembocam no que ele chama de \u201cutopias do s\u00e9culo XXI\u201d<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">[6]<\/a>, e tamb\u00e9m na perspectiva utilitarista dos usos dos nomes quando estes se colocam ao servi\u00e7o direto de uma a\u00e7\u00e3o ou de um reajuste que o sujeito pretende efetuar sobre si mesmo ou sobre o corpo social, apoiando-se na falsa garantia de que os usos sociais dos nomes sejam transparentes para e por si mesmos. Existe a\u00ed uma tentativa de tornar transparente um processo que \u00e9 sempre opaco, atrav\u00e9s de uma conflu\u00eancia entre utilitarismo e nominalismo, forjando-se como utopia de um mundo sem impossibilidades e sem res\u00edduos.<\/p>\n<p>No cap\u00edtulo seguinte, o debate se estende ao que \u00e9 pr\u00f3prio \u00e0 opera\u00e7\u00e3o anal\u00edtica, \u00e0quilo que a aproxima e a diferencia da desconstru\u00e7\u00e3o operada pelo discurso de g\u00eanero: \u201ca opera\u00e7\u00e3o anal\u00edtica n\u00e3o se centrar\u00e1 na rela\u00e7\u00e3o que voc\u00eas t\u00eam com os significantes da hist\u00f3ria\u201d. O cora\u00e7\u00e3o da opera\u00e7\u00e3o anal\u00edtica aponta para a rela\u00e7\u00e3o com o corpo, para os acontecimentos de corpo, que n\u00e3o fazem todo esse barulho, que n\u00e3o s\u00e3o conhecidos, \u201cque s\u00e3o algo t\u00e3o t\u00eanue como esse sentimento do <em>deixar cair<\/em> de um corpo\u201d <a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\">[7]<\/a>, em refer\u00eancia \u00e0 celebre passagem de <em>Retrato de um artista quando jovem, de <\/em>James Joyce, comentada por Lacan no Semin\u00e1rio 23, <em>O sinthoma<\/em>. La Sagna prop\u00f5e nesse momento um contraponto entre acontecimento hist\u00f3rico e acontecimento de corpo. Ao final do cap\u00edtulo, Miller conclui com uma indica\u00e7\u00e3o cl\u00ednica: \u201cmanter-se o mais pr\u00f3ximo poss\u00edvel da rela\u00e7\u00e3o entre o dizer e o corpo, quer dizer, do que a tradi\u00e7\u00e3o anal\u00edtica chama de puls\u00f5es (&#8230;) nesse pequeno reduto que \u00e9 o da rela\u00e7\u00e3o entre o dizer e o corpo\u201d<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\">[8]<\/a>.<\/p>\n<p>No \u00faltimo cap\u00edtulo do curso <em>Piezas Sueltas<\/em>, \u201cA rela\u00e7\u00e3o corporal\u201d, a partir de uma exposi\u00e7\u00e3o de \u00c9ric Laurent sobre a sua leitura do livro de Judith Butler, <em>Humano, inumano: o trabalho cr\u00edtico das normas<\/em>, encontramos um exame das declina\u00e7\u00f5es do Pai em Lacan. O que \u00e9 a fun\u00e7\u00e3o paterna no \u00faltimo ensino? De um modo diferente de Gilles Deleuze e F\u00e9lix Guattari em o Anti-\u00c9dipo e da perspectiva dos discursos de g\u00eanero, Lacan \u201cdesconstr\u00f3i\u201d o \u00c9dipo. Ele o faz a partir de uma l\u00f3gica n\u00e3o-bin\u00e1ria. O que \u00e9 uma l\u00f3gica bin\u00e1ria? A l\u00f3gica significante \u00e9 uma l\u00f3gica bin\u00e1ria. \u00c9 uma l\u00f3gica que se funda a partir de um elemento que fica fora da cadeia, do \u201cn\u00e3o\u201d, ou do \u201canti\u201d. A adi\u00e7\u00e3o de elementos ao infinito n\u00e3o garante que se saia dessa l\u00f3gica, pois continua havendo um elemento que ficar\u00e1 fora da cadeia e que a funda, por exemplo na sigla LGBTQI+ fica de fora o cis-hetero.<\/p>\n<p>Lacan prop\u00f5e, com as suas f\u00f3rmulas da sexua\u00e7\u00e3o, uma l\u00f3gica n\u00e3o bin\u00e1ria, (quest\u00e3o trabalhada em detalhe por Bassols em sua resposta a Paul Preciado) para em seguida desconstruir a fun\u00e7\u00e3o do pai tal como definida por ele pr\u00f3prio em seu primeiro ensino.<br \/>\n<strong><br \/>\n<\/strong>Laurent esclarece, a partir do Semin\u00e1rio XX<em>, mais, ainda <\/em>e de \u201cO Aturdito\u201d, que partindo da premissa de que o Outro \u00e9 inconsistente, o que Lacan designa por Nome do Pai vem assegurar uma consist\u00eancia a partir de uma positividade: a significa\u00e7\u00e3o f\u00e1lica, isolada como uma significa\u00e7\u00e3o central. A fun\u00e7\u00e3o paterna, nesse contexto, \u00e9 o que permite inscrever a inexist\u00eancia da rela\u00e7\u00e3o sexual e generalizar a castra\u00e7\u00e3o para todo ser falante<strong>.<\/strong> Como consequ\u00eancia, o analista \u00e9 deslocado do lugar central do Nome do Pai, passando a situar-se no lugar de S(A\/), ou seja, do lado da inconsist\u00eancia.\u00a0 O sujeito \u00e9 aquele que n\u00e3o pode chegar a nomear-se, o lugar da variedade dos modos contingentes atrav\u00e9s dos quais se inscrevem para ele as suas marcas de gozo.<\/p>\n<p>Com as fun\u00e7\u00f5es l\u00f3gicas da sexua\u00e7\u00e3o, Lacan reformula a met\u00e1fora paterna: o pai j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 o fiador da consist\u00eancia do Outro, mas um operador que permite nomear a fun\u00e7\u00e3o da n\u00e3o rela\u00e7\u00e3o sexual. O pai adv\u00e9m como uma fun\u00e7\u00e3o de nomea\u00e7\u00e3o. Uma fun\u00e7\u00e3o que permite nomear a n\u00e3o-rela\u00e7\u00e3o significante entre os sexos.<\/p>\n<p>O fato de que n\u00e3o haja rela\u00e7\u00e3o n\u00e3o impede que essa fun\u00e7\u00e3o tenha um limite: h\u00e1 um imposs\u00edvel, que pode ser abordado a partir do assem\u00e2ntico, pela via da postula\u00e7\u00e3o de que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel definir uma sem\u00e2ntica da rela\u00e7\u00e3o sexual, ou ainda, dizendo de outro modo, nesse campo n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel ordenar de maneira est\u00e1vel as rela\u00e7\u00f5es entre significante e significado, ao mesmo tempo em que generaliza a castra\u00e7\u00e3o com o seu \u201cn\u00e3o h\u00e1\u201d. Aqui encontramos toda a amplitude e pertin\u00eancia que as declina\u00e7\u00f5es da fun\u00e7\u00e3o paterna no \u00faltimo ensino aportam \u00e0 cl\u00ednica quanto ao que poder\u00e1 operar como limite.<\/p>\n<p>O imposs\u00edvel, o limite, podem ser abordados a partir da dimens\u00e3o do escrito e da leitura como efeitos de discurso, e por isso mesmo necessitam da conven\u00e7\u00e3o, seja ela qual for, para situar o ponto de vista a partir do qual se l\u00ea.<\/p>\n<p>Do pai ret\u00e9m-se o elemento que \u00e9 investido de um gozo particular, que faz sintoma. A fun\u00e7\u00e3o paterna aqui comparece como conting\u00eancia e\/ou como S1.<br \/>\nA fun\u00e7\u00e3o paterna adv\u00e9m, portanto, como a fun\u00e7\u00e3o que sustenta e nomeia a inscri\u00e7\u00e3o da n\u00e3o rela\u00e7\u00e3o em suas diferentes manifesta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O ponto nevr\u00e1lgico de articula\u00e7\u00e3o com o tema da Jornada, e tamb\u00e9m da leitura do \u201ccaso L\u201d, \u00e9 que Lacan postula, com a pluraliza\u00e7\u00e3o dos Nomes-do-Pai, que a conting\u00eancia faz com que tal fun\u00e7\u00e3o possa ser sustentada por qualquer um, inclusive por um analista. Essa \u00e9 a tese tribut\u00e1ria da assertiva \u201cTodo mundo \u00e9 louco, ou seja, delirante\u201d. Aqui j\u00e1 n\u00e3o estamos diante do decl\u00ednio da fun\u00e7\u00e3o paterna, e sim \u201cdo aspecto psicotizante da fun\u00e7\u00e3o paterna no mundo do Outro que n\u00e3o existe\u201d<a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\">[9]<\/a>e dos fen\u00f4menos decorrentes de sua pluraliza\u00e7\u00e3o ou, ainda, de sua \u201cevapora\u00e7\u00e3o\u201d, que \u00e9 diferente de uma desapari\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>J\u00e1 n\u00e3o se trata do pai que domina o gozo ou dele se excetua, ou seja, do pai do dom\u00ednio ou da exce\u00e7\u00e3o. A partir do pai como inscri\u00e7\u00e3o de um S1, \u00e9 poss\u00edvel lero modo como o gozo foi capturado na experi\u00eancia singular de cada um. Dado que h\u00e1 um limite para a extens\u00e3o da fun\u00e7\u00e3o paterna, o que da\u00ed se deduz n\u00e3o \u00e9 um \u00eaxtase generalizado e infinito, mas uma possibilidade de leitura, a chance de conferir alguma legibilidade \u00e0 particularidade do gozo, o que no caso trabalhado pelo relat\u00f3rio se esbo\u00e7a atrav\u00e9s do trabalho significante e o que dele se isola a partir da localiza\u00e7\u00e3o e formula\u00e7\u00e3o das coordenadas da puls\u00e3o de morte em uma paix\u00e3o at\u00e9 ent\u00e3o ignorada, n\u00e3o nomeada, a paix\u00e3o da viol\u00eancia, ocultada sob o <em>trans<\/em>, o que a partir do trabalho anal\u00edtico se revela pela via do sonho, fazendo-se tamb\u00e9m desenho e escrita: Nell \u2013L \u2013 Elle (ela) \u2013 Li , ou seja, nessa passagem ao ato da carta (mas n\u00e3o qualquer uma, pois n\u00e3o \u00e9 uma passagem ao ato no corpo, como seria o caso de uma hormoniza\u00e7\u00e3o desassistida). A carta vem no lugar da passagem ao ato da transi\u00e7\u00e3o. O saldo cl\u00ednico desse trabalho \u00e9 a troca de um ponto de certeza por um ponto de suspens\u00e3o (nem, nem), um adiamento, que \u00e9 a mesma coisa que um ponto de indetermina\u00e7\u00e3o. Um adiamento para que se localizem e se esclare\u00e7am as coordenadas subjetivas e os pontos de coalesc\u00eancia entre a realidade sexual e a linguagem. O imediatismo cede \u00e0 perlabora\u00e7\u00e3o. \u201cL\u201d faz um caminho que vai da certeza \u00e0 suspens\u00e3o, que talvez seja um passo antes da equivoca\u00e7\u00e3o, de um consentimento ao equ\u00edvoco, o que n\u00e3o parece de todo improv\u00e1vel se considerarmos os efeitos do trabalho anal\u00edtico nesse ano e meio de tratamento.<\/p>\n<p>Chegando a esse ponto, pergunta-se: Por que a desconstru\u00e7\u00e3o precisa do real? O real adv\u00e9m como um ponto de limita\u00e7\u00e3o (no sentido de que h\u00e1 algo no pr\u00f3prio gozo que apresenta fun\u00e7\u00f5es de limita\u00e7\u00e3o) obstando o deslizamento meton\u00edmico em sua tend\u00eancia \u00e0 infinitiza\u00e7\u00e3o. Este \u00e9 um dos pontos de diverg\u00eancia entre a desconstru\u00e7\u00e3o e a psican\u00e1lise.<\/p>\n<p>Os estudos de g\u00eanero postulam o sujeito como puro processo, da\u00ed o recurso \u00e0s identifica\u00e7\u00f5es m\u00faltiplas e complexas que coexistem no pr\u00e9-ed\u00edpico, cuja finalidade seria a de obter um processo de gozo n\u00e3o categoriz\u00e1vel e ilimitado, onde se nota certa deprecia\u00e7\u00e3o do amor e enaltecimento do gozo.\u00a0 Onde a desconstru\u00e7\u00e3o prop\u00f5e um tratamento pela meton\u00edmia para obter como resultado um sujeito n\u00e3o identificado, dispon\u00edvel, advertido de sua diferen\u00e7a com rela\u00e7\u00e3o aos nomes, a psican\u00e1lise de orienta\u00e7\u00e3o lacaniana aponta a uma inflex\u00e3o entre a teoria pura e a psican\u00e1lise como uma teoria da pr\u00e1tica. N\u00e3o encontramos, no n\u00edvel da experi\u00eancia, essa extraordin\u00e1ria liberdade a que os discursos unicamente te\u00f3ricos convidam. As teorias de g\u00eanero parecem resultar ao mesmo tempo em uma cr\u00edtica a toda norma e na defesa a ferro e fogo de uma norma ilimitante, cuja ambi\u00e7\u00e3o pol\u00edtica seria a de fundar um la\u00e7o social que n\u00e3o se baseasse em uma pol\u00edtica da identidade (sexual), mas cujo efeito paradoxal parece caminhar na dire\u00e7\u00e3o de uma multiplica\u00e7\u00e3o infinita de categorias.<\/p>\n<p>\u00c0 desconstru\u00e7\u00e3o e \u00e0 meton\u00edmia objeta-se uma consist\u00eancia. Como analogia, prop\u00f5e-se a consist\u00eancia m\u00ednima do elemento corda como uma esp\u00e9cie de Um, diferente em sua natureza do S1 mutante e vari\u00e1vel. O Um do elemento corda \u00e9 resultado de um fazer, de uma fabrica\u00e7\u00e3o, de um artif\u00edcio, cuja consist\u00eancia \u00fanica \u00e9 o corpo, a rela\u00e7\u00e3o que o <em>parl\u00eatre<\/em> (falasser) mant\u00e9m com seu corpo, e n\u00e3o apenas o sujeito do significante. No \u201crealismo radical da rela\u00e7\u00e3o corporal\u201d<a href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\">[10]<\/a>, onde o acento \u00e9 posto na inst\u00e2ncia da vida, na vida como transit\u00f3ria, na vida do corpo que se consome, Lacan \u201ccapta por diferentes \u00e2ngulos a rela\u00e7\u00e3o que o <em>parl\u00eatre<\/em> (falasser) mant\u00e9m, n\u00e3o com o significante, mas com o seu corpo. A rela\u00e7\u00e3o cuja inexist\u00eancia no n\u00edvel sexual Lacan formulou, reaparece em n\u00edvel corporal\u201d<a href=\"#_ftn11\" name=\"_ftnref11\">[11]<\/a>, pela via de uma <em>adora\u00e7\u00e3o<\/em> do corpo pr\u00f3prio, como uma forma de amor prim\u00e1rio, n\u00e3o ao Outro, mas a si mesmo; esse amor ao corpo pr\u00f3prio ele o designa como <em>mentalidade<\/em>, ele a diferencia do <em>pensamento<\/em>; a mentalidade est\u00e1 unida ao corpo pr\u00f3prio enquanto o pensamento introduz a adora\u00e7\u00e3o de outro corpo.<br \/>\nConsiderando o exposto, pergunto:<\/p>\n<p>Qual \u00e9 o estatuto do \u201cLi\u201d?<\/p>\n<p>Levando-se em conta que se trata de uma jovem de 14 anos, o que requer cautela quanto \u00e0s conclus\u00f5es: posi\u00e7\u00e3o subjetiva e posi\u00e7\u00e3o de gozo seriam de uma vez por todas excludentes?<\/p>\n<p>Ao ler o caso e a discuss\u00e3o que a ele se seguiu \u00e0 luz das declina\u00e7\u00f5es da fun\u00e7\u00e3o paterna no \u00faltimo ensino de Lacan me parece que seria poss\u00edvel apostar que no percurso feito por \u201cL\u201d algo possa ter se inscrito no sentido de armar um corpo, ao menos provisoriamente.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Bassols, M. <em>La diferencia sexual no existe en el inconsciente real<\/em>. Buenos Aires: Gramma, 2021.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Em resposta \u00e0 fala de Paul Preciado como convidado na Jornada da Escola da Causa Freudiana em novembro de 2019.\u00a0 Preciado, P. <em>Eu sou o monstro que vos fala: <\/em>relat\u00f3rio para uma academia de psicanalistas. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2022.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> <em>Ibidem, <\/em>p. 414.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> <em>Ibidem, <\/em>p. 389.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> <em>Ibidem, <\/em>p. 412.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a> <em>Ibidem, <\/em>p. 368.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">[7]<\/a> <em>Ibidem, <\/em>p. 394.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\">[8]<\/a> <em>Ibidem, <\/em>p. 398.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\">[9]<\/a> <em>Ibidem, <\/em>p.407.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\">[10]<\/a> <em>Ibidem, <\/em>p. 418.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref11\" name=\"_ftn11\">[11]<\/a> <em>Ibidem, <\/em>p. 417.<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row row_height_percent=&#8221;0&#8243; override_padding=&#8221;yes&#8221; h_padding=&#8221;2&#8243; top_padding=&#8221;0&#8243; bottom_padding=&#8221;0&#8243; overlay_alpha=&#8221;50&#8243; gutter_size=&#8221;3&#8243; column_width_percent=&#8221;100&#8243; shift_y=&#8221;0&#8243; z_index=&#8221;0&#8243; uncode_shortcode_id=&#8221;164376&#8243;][vc_column column_width_percent=&#8221;100&#8243; gutter_size=&#8221;2&#8243; override_padding=&#8221;yes&#8221; column_padding=&#8221;0&#8243; style=&#8221;dark&#8221; overlay_alpha=&#8221;50&#8243; shift_x=&#8221;0&#8243; shift_y=&#8221;0&#8243; shift_y_down=&#8221;0&#8243; z_index=&#8221;0&#8243; medium_width=&#8221;0&#8243; mobile_width=&#8221;0&#8243; width=&#8221;1\/1&#8243; uncode_shortcode_id=&#8221;162562&#8243;][vc_row_inner][vc_column_inner column_width_percent=&#8221;100&#8243; position_vertical=&#8221;middle&#8221; align_horizontal=&#8221;align_center&#8221; gutter_size=&#8221;2&#8243; style=&#8221;light&#8221; font_family=&#8221;font-183904&#8243; overlay_alpha=&#8221;50&#8243; shift_x=&#8221;0&#8243; shift_y=&#8221;0&#8243; shift_y_down=&#8221;0&#8243; z_index=&#8221;0&#8243; medium_width=&#8221;0&#8243; mobile_width=&#8221;0&#8243; radius=&#8221;lg&#8221; width=&#8221;1\/1&#8243; uncode_shortcode_id=&#8221;383650&#8243;][vc_single_image media=&#8221;87&#8243; media_width_percent=&#8221;15&#8243; alignment=&#8221;center&#8221; media_link=&#8221;url:https%3A%2F%2Fwww.jornadaebpmg.com.br%2F2023%2Fwp-content%2Fuploads%2F2023%2F10%2FLuciola_Eixo3.pdf|target:_blank&#8221; uncode_shortcode_id=&#8221;154222&#8243;][vc_custom_heading text_color=&#8221;color-xsdn&#8221; heading_semantic=&#8221;h6&#8243; text_size=&#8221;h6&#8243; uncode_shortcode_id=&#8221;187866&#8243; text_color_type=&#8221;uncode-palette&#8221;]<\/p>\n<h6 class=\"uncode-share\">ABRIR EM PDF<\/h6>\n<p>[\/vc_custom_heading][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][\/vc_column_inner][\/vc_row_inner][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<\/section>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>por Luc\u00edola Mac\u00eado<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","template":"","meta":{"footnotes":""},"portfolio_category":[4],"class_list":["post-727","portfolio","type-portfolio","status-publish","hentry","portfolio_category-textos-de-orientacao"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v23.3 - 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