{"id":762,"date":"2023-11-21T19:31:11","date_gmt":"2023-11-21T19:31:11","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornadaebpmg.com.br\/2023\/?post_type=portfolio&#038;p=762"},"modified":"2023-11-21T19:31:11","modified_gmt":"2023-11-21T19:31:11","slug":"ressonancias-dos-quatro-primeiros-seminarios-preparatorios","status":"publish","type":"portfolio","link":"https:\/\/www.jornadaebpmg.com.br\/2023\/textos\/ressonancias-dos-quatro-primeiros-seminarios-preparatorios\/","title":{"rendered":"Resson\u00e2ncias dos quatro primeiros semin\u00e1rios preparat\u00f3rios"},"content":{"rendered":"<section class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row][vc_column column_width_percent=&#8221;100&#8243; gutter_size=&#8221;0&#8243; overlay_alpha=&#8221;50&#8243; shift_x=&#8221;0&#8243; shift_y=&#8221;0&#8243; shift_y_down=&#8221;0&#8243; z_index=&#8221;0&#8243; medium_width=&#8221;0&#8243; mobile_width=&#8221;0&#8243; width=&#8221;1\/1&#8243; uncode_shortcode_id=&#8221;984329&#8243;][vc_row_inner row_inner_height_percent=&#8221;0&#8243; overlay_alpha=&#8221;50&#8243; equal_height=&#8221;yes&#8221; gutter_size=&#8221;0&#8243; shift_y=&#8221;0&#8243; z_index=&#8221;0&#8243; uncode_shortcode_id=&#8221;499325&#8243;][vc_column_inner column_width_percent=&#8221;100&#8243; position_vertical=&#8221;middle&#8221; align_horizontal=&#8221;align_right&#8221; gutter_size=&#8221;2&#8243; override_padding=&#8221;yes&#8221; column_padding=&#8221;1&#8243; style=&#8221;dark&#8221; back_color=&#8221;color-523823&#8243; overlay_alpha=&#8221;50&#8243; shift_x=&#8221;0&#8243; shift_y=&#8221;0&#8243; shift_y_down=&#8221;0&#8243; z_index=&#8221;0&#8243; medium_width=&#8221;0&#8243; mobile_width=&#8221;0&#8243; width=&#8221;1\/6&#8243; uncode_shortcode_id=&#8221;894074&#8243; back_color_type=&#8221;uncode-palette&#8221; css=&#8221;.vc_custom_1683086611195{padding-left: 10px !important;}&#8221;][vc_single_image media=&#8221;103&#8243; media_width_percent=&#8221;50&#8243; alignment=&#8221;center&#8221; uncode_shortcode_id=&#8221;182244&#8243;][\/vc_column_inner][vc_column_inner column_width_percent=&#8221;100&#8243; position_horizontal=&#8221;left&#8221; gutter_size=&#8221;2&#8243; back_color=&#8221;color-523823&#8243; overlay_alpha=&#8221;50&#8243; shift_x=&#8221;0&#8243; shift_y=&#8221;0&#8243; shift_y_down=&#8221;0&#8243; z_index=&#8221;0&#8243; medium_width=&#8221;0&#8243; mobile_width=&#8221;0&#8243; width=&#8221;5\/6&#8243; uncode_shortcode_id=&#8221;162471&#8243; back_color_type=&#8221;uncode-palette&#8221;][vc_custom_heading text_color=&#8221;color-xsdn&#8221; heading_semantic=&#8221;h1&#8243; text_font=&#8221;font-183904&#8243; uncode_shortcode_id=&#8221;122747&#8243; text_color_type=&#8221;uncode-palette&#8221;]Texto de orienta\u00e7\u00e3o[\/vc_custom_heading][\/vc_column_inner][\/vc_row_inner][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column width=&#8221;1\/1&#8243;][vc_custom_heading auto_text=&#8221;yes&#8221; text_color=&#8221;color-190355&#8243; text_font=&#8221;font-183904&#8243; text_weight=&#8221;500&#8243; uncode_shortcode_id=&#8221;918320&#8243; text_color_type=&#8221;uncode-palette&#8221;]Coment\u00e1rio sobre o Relat\u00f3rio \u201cO mundo rumo \u00e0 psicose\u201d<a href=\"#_edn1\" name=\"_ednref1\">[1]<\/a>[\/vc_custom_heading][vc_custom_heading auto_text=&#8221;excerpt&#8221; text_color=&#8221;color-190355&#8243; heading_semantic=&#8221;h3&#8243; text_font=&#8221;font-183904&#8243; text_size=&#8221;h4&#8243; text_weight=&#8221;600&#8243; uncode_shortcode_id=&#8221;120751&#8243; text_color_type=&#8221;uncode-palette&#8221;]This is a custom heading element.[\/vc_custom_heading][vc_separator sep_color=&#8221;color-205642&#8243; el_width=&#8221;100px&#8221; el_height=&#8221;4px&#8221;][vc_column_text uncode_shortcode_id=&#8221;916946&#8243;]<strong>O que ressoa fora do corpo?<\/strong><\/p>\n<p>A proposta desse semin\u00e1rio preparat\u00f3rio \u00e9 abordar as resson\u00e2ncias dos quatro semin\u00e1rios que o precederam. Lacan (2007) situa o termo resson\u00e2ncia a partir do real, como aquilo que ressoa da intromiss\u00e3o da linguagem no corpo.<\/p>\n<p>Podemos nos indagar se a pr\u00f3pria proposta de nossa Jornada j\u00e1 n\u00e3o implica uma resson\u00e2ncia de um trabalho que se realizou na Jornada de 1999, <em>H\u00e1 algo de novo nas psicoses<\/em>. Acrescentar o termo \u201cainda\u201d ao t\u00edtulo nos indica que, naquela \u00e9poca, abordamos n\u00e3o tudo sobre o tema. Que podemos dizer sobre isso ainda um pouco mais.<\/p>\n<p>Naquele momento, a Jornada ressoava o modo como o debate sobre o Outro que n\u00e3o existe havia incidido sobre o campo das psicoses, promovendo uma renova\u00e7\u00e3o que culminou no conceito de psicose ordin\u00e1ria. A Jornada dedicou-se \u00e0s consequ\u00eancias da forclus\u00e3o do significante, distinguindo sua incid\u00eancia sobre o pai e sobre o falo, o que se desdobrava em um debate sobre novas modalidades de desencadeamento, n\u00e3o mais referidas ao P<sub>0<\/sub>, mas ao f<sub>0<\/sub>.<\/p>\n<p>Mas poder\u00edamos dizer que esse nosso reencontro com o tema seria um girar em c\u00edrculos? Talvez seja essa a perspectiva, se considerarmos que n\u00e3o se visa um progresso, mas que pretendemos estruturar melhor um impasse l\u00f3gico que o tema nos coloca, o que poderia fazer surgir algo de novo, uma resson\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Nesse sentido, minha proposta n\u00e3o ser\u00e1 fazer s\u00e9rie com os semin\u00e1rios preparat\u00f3rios anteriores, mas retom\u00e1-los para tentar localizar um campo de investiga\u00e7\u00e3o em torno do qual estamos girando h\u00e1 alguns meses. Por isso, n\u00e3o me refiro a quatro quest\u00f5es distintas, mas a apenas uma que tem provocado trabalho.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O corpo e o fora do corpo<\/strong><\/p>\n<p>No primeiro semin\u00e1rio preparat\u00f3rio, destaco a resson\u00e2ncia que a abertura teve no debate subsequente. Uma pergunta de Simone Souto dirigida ao texto de Helenice de Castro nos oferece uma primeira pista. Simone retoma o caso abordado por Helenice. Trata-se da apresenta\u00e7\u00e3o de paciente da senhorita Boyer, realizada por Lacan em 1976. A paciente se apresenta como um vestido pendurado no varal, sem um corpo que pudesse preench\u00ea-lo. Uma imagem do corpo sem a incid\u00eancia do real do gozo. Por isso, a paciente afirma: \u201csou interina de mim mesma\u201d. E acrescenta: \u201cN\u00e3o sei onde estou, estou em todos os lugares.\u201d<\/p>\n<p>Simone contrap\u00f5e esse caso \u00e0 cena da surra mencionada por Joyce em <em>Um retrato do artista quando jovem<\/em>. Ap\u00f3s a surra, Joyce constata que seu corpo se esvaiu como uma casca, o que faz Lacan concluir que o que sai fora \u00e9 o imagin\u00e1rio do corpo.<\/p>\n<p>Com esse paralelo entre dois exemplos, a pergunta de Simone destaca uma distin\u00e7\u00e3o de dois registros do corpo, imagin\u00e1rio e real. Simone termina por indagar se essa distin\u00e7\u00e3o indicaria diferentes possibilidades de inven\u00e7\u00e3o de um grampo.<\/p>\n<p>No segundo semin\u00e1rio preparat\u00f3rio, J\u00e9sus Santiago indaga no texto de Ram Mandil uma problem\u00e1tica que desdobra a quest\u00e3o precedente: o corpo sem \u00f3rg\u00e3os em Antonin Artaud. Para liberar seu corpo do ju\u00edzo de Deus, Artaud se dedica a fazer um corpo sem \u00f3rg\u00e3os: \u201c(&#8230;) amarrem-me se quiserem, \/ mas n\u00e3o existe coisa mais in\u00fatil que um \u00f3rg\u00e3o. \/ Quando tiverem \/ conseguido fazer um corpo sem \u00f3rg\u00e3os,\/ ent\u00e3o o ter\u00e3o libertado dos seus automatismos\/ e devolvido sua verdadeira liberdade\u201d.<\/p>\n<p>J\u00e9sus interroga se o corpo sem \u00f3rg\u00e3os de Artaud seria uma inven\u00e7\u00e3o sinthom\u00e1tica, mas diz em seguida: \u201c\u00c9 bem prov\u00e1vel que n\u00e3o; por\u00e9m, \u00e9 n\u00edtido que se pode resgatar em Artaud tanto os \u00edndices da inconsist\u00eancia do corpo como sua tentativa desesperada, via o\u00a0<em>corpo-sem-\u00f3rg\u00e3os<\/em>, de\u00a0<em>fazer um corpo.<\/em>\u201d<\/p>\n<p>Retomo a proposta de J\u00e9sus da inconsist\u00eancia do corpo em termos de fora do corpo. Para Artaud, a rejei\u00e7\u00e3o do gozo in\u00fatil dos \u00f3rg\u00e3os parece ser decisiva para o corpo sair fora. As consequ\u00eancias disso podem ser vistas em uma refer\u00eancia de Musso Greco, no site da Jornada, em que recupera um trecho de Artaud: \u201cEu n\u00e3o tenho eu, pois s\u00f3 h\u00e1 eu e ningu\u00e9m\/ sem reencontro poss\u00edvel com o outro, \/ esse que eu sou \u00e9 sem diferencia\u00e7\u00e3o nem oposi\u00e7\u00e3o poss\u00edvel, \/ \u00e9 esta intrus\u00e3o absoluta de meu corpo, em todo lugar.\u201d<\/p>\n<p>A ideia do corpo em todo lugar se aproxima do que diz a senhorita Boyer, \u201cestou em todos os lugares\u201d. Contudo, n\u00e3o verificamos no caso desta os \u00edndices de uma fragmenta\u00e7\u00e3o corporal que constatamos em Artaud. Mesmo que se comprove a inconsist\u00eancia do corpo em ambos os casos, n\u00e3o podemos afirmar que as consequ\u00eancias s\u00e3o as mesmas. H\u00e1 uma distin\u00e7\u00e3o no modo como cada um deles se arranja com o corpo que sai fora.<\/p>\n<p>No terceiro semin\u00e1rio preparat\u00f3rio, retomo o material cl\u00ednico apresentado por Elisa Alvarenga para investigarmos em que medida ele faz ressoar a quest\u00e3o do corpo e do fora do corpo. Primeiro, o caso Gaston, sujeito que \u00e9 preso e, ap\u00f3s ser atendido como louco infrator, identifica-se a seu ato e inicia um consumo intenso de drogas. Ap\u00f3s um per\u00edodo em acompanhamento, destaca-se a arte produzida por Gaston e ele passa a circular como artista em atividades culturais. Retoma os cuidados com o corpo, estabiliza-se e reduz o uso de drogas. Por que a arte nesse caso tem efeitos sobre o corpo? \u00c9 poss\u00edvel dizer que ela localiza o fora do corpo?<\/p>\n<p>No segundo caso, Samuel, um menino de 8 anos, no primeiro encontro com a analista, faz um desenho. Trata-se \u201cda garagem de um pr\u00e9dio onde h\u00e1 um porteiro que n\u00e3o v\u00ea o que a c\u00e2mera do pr\u00e9dio v\u00ea: uma sombra que se esgueira pelo muro esfaqueia e esquarteja algu\u00e9m, deixando um rastro de peda\u00e7os de corpo e muito sangue.\u201d Ap\u00f3s abordar um corpo espalhado por toda parte, Samuel introduz outro elemento. Fala sobre um outro desenho que fez: \u201cum ser parasita, uma esp\u00e9cie de molusco que entra nos corpos das pessoas transformando-as em monstros, que morrem junto com o parasita.\u201d O fora do corpo que o desenho localiza faz surgir uma quest\u00e3o: por que \u00e9 repreendido na escola por n\u00e3o conseguir ficar parado? Tenta localizar esse corpo intruso em um colega que ele conclui que tem um ET no corpo. Quando essa localiza\u00e7\u00e3o deixa de funcionar, faz um desenho do Bart Simpson e o apresenta \u00e0 analista como um menino com um lado normal e outro realista. Nesse lado realista, introduz as coisas estranhas que uma crian\u00e7a faz. Um sujeito que parece dedicado a localizar na imagem do corpo a estranheza que o fora do corpo comporta.<\/p>\n<p>Passando ao quarto semin\u00e1rio preparat\u00f3rio, Ludmilla F\u00e9res introduz uma refer\u00eancia te\u00f3rica que considero que pode servir de bussola para essa investiga\u00e7\u00e3o sobre o corpo e o fora do corpo. Ela recupera, nas notas de Miller ao final do <em>Semin\u00e1rio 23<\/em>, <em>O<\/em> <em>Sinthoma<\/em>, um coment\u00e1rio sobre como o Um e o vazio formam um conjunto. Miller conclui: \u201cTrata-se de dizer, simplesmente, que o corpo existe como saco de pele, vazio, fora e ao lado de seus \u00f3rg\u00e3os\u201d (LACAN, 2007, p. 213).<\/p>\n<p>Tomo essa refer\u00eancia de Ludmilla como orienta\u00e7\u00e3o para uma investiga\u00e7\u00e3o da qual tento destacar as resson\u00e2ncias de nosso percurso em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 Jornada.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>H\u00e1 algo de novo no simb\u00f3lico<\/strong><\/p>\n<p>No <em>Semin\u00e1rio 23, O Sinthoma<\/em>, Lacan (2007) deixa claro para que se serve do n\u00f3 borromeano:<\/p>\n<blockquote><p>O car\u00e1ter fundamental dessa utiliza\u00e7\u00e3o do n\u00f3 \u00e9 ilustrar a triplicidade que resulta de uma consist\u00eancia que s\u00f3 \u00e9 afetada pelo imagin\u00e1rio, de um furo como fundamental proveniente do simb\u00f3lico, e de uma ex-sist\u00eancia que, por sua vez, pertence ao real e \u00e9 inclusive sua caracter\u00edstica fundamental (p. 36).<\/p><\/blockquote>\n<p>Ele indica que o n\u00f3 borromeano \u00e9 um artif\u00edcio que lhe serve para elucidar tr\u00eas conceitos fundamentais: furo, consist\u00eancia e ex-sist\u00eancia. A partir dessa triplicidade, podemos falar de uma renova\u00e7\u00e3o dos conceitos de simb\u00f3lico, imagin\u00e1rio e real. Abordar essas inst\u00e2ncias como separadas umas das outras \u00e9 o que permitiu a Lacan (2007) dizer que \u201c\u00e9 de suturas e emendas que se trata na an\u00e1lise\u201d (p. 71).<\/p>\n<p>Mas de que novidade se trata no simb\u00f3lico? Este n\u00e3o \u00e9 apresentado como uma ordem, como uma articula\u00e7\u00e3o significante, mas \u00e9 reduzido a um girar em c\u00edrculos em torno de um furo. Lacan escreve esse furo n\u00e3o como objeto <em>a<\/em>, mas com o matema \u023a. Isso permite a Lacan fazer uma distin\u00e7\u00e3o entre o furo, concernente ao simb\u00f3lico, e o vazio, que define o imagin\u00e1rio.<\/p>\n<p>Abordar o furo a partir da inexist\u00eancia do Outro e tom\u00e1-lo como base de sustenta\u00e7\u00e3o do simb\u00f3lico indica-nos que a utilidade do simb\u00f3lico n\u00e3o se decide pelo la\u00e7o com o Outro, mas pelo modo como o girar em c\u00edrculos pode circunscrever o real como impossibilidade l\u00f3gica. \u00c9 da gravita\u00e7\u00e3o em torno desse imposs\u00edvel que pode se extrair algo do sinthoma.<\/p>\n<p>Nessa perspectiva, Lacan situa o falo como o que promove a conjun\u00e7\u00e3o do simb\u00f3lico com o real, da fala com o gozo. O falo \u00e9 o que introduz na fala um gozo parasit\u00e1rio. Por isso, o falo n\u00e3o se coloca apenas como um significante que promove a ordem simb\u00f3lica, mas se destaca como o verificador do furo no real. E Lacan (2007) acrescenta: \u201c\u00c9 preciso ainda (&#8230;) que haja apenas ele para verificar esse real\u201d (p 114). Isso abre a quest\u00e3o sobre qual a utilidade do Nome-do-pai, j\u00e1 que o falo n\u00e3o se conjuga necessariamente a essa refer\u00eancia.<\/p>\n<p>No <em>Semin\u00e1rio 20, Mais-ainda<\/em>, Lacan havia introduzido o gozo f\u00e1lico como um gozo fora do corpo. Isso pode ser demonstrado com o n\u00f3 borromeano na medida em que o falo opera fora do c\u00edrculo do imagin\u00e1rio do corpo. Ser\u00e1 por isso que, ali onde o falo est\u00e1 foraclu\u00eddo, \u00e9 o imagin\u00e1rio do corpo que tende a cair fora? Poder\u00edamos dizer que \u00e9 isso que justificaria o reencontro com o t\u00edtulo \u201cH\u00e1 algo de novo nas psicoses?\u201d Se na Jornada de 1999 havia uma investiga\u00e7\u00e3o que girava em torno da refer\u00eancia ao f<sub>0<\/sub>, nossa investiga\u00e7\u00e3o atual parece gravitar em torno da refer\u00eancia ao que acontece com o imagin\u00e1rio do corpo. Ele cai fora? Ele ganha consist\u00eancia? Os semin\u00e1rios preparat\u00f3rios oferecem pistas de como podemos nos conduzir nessa investiga\u00e7\u00e3o rumo \u00e0 Jornada.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>H\u00e1 algo de novo no imagin\u00e1rio<\/strong><\/p>\n<p>O imagin\u00e1rio do corpo se isola como um c\u00edrculo depurado do girar em c\u00edrculos do simb\u00f3lico. N\u00e3o se trata mais do imagin\u00e1rio subordinado ao simb\u00f3lico para a produ\u00e7\u00e3o de sentido. Trata-se de um imagin\u00e1rio que se decanta do furo que determina o funcionamento simb\u00f3lico. Com isso, a no\u00e7\u00e3o de consist\u00eancia, que at\u00e9 ent\u00e3o era utilizada para abordar a l\u00f3gica simb\u00f3lica, passa a ser deslocada tamb\u00e9m para o registro do imagin\u00e1rio. A quest\u00e3o n\u00e3o recai sobre a consist\u00eancia da ordem simb\u00f3lica, mas sobre a consist\u00eancia do corpo.<\/p>\n<p>Mas o que \u00e9 a consist\u00eancia do corpo? \u00c9 o que Lacan tentou ilustrar com o saco vazio. O corpo \u00e9 o vazio que existe como unidade. O saco vazio \u00e9 aquilo que faz continente, faz borda que d\u00e1 consist\u00eancia ao corpo, que mant\u00eam junto o corpo como Um.<\/p>\n<p>O c\u00edrculo do corpo \u00e9 em torno do qual gira o pensamento. Quando se pensa, \u00e9 do corpo que se trata. Mas o que agita o pensamento? A consist\u00eancia do corpo n\u00e3o se faz sem que se coloque um problema sobre o que fazer com o gozo dos \u00f3rg\u00e3os. Miller aponta: \u201cO corpo sem \u00f3rg\u00e3os \u00e9 o corpo-saco.\u201d (LACAN, 2007, p. 213). A intrus\u00e3o dos \u00f3rg\u00e3os faz furo no corpo-saco, introduz a puls\u00e3o e seus orif\u00edcios e, nessa medida, faz obst\u00e1culo \u00e0 expans\u00e3o do imagin\u00e1rio conc\u00eantrico. O saco vazio n\u00e3o existe sem seus \u00f3rg\u00e3os. Por isso, Lacan diz que \u201co corpo, n\u00f3s o sentimos como pele, retendo em seu saco um monte de \u00f3rg\u00e3os.\u201d (p. 63). Contudo, persiste a quest\u00e3o: como manter juntos o corpo e seus \u00f3rg\u00e3os?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>H\u00e1 algo de novo no real<\/strong><\/p>\n<p>A partir do <em>Semin\u00e1rio 23, O Sinthoma<\/em>, podemos distinguir um real freudiano de um real lacaniano. O real freudiano \u00e9 o imposs\u00edvel, aquele que, apesar de inacess\u00edvel, tem uma estrutura l\u00f3gica ordenada pelo simb\u00f3lico. \u00c9 onde Lacan alojou o seu conceito de <em>objeto a<\/em>. \u00c9 um real que retorna sempre ao mesmo lugar, um real a servi\u00e7o da compuls\u00e3o \u00e0 repeti\u00e7\u00e3o. Lacan (2007) afirma: \u201cA puls\u00e3o de morte \u00e9 o real na medida em que ele s\u00f3 pode ser pensado corno imposs\u00edvel\u201d (p. 121). Isso \u00e9 o que constitui as propriedades do terceiro c\u00edrculo do n\u00f3 borromeano.<\/p>\n<p>O real que Lacan prop\u00f5e n\u00e3o est\u00e1 circunscrito no furo do simb\u00f3lico. Lacan (2007) diz que a forclus\u00e3o do Nome-do-pai \u00e9 algo mais leve e que h\u00e1 uma forclus\u00e3o mais radical. N\u00e3o se trata do real como efeito da forclus\u00e3o do significante, mas de um real que forclui o sentido, que se destaca desabonado do inconsciente. Quando Lacan (2007) afirma que o real \u00e9 sem lei, refere-se a um real depurado da ordem simb\u00f3lica.<\/p>\n<p>Isso permite distinguir a extimidade, que est\u00e1 concernida na topologia moebiana do inconsciente, e a ex-sist\u00eancia, como um real que subsiste fora do sentido. S\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel acessar este real lacaniano como um peda\u00e7o do real, o que se depreende como sinthoma, o quarto elemento do n\u00f3 borromeano. \u00c9 o que permite a Lacan (2007) afirmar: \u201cquanto ao que chamo de real, eu inventei, porque se imp\u00f4s a mim\u201d (p. 128).<\/p>\n<p>Se o real freudiano introduz uma impossibilidade l\u00f3gica que mant\u00e9m separados simb\u00f3lico e imagin\u00e1rio, o real lacaniano se depura como uma conting\u00eancia, um peda\u00e7o de real que se inscreve com a fun\u00e7\u00e3o de manter juntos os elementos do n\u00f3. Lacan (2007) afirma o real da ex-sist\u00eancia como sua resposta sintom\u00e1tica \u00e0 descoberta do inconsciente por Freud. \u00c9 poss\u00edvel isolar o que ex-siste como resposta na medida em que, frente a uma impossibilidade l\u00f3gica, o sentido inconsciente se reduz ao semblante.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Para que serve <em>Um<\/em> \u00f3rg\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>De que modo o conceito de ex-sist\u00eancia nos permite retomar a dimens\u00e3o do fora do corpo que ressoa dos semin\u00e1rios preparat\u00f3rios anteriores? Para elucidar essa quest\u00e3o, recuperamos a no\u00e7\u00e3o de \u00f3rg\u00e3o como Lacan a abordou. O \u00f3rg\u00e3o \u00e9 um \u00edndice do fora do corpo no ensino de Lacan, seja quando se referiu \u00e0 libido no mito da lamela, ou quando se dedicou ao gozo f\u00e1lico, ou tamb\u00e9m quando apreende a linguagem como \u00f3rg\u00e3o.<\/p>\n<p>Nesse sentido, o \u00f3rg\u00e3o em Lacan n\u00e3o se reduz a um componente do corpo biol\u00f3gico. Trata-se de um elemento forjado para ocupar a fun\u00e7\u00e3o do fora do corpo em sua dimens\u00e3o pulsional. O \u00f3rg\u00e3o em quest\u00e3o aqui \u00e9 um acontecimento de corpo, uma marca do encontro de <em>lal\u00edngua<\/em> com o corpo. A incid\u00eancia de <em>lal\u00edngua<\/em> sobre o corpo produz uma marca ileg\u00edvel, um gozo foraclu\u00eddo do sentido que se isola como um peda\u00e7o do real.<\/p>\n<p>Em <em>O aturdito<\/em> (2003), Lacan formula a rela\u00e7\u00e3o entre o corpo e seus \u00f3rg\u00e3os de um modo que elucida nossa quest\u00e3o:<\/p>\n<p>(&#8230;) um animal, d&#8217;estabitat [stabitat] que \u00e9 a linguagem, por abitalo [labiter] que para seu corpo cria um \u00f3rg\u00e3o &#8211; \u00f3rg\u00e3o que, por assim lhe ex-sistir, determina-o por sua fun\u00e7\u00e3o, desde antes que ele a descubra. \u00c9 justamente por isso que ele fica reduzido a descobrir que seu corpo n\u00e3o \u00e9 sem outros \u00f3rg\u00e3os, e que a fun\u00e7\u00e3o de cada um deles lhe cria problemas &#8211; coisa pela qual se especifica o dito esquizofr\u00eanico ao ser apanhado sem a ajuda de nenhum discurso estabelecido. (p. 475)<\/p>\n<p>\u00c9 decisivo como Lacan especifica nessa passagem duas perspectivas distintas dos \u00f3rg\u00e3os. H\u00e1 um \u00f3rg\u00e3o que se cria, que ex-siste ao corpo na medida em que este corpo habita a linguagem. E \u00e9 a partir da cria\u00e7\u00e3o desse \u00f3rg\u00e3o que o falasser apreende um corpo dotado de outros \u00f3rg\u00e3os cuja fun\u00e7\u00e3o lhe cria enigma. Por isso, Miller (2003) afirma: \u201csomos todos esquizofr\u00eanicos\u201d (p. 7). O falasser est\u00e1 \u00e0s voltas com os m\u00faltiplos \u00f3rg\u00e3os que fragmentam a consist\u00eancia do corpo e inventa <em>Um<\/em> \u00f3rg\u00e3o fora do corpo para fazer o corpo ex-sisitr como Um sozinho, fora do discurso.<\/p>\n<p>Lacan coloca a cria\u00e7\u00e3o desse \u00f3rg\u00e3o ex-sistente como condi\u00e7\u00e3o para que o falasser se descubra dotado de um corpo cujo gozo lhe coloca a quest\u00e3o sobre a utilidade a se atribuir a ele. O \u00f3rg\u00e3o que ex-siste \u00e9 um \u201cinstrumento de captura ou de apreens\u00e3o\u201d (LACAN, 2007, p. 31). O \u00f3rg\u00e3o como peda\u00e7o do real \u00e9 um res\u00edduo da consist\u00eancia do corpo, \u00e9 o que ex-siste ao saco vazio e, com isso, constitui a fun\u00e7\u00e3o do n\u00f3. A partir da depura\u00e7\u00e3o desse \u00f3rg\u00e3o \u00e9 que se pode abordar o corpo como pr\u00f3prio, como aquele que o falasser cr\u00ea que tem.<\/p>\n<p>O que antes era colocado em termos de rela\u00e7\u00e3o com o Outro, reduz-se \u00e0 rela\u00e7\u00e3o com o corpo. Ali onde se afirma \u201cN\u00e3o h\u00e1 rela\u00e7\u00e3o sexual\u201d, depreende-se \u201cH\u00e1 sinthoma\u201d.\u00a0 \u00a0Onde se abordava o amor ao pai, Lacan introduz a refer\u00eancia ao amor-pr\u00f3prio. Este amor implica que a adora\u00e7\u00e3o \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o do falasser com o corpo imagin\u00e1rio, \u00e9 o modo como ele se apropria do corpo como consist\u00eancia mental.<\/p>\n<p>Mas, se essa consist\u00eancia sai fora a todo instante, \u00e9 exatamente porque, para que o corpo possa reter em seu saco um monte de \u00f3rg\u00e3os, \u00e9 preciso que se depure o n\u00f3, esse gozo n\u00e3o reabsorv\u00edvel que ex-siste fora do corpo. O \u00f3rg\u00e3o ex-sistente \u00e9 o que amarra os \u00f3rg\u00e3os dentro do saco vazio.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Responder pelo corpo que se tem<\/strong><\/p>\n<p>Miller (2013) se referiu ao \u00f3rg\u00e3o fora do corpo como pe\u00e7a avulsa. Essa pe\u00e7a subsiste extra\u00edda da consist\u00eancia do corpo que lhe atribuiria uma fun\u00e7\u00e3o. Na medida em que essa pe\u00e7a se separa do todo, sua fun\u00e7\u00e3o torna-se enigm\u00e1tica. Mas, \u201cno momento em que j\u00e1 n\u00e3o serve para nada, pode ser submetida a mil e uma utiliza\u00e7\u00f5es\u201d (MILLER, 2013, p. 14). Quando o gozo do \u00f3rg\u00e3o se mostra in\u00fatil, este \u00f3rg\u00e3o pode se prestar a usos contingentes para os quais n\u00e3o estava feito.<\/p>\n<p>Esta perspectiva faz do falasser um bricolador, algu\u00e9m que se vira com um conjunto de pe\u00e7as diversas e heter\u00f3clitas que tem \u00e0 m\u00e3o. O \u00f3rg\u00e3o fora do corpo \u00e9 o que suporta a cativa\u00e7\u00e3o do falasser com a consist\u00eancia corporal, na medida em que ele se dedica a encontrar uma fun\u00e7\u00e3o para a pe\u00e7a que nunca se encaixa no conjunto. Essa pe\u00e7a, que decide sobre a consist\u00eancia do conjunto, \u00e9 por estar isolada do corpo que pode se improvisar uma fun\u00e7\u00e3o para ela.<\/p>\n<p>Miller (2013) indica que se trata de \u201cconhecer a perna de pau em torno da qual o corpo de voc\u00eas se formou para escond\u00ea-la, para ent\u00e3o dar-lhe uma fun\u00e7\u00e3o\u201d (p. 42). Se o corpo \u00e9 algo a ser capturado como uma propriedade, o falasser realiza essa apreens\u00e3o a partir da identifica\u00e7\u00e3o ao sinthoma, ao gozo como fora do corpo. O falasser faz existir um corpo para o qual o \u00f3rg\u00e3o fora do corpo se inscreve como um grampo, como um n\u00f3 que suporta a consist\u00eancia do corpo.<\/p>\n<p>Mas, se essa consist\u00eancia se mostra como imagem, isso exclui o n\u00f3. Por isso, Lacan aponta: \u201c\u00c9 preciso apreender essa ex-sist\u00eancia e essa consist\u00eancia como reais, posto que apreend\u00ea-las \u00e9 o real.\u201d (p. 19). O corpo que se tem \u00e9 apreendido a partir do real que ex-siste como sinthoma.<\/p>\n<p>Para se apropriar do corpo \u00e9 preciso se virar com aquilo que sai fora a todo instante, extrair disso um artif\u00edcio de apreens\u00e3o do corpo. \u201cS\u00f3 se \u00e9 respons\u00e1vel na medida de seu savoir-faire\u201d (LACAN, 2007, p. 59). S\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel responder pelo corpo que se tem na medida em que est\u00e1 colocado o enigma do gozo dos \u00f3rg\u00e3os. Responsabilidade \u00e9 decidir sobre o uso a ser dado ao \u00f3rg\u00e3o fora do corpo. Essa \u00e9 a condi\u00e7\u00e3o para se apropriar do corpo, dar uma fun\u00e7\u00e3o ao \u00f3rg\u00e3o para elev\u00e1-lo \u00e0 dignidade de um sinthoma. \u00c9 o que constitui a jun\u00e7\u00e3o mais intima do sentimento de vida.<\/p>\n<p>A partir dessa investiga\u00e7\u00e3o, retomo o material cl\u00ednico dos semin\u00e1rios preparat\u00f3rios para introduzir algumas quest\u00f5es. Para a senhorita Boyer, que se apresenta como um vestido sem corpo, e Artaud, que faz um corpo sem \u00f3rg\u00e3os, o que podemos dizer que, do corpo, resta como enigma? O que indica sobre isso a ideia, que aparece em ambos os casos, do corpo que est\u00e1 em todo lugar? Sobre Joyce, poder\u00edamos dizer que experimentar seu corpo como estrangeiro foi o que decidiu sobre sua arte? Ou seja, o que acontece fora foi o que permitiu apreender o corpo a partir da escrita?<\/p>\n<p>E no caso Gaston, \u00e9 poss\u00edvel dizer que a arte ocupa a fun\u00e7\u00e3o da ex-sist\u00eancia? J\u00e1 o caso Samuel parece nos fornecer as pistas de qual o trabalho a ser feito para colocar o fora do corpo como elemento que decide sobre o estatuto do corpo no tratamento. Talvez poder\u00edamos dizer que todos n\u00f3s estamos \u00e0s voltas com o ET que agita o corpo.<\/p>\n<p>Por fim, sobre os eixos de investiga\u00e7\u00e3o de nossa Jornada, levanto algumas quest\u00f5es que ressoam dessa leitura do percurso at\u00e9 aqui.<\/p>\n<p>&#8211; <em>Eixo 1 \u2013 O mundo rumo \u00e0 psicose<\/em>: Como seria poss\u00edvel considerar a constru\u00e7\u00e3o do mundo na psicose considerando o conceito de ex-sist\u00eancia? Poder\u00edamos afirmar que o \u00f3rg\u00e3o fora do corpo serviria \u00e0 apreens\u00e3o de um mundo?<\/p>\n<p>&#8211; <em>Eixo 2 \u2013 Diagnosticar e despatologizar<\/em>: \u00a0Poder\u00edamos dizer que o \u00f3rg\u00e3o fora do corpo seria uma resposta da psican\u00e1lise \u00e0s pretens\u00f5es das neuroci\u00eancias de sustentar a consist\u00eancia do corpo em um diagn\u00f3stico que reduz o corpo a um organismo?<\/p>\n<p>&#8211; <em>Eixo 3 \u2013 As flutua\u00e7\u00f5es do sexo<\/em>: Poder\u00edamos abordar a cl\u00ednica do transexual a partir da distin\u00e7\u00e3o que Lacan prop\u00f5e, em <em>O aturdito<\/em>, entre o \u00f3rg\u00e3o que cria problemas e o \u00f3rg\u00e3o que ex-siste?<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\"><\/a>[\/vc_column_text][vc_column_text text_lead=&#8221;small&#8221; uncode_shortcode_id=&#8221;493428&#8243;]<strong>REFER\u00caNCIAS<\/strong><\/p>\n<p>ALVARENGA, Elisa. <em>Diagnosticar e despatologizar<\/em>. Texto de orienta\u00e7\u00e3o. 26\u00aa Jornada da Escola Brasileira de Psican\u00e1lise Se\u00e7\u00e3o Minas Gerais: H\u00e1 algo de novo nas psicoses ainda&#8230;. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.jornadaebpmg.com.br\/2023\/textos\/ eixo-2-diagnosticar-e-despatologizar\/ Acesso em: 24 out. 2023.<\/p>\n<p>CASTRO, Helenice de. <em>H\u00e1 algo de novo nas psicoses&#8230; ainda<\/em>. Texto de orienta\u00e7\u00e3o. 26\u00aa Jornada da Escola Brasileira de Psican\u00e1lise Se\u00e7\u00e3o Minas Gerais: H\u00e1 algo de novo nas psicoses ainda&#8230;. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.jornadaebpmg.com.br\/2023\/ textos\/apresentacao\/ Acesso em: 24 out. 2023.<\/p>\n<p>FARIA, Ludmilla. <em>Flutua\u00e7\u00f5es do sexo<\/em>. Texto de orienta\u00e7\u00e3o. 26\u00aa Jornada da Escola Brasileira de Psican\u00e1lise Se\u00e7\u00e3o Minas Gerais: H\u00e1 algo de novo nas psicoses ainda&#8230;. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.jornadaebpmg.com.br\/2023\/textos\/ flutuacoes-do-sexo\/ Acesso em: 24 out. 2023.<\/p>\n<p>GRECO, Musso. <em>Grampo escrito<\/em>. 26\u00aa Jornada da Escola Brasileira de Psican\u00e1lise Se\u00e7\u00e3o Minas Gerais: H\u00e1 algo de novo nas psicoses ainda&#8230;. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www. jornadaebpmg.com.br\/2023\/grampos-escrito\/ Acesso em: 24 out. 2023.<\/p>\n<p>LACAN, Jacques. O aturdito. In: <em>Outros Escritos<\/em>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2003. p. 448-497.<\/p>\n<p>LACAN, Jacques. <em>O Semin\u00e1rio, livro 23: o sinthoma<\/em>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2007.<\/p>\n<p>MANDIL, Ram. <em>O mundo rumo \u00e0 psicose<\/em>. Texto de orienta\u00e7\u00e3o. 26\u00aa Jornada da Escola Brasileira de Psican\u00e1lise Se\u00e7\u00e3o Minas Gerais: H\u00e1 algo de novo nas psicoses ainda&#8230;. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.jornadaebpmg.com.br\/2023\/textos\/eixo-1-o-mundo-rumo-a-psicose\/ Acesso em: 24 out. 2023.<\/p>\n<p>MILLER, Jacques-Alain. <em>A ex-sist\u00eancia<\/em>. In: Op\u00e7\u00e3o lacaniana, S\u00e3o Paulo: E\u00f3lia, n. 33, jun. 2002, p. 8-21.<\/p>\n<p>MILLER, Jacques-Alain. <em>A inven\u00e7\u00e3o psic\u00f3tica<\/em>. In: Op\u00e7\u00e3o lacaniana, S\u00e3o Paulo: E\u00f3lia, n. 36, mai. 2003, p. 6-16.<\/p>\n<p>MILLER, Jacques-Alain. <em>Piezas sueltas<\/em>. 1\u00aa ed., Buenos Aires: Paidos, 2013.<\/p>\n<p>MILLER, Jacques-Alain. <em>El ultim\u00edsimo Lacan<\/em>. 1\u00aa ed., Buenos Aires: Paidos, 2014.<\/p>\n<p>SANTIAGO, J\u00e9sus. <em>Coment\u00e1rio sobre o Relat\u00f3rio \u201cO mundo rumo \u00e0 psicose\u201d<\/em>. Texto de orienta\u00e7\u00e3o. 26\u00aa Jornada da Escola Brasileira de Psican\u00e1lise Se\u00e7\u00e3o Minas Gerais: H\u00e1 algo de novo nas psicoses ainda&#8230;. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.jornadaebpmg. com.br\/2023\/textos\/eixo-1-o-mundo-rumo-a-psicose-2\/ Acesso em: 24 out. 2023.<\/p>\n<p>SOUTO. Simone. <em>Grampo escrito<\/em>. 26\u00aa Jornada da Escola Brasileira de Psican\u00e1lise Se\u00e7\u00e3o Minas Gerais: H\u00e1 algo de novo nas psicoses ainda&#8230;. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www. jornadaebpmg.com.br\/2023\/grampos-escrito\/ Acesso em: 24 out. 2023.[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row row_height_percent=&#8221;0&#8243; override_padding=&#8221;yes&#8221; h_padding=&#8221;2&#8243; top_padding=&#8221;0&#8243; bottom_padding=&#8221;0&#8243; overlay_alpha=&#8221;50&#8243; gutter_size=&#8221;3&#8243; column_width_percent=&#8221;100&#8243; shift_y=&#8221;0&#8243; z_index=&#8221;0&#8243; uncode_shortcode_id=&#8221;164376&#8243;][vc_column column_width_percent=&#8221;100&#8243; gutter_size=&#8221;2&#8243; override_padding=&#8221;yes&#8221; column_padding=&#8221;0&#8243; style=&#8221;dark&#8221; overlay_alpha=&#8221;50&#8243; shift_x=&#8221;0&#8243; shift_y=&#8221;0&#8243; shift_y_down=&#8221;0&#8243; z_index=&#8221;0&#8243; medium_width=&#8221;0&#8243; mobile_width=&#8221;0&#8243; width=&#8221;1\/1&#8243; uncode_shortcode_id=&#8221;162562&#8243;][vc_row_inner][vc_column_inner column_width_percent=&#8221;100&#8243; position_vertical=&#8221;middle&#8221; align_horizontal=&#8221;align_center&#8221; gutter_size=&#8221;2&#8243; style=&#8221;light&#8221; font_family=&#8221;font-183904&#8243; overlay_alpha=&#8221;50&#8243; shift_x=&#8221;0&#8243; shift_y=&#8221;0&#8243; shift_y_down=&#8221;0&#8243; z_index=&#8221;0&#8243; medium_width=&#8221;0&#8243; mobile_width=&#8221;0&#8243; radius=&#8221;lg&#8221; width=&#8221;1\/1&#8243; uncode_shortcode_id=&#8221;383650&#8243;][vc_single_image media=&#8221;87&#8243; media_width_percent=&#8221;15&#8243; alignment=&#8221;center&#8221; media_link=&#8221;url:https%3A%2F%2Fwww.jornadaebpmg.com.br%2F2023%2Fwp-content%2Fuploads%2F2023%2F11%2FO-que-ressoa-fora-do-corpo-Bernardo-Mecherif.pdf|target:_blank&#8221; uncode_shortcode_id=&#8221;753489&#8243;][vc_custom_heading text_color=&#8221;color-xsdn&#8221; heading_semantic=&#8221;h6&#8243; text_size=&#8221;h6&#8243; uncode_shortcode_id=&#8221;193276&#8243; text_color_type=&#8221;uncode-palette&#8221;]<\/p>\n<h6 class=\"uncode-share\">ABRIR EM PDF<\/h6>\n<p>[\/vc_custom_heading][vc_empty_space empty_h=&#8221;2&#8243;][\/vc_column_inner][\/vc_row_inner][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<\/section>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>por Bernardo Micherif Carneiro<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","template":"","meta":{"footnotes":""},"portfolio_category":[4],"class_list":["post-762","portfolio","type-portfolio","status-publish","hentry","portfolio_category-textos-de-orientacao"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v23.3 - 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