{"id":832,"date":"2024-11-14T11:05:59","date_gmt":"2024-11-14T11:05:59","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornadaebpmg.com.br\/2024\/?p=832"},"modified":"2024-11-14T11:25:42","modified_gmt":"2024-11-14T11:25:42","slug":"ultimo-seminario-preparatorio-transposicao-ou-unterdruckung-supressao-da-inibicao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornadaebpmg.com.br\/2024\/ultimo-seminario-preparatorio-transposicao-ou-unterdruckung-supressao-da-inibicao\/","title":{"rendered":"\u00daLTIMO SEMIN\u00c1RIO PREPARAT\u00d3RIO: Para ainda (n\u00e3o) concluir"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row][vc_column column_width_percent=&#8221;100&#8243; gutter_size=&#8221;2&#8243; overlay_alpha=&#8221;50&#8243; shift_x=&#8221;0&#8243; shift_y=&#8221;0&#8243; shift_y_down=&#8221;0&#8243; z_index=&#8221;0&#8243; medium_width=&#8221;0&#8243; mobile_width=&#8221;0&#8243; width=&#8221;1\/1&#8243; uncode_shortcode_id=&#8221;140723&#8243;][vc_row_inner][vc_column_inner column_width_percent=&#8221;100&#8243; align_horizontal=&#8221;align_right&#8221; gutter_size=&#8221;2&#8243; overlay_alpha=&#8221;50&#8243; shift_x=&#8221;0&#8243; shift_y=&#8221;0&#8243; shift_y_down=&#8221;0&#8243; z_index=&#8221;0&#8243; medium_width=&#8221;0&#8243; mobile_width=&#8221;0&#8243; width=&#8221;1\/1&#8243; uncode_shortcode_id=&#8221;151377&#8243;][vc_custom_heading text_color=&#8221;color-nhtu&#8221; text_font=&#8221;font-175522&#8243; text_size=&#8221;h4&#8243; text_weight=&#8221;700&#8243; uncode_shortcode_id=&#8221;199695&#8243; text_color_type=&#8221;uncode-palette&#8221;]Semin\u00e1rio preparat\u00f3rio<br \/>\n24.10.2024<br \/>\nCONCLUS\u00c3O[\/vc_custom_heading][vc_empty_space empty_h=&#8221;0&#8243;][\/vc_column_inner][\/vc_row_inner][vc_custom_heading auto_text=&#8221;yes&#8221; text_color=&#8221;accent&#8221; heading_semantic=&#8221;h1&#8243; text_font=&#8221;font-175522&#8243; text_size=&#8221;h1&#8243; text_weight=&#8221;900&#8243; uncode_shortcode_id=&#8221;615983&#8243; text_color_type=&#8221;uncode-palette&#8221;]This is a custom heading element.[\/vc_custom_heading][vc_custom_heading auto_text=&#8221;excerpt&#8221; text_color=&#8221;color-nhtu&#8221; text_font=&#8221;font-175522&#8243; text_size=&#8221;h4&#8243; uncode_shortcode_id=&#8221;116332&#8243; text_color_type=&#8221;uncode-palette&#8221;]This is a custom heading element.[\/vc_custom_heading][vc_column_text uncode_shortcode_id=&#8221;166848&#8243;]O tema de nossa Jornada, <em>&#8230;e as neuroses continuam existindo<\/em>, leva-nos a interrogar como as neuroses se apresentam no contempor\u00e2neo. Quais desafios o sofrimento dos neur\u00f3ticos exp\u00f5e, quando <em>aparentemen<\/em>te tudo \u00e9 normal? Que inven\u00e7\u00f5es e arranjos criam para lidar com o mal-estar generalizado? Quais as estrat\u00e9gias para recobrir a inexist\u00eancia da rela\u00e7\u00e3o sexual? E, tamb\u00e9m, quais as dificuldades que se colocam aos analistas no que se refere aos impasses, na transfer\u00eancia, \u00e0 quest\u00e3o do diagn\u00f3stico, \u00e0 condu\u00e7\u00e3o do tratamento, \u00e0 interpreta\u00e7\u00e3o, uma vez que as normas f\u00e1licas e ed\u00edpicas se distanciam, o Nome-do-Pai encontra-se evaporado e o romance familiar n\u00e3o tem a mesma consist\u00eancia de outrora? Enfim, como \u201cler\u201d as neuroses contempor\u00e2neas? O que mudou na cl\u00ednica?<\/p>\n<p>O convite feito por Maria Jos\u00e9 Gontijo e Bernardo Micherif, assim como a orienta\u00e7\u00e3o da Comiss\u00e3o Cient\u00edfica, me instigaram a retomar, neste \u00faltimo encontro, como os semin\u00e1rios anteriores conversam entre si, de modo que pud\u00e9ssemos extrair pontos que ficassem como vetores do percurso realizado ao longo do ano, bem como para a Jornada que se aproxima.<\/p>\n<p>Assim, proponho, \u00e0 luz de algumas pontua\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas que foram trabalhadas, localizar como se d\u00e1 a pr\u00e1tica anal\u00edtica contempor\u00e2nea. O desafio lan\u00e7ado por Bernardo<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a> em seu argumento foi o de darmos um passo a mais, tendo como b\u00fassola o conceito de sinthoma desenvolvido no Semin\u00e1rio 23 e adentrar nas pistas dos Semin\u00e1rios 24 (<em>L\u2019insu que sait de l\u2019une b\u00e9vue s\u2019aile \u00e0 mourre<\/em>) e 25 (<em>Le moment de conclure<\/em>), ambos in\u00e9ditos, nos quais Lacan recorre aos n\u00f3s e aos toros, literalmente manejando-os, recorrendo pouco \u00e0s palavras e privilegiando o fato de que \u201co Real n\u00e3o fala\u201d,<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\"><sup>[2]<\/sup><\/a> que \u201co inconsciente tem a ver com o escrito\u201d<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\"><sup>[3]<\/sup><\/a> e \u201cde recorrer ao Imagin\u00e1rio para se ter uma ideia do Real\u201d.<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a><\/p>\n<p>Um ponto importante levantado nos relat\u00f3rios foi de como, hoje, o Simb\u00f3lico encontra-se \u201cinadequado e rebaixado\u201d.<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a> Miller chega a falar de eclipse da ordem simb\u00f3lica, e, com isso, contamos com o recurso do Real e do Imagin\u00e1rio com igual valor e peso na l\u00f3gica do n\u00f3 borromeano, desenvolvido no Semin\u00e1rio 23.<\/p>\n<p>Temos o corpo enquanto imagin\u00e1rio, lugar onde o gozo se manifesta por excel\u00eancia, atrav\u00e9s da rumina\u00e7\u00e3o obsessiva e dos devaneios da hist\u00e9rica. Tomando como refer\u00eancia o eixo de trabalho intitulado\u00a0\u201c<em>Onde est\u00e3o os neur\u00f3ticos e de onde eles n\u00e3o saem\u201d<\/em><em>,\u00a0<\/em><em>foi poss\u00edvel pin\u00e7ar dois <\/em>breves relatos de pacientes. Um obsessivo me diz: \u201c<em>Parece que sofro da S\u00edndrome de Estocolmo, aquela em que a pessoa sequestrada gosta do sequestrador&#8230; Sou fascinado pelo pr\u00f3ximo erro que vou cometer \u2013 fascinado, \u00e9 essa a palavra que melhor encontro! Sou fascinado com o que pode acontecer de ruim, estou sempre esperando o pior. \u00c9 como se eu gostasse disso! Fico cortando o meu barato; se vivo algo bom, s\u00f3 penso que vai acabar&#8230; Minha vida \u00e9 um eterno domingo \u00e0 tarde<\/em>!\u201d. A palavra <em>fascinado<\/em> alude ao termo \u201cfac\u00ednora\u201d, atributo do supereu, evocado por Freud em seu texto \u201cArruinados pelo \u00eaxito\u201d.<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">[6]<\/a> Esse recorte demonstra como o pensamento e a recrimina\u00e7\u00e3o foram a via utilizada por esse falasser para n\u00e3o se haver com o enorme prazer que tinha com a pintura, da qual se privava, em detrimento dos cuidados com a fam\u00edlia.<\/p>\n<p>Em contrapartida, no discurso de uma mulher, conseguimos entrever a infind\u00e1vel justificativa quanto \u00e0 sua solid\u00e3o: \u201c<em>Os homens de BH s\u00e3o muito gays; na minha faixa et\u00e1ria \u00e9 dif\u00edcil encontrar algu\u00e9m dispon\u00edvel, eles n\u00e3o se interessam e s\u00f3 querem as menininhas; ou, ent\u00e3o, s\u00f3 aparece homem casado em minha vida e eu tenho sempre que ser a outra, nunca a oficial&#8230;<\/em>\u201d. O ponto de gozo desse sujeito est\u00e1 justamente em se colocar em uma procura infind\u00e1vel de um homem perfeito, exatamente para n\u00e3o o encontrar.<\/p>\n<p>Enquanto analistas, estamos advertidos por Miller de que a \u201craz\u00e3o real de ser\u201d de cada um \u00e9 o gozo, como nos lembra Ana Lydia Santiago<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\">[7]<\/a> em seu relat\u00f3rio. Temos, assim, o gozo em sua dimens\u00e3o de repeti\u00e7\u00e3o e at\u00e9 mesmo de itera\u00e7\u00e3o e reitera\u00e7\u00e3o: aquilo que retorna ao mesmo lugar, em uma esp\u00e9cie de <em>ritornelo<\/em>, o \u201cn\u00e3o quero saber nada disso\u201d.<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\">[8]<\/a><\/p>\n<p>Um outro aspecto que podemos extrair dos relat\u00f3rios \u00e9 o lugar que ocupa a inibi\u00e7\u00e3o nos tr\u00eas registros. Em seu Semin\u00e1rio 25, Lacan nos fornece uma pista:<\/p>\n<blockquote><p>um tecido, seu suporte, \u00e9 o que eu chamei de o Imagin\u00e1rio. E o que \u00e9 surpreendente \u00e9 justamente isso, a saber, que o tecido, isso se imagina somente. [&#8230;] \u00c9 preciso dizer que o tecido n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil de imaginar, pois que a\u00ed isso se encontra somente no corte. Se eu falei de Simb\u00f3lico, Imagin\u00e1rio e de Real, \u00e9 bem porque o Real \u00e9 tecido. Ent\u00e3o como imaginar esse tecido? Pois bem, \u00e9 precisamente a\u00ed que est\u00e1 a hi\u00e2ncia entre o Imagin\u00e1rio e o Real. E o que h\u00e1 entre eles \u00e9 a inibi\u00e7\u00e3o&#8230; precisamente em imaginar.\u00a0 Mas o que \u00e9 essa inibi\u00e7\u00e3o, pois que, tamb\u00e9m, temos dela a\u00ed um exemplo, n\u00e3o h\u00e1 nada mais dif\u00edcil que imaginar o Real; e a\u00ed parece que giramos em c\u00edrculo e que, nesse neg\u00f3cio de tecido, o Real \u00e9 bem isso que nos escapa e \u00e9 por isso que n\u00f3s temos a inibi\u00e7\u00e3o. \u00c9 a hi\u00e2ncia entre o Imagin\u00e1rio e o Real que faz nossa inibi\u00e7\u00e3o<a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\">[9]<\/a>.<\/p><\/blockquote>\n<p>Essa assertiva de Lacan nos conduz a outra indaga\u00e7\u00e3o: o que ele queria dizer com \u201co Real \u00e9 tecido\u201d? Haveria um tecer em jogo na esfolia\u00e7\u00e3o do Imagin\u00e1rio para se aproximar do Real? O exemplo cl\u00ednico trazido por Ana Lydia<a href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\">[10]<\/a> no Semin\u00e1rio de Orienta\u00e7\u00e3o Lacaniana, \u201cA mulher-borboleta\u201d,<a href=\"#_ftn11\" name=\"_ftnref11\">[11]<\/a> extra\u00eddo da Conversa\u00e7\u00e3o Cl\u00ednica ocorrida em Montpellier, ilustra a maneira da tessitura do Real. Resta-nos imaginar o Real quando n\u00e3o contamos com o Simb\u00f3lico e, ainda, como \u201ca inquietante estranheza (o infamiliar \/ <em>Unheimlich<\/em>) que prov\u00e9m do Imagin\u00e1rio\u201d causa uma inibi\u00e7\u00e3o, tal como descrito por Lacan no Semin\u00e1rio 23.<a href=\"#_ftn12\" name=\"_ftnref12\">[12]<\/a><\/p>\n<p>Interessou \u00e0 analista da paciente (Marie-H\u00e9l\u00e8ne Blancard) trabalhar o momento em que a <em>imagem<\/em> se destaca como algo de infamiliar, admitindo que essa imagem aponta para o real em jogo nos impasses de sua vida amorosa. Trata-se de uma atriz que estava fazendo um filme que se passa no campo, quando subitamente \u00e9 capturada pela imagem de uma borboleta que pousa a seu lado. Tomada por extrema ang\u00fastia, fica t\u00e3o desconcertada que a cena que estava sendo filmada precisou ser interrompida \u2013 algo de uma estranheza a perturba, e a todos \u00e0 sua volta. Tal cena a remete \u00e0s lembran\u00e7as da inf\u00e2ncia, ao olhar im\u00f3vel do av\u00f4 inv\u00e1lido sobre ela, \u00e0s brincadeiras com o filho do vizinho e ao pai deste, que a levava para passear em seu trator. Esse homem, em uma cena de abuso, provoca-lhe um prazer perturbador e, depois, muita vergonha. A analista da paciente afirma que essa mulher tinha certa inibi\u00e7\u00e3o intelectual, n\u00e3o habitava o pr\u00f3prio corpo, vivia como uma borboleta, passando por cima dos acontecimentos da vida com \u201cleveza\u201d, como se nada a afetasse, ou como se nada estivesse acontecendo em uma posi\u00e7\u00e3o de bela indiferen\u00e7a.<\/p>\n<p>Assim, a introdu\u00e7\u00e3o no campo visual da borboleta irrompeu algo que refere ao trauma do gozo, \u00e0 cena sexual e, ao mesmo tempo, ao significante borboleta, sua forma de viver. \u00c9 como se a borboleta se afirmasse, diante da paciente, em sua imobilidade \u2013 <strong>a\u00ed est\u00e1 o ponto da ang\u00fastia <\/strong>\u2013, bem como o olhar parado de seu av\u00f4 sobre ela, que a leva a fugir para a casa do vizinho. Toda essa moldura est\u00e1 sob o regime do olhar, n\u00e3o esquecendo o enquadramento da c\u00e2mera, a imagem atrav\u00e9s do filme rodado, acompanhado de palavra alguma: \u201cn\u00e3o h\u00e1 discurso\u201d, afirma Miller na referida Conversa\u00e7\u00e3o. Parece que o cinema n\u00e3o deixou de ser uma forma encontrada por ela para lidar com o objeto olhar. A borboleta que a olha parada remete a um tra\u00e7o do gozo desse sujeito, do qual n\u00e3o se desvencilha, e que, segundo sua analista, aparece igualmente na transfer\u00eancia (entre o ir e faltar nas sess\u00f5es) e em sua rela\u00e7\u00e3o com o parceiro amoroso (ao tamb\u00e9m se colocar como ausente na rela\u00e7\u00e3o sexual, inibida frente ao sexual).<\/p>\n<p>Isso nos interessa porque, tal como Ana Lydia esclarece, podemos tomar a emerg\u00eancia do fen\u00f4meno do infamiliar como o aparecimento, no campo visual, das marcas pr\u00f3prias do gozo feminino. Ela ainda lan\u00e7a a pergunta sobre como o infamiliar, atrav\u00e9s da imagem da borboleta, p\u00f4de favorecer a responsabiliza\u00e7\u00e3o desse falasser por seu modo de gozo. Acho que seria um ponto interessante para conversarmos!<\/p>\n<p>Seguindo os passos de Bernardo Micherif em seu argumento sobre o eixo de trabalho \u201cA tela do fantasma e a esfolia\u00e7\u00e3o do Imagin\u00e1rio\u201d, podemos ainda pensar, com o exemplo cl\u00ednico da \u201cmulher-borboleta\u201d, que temos no\u00a0<em>Unheimlich<\/em> aquilo que o fantasma recobre, ou seja,<\/p>\n<blockquote><p>uma imagem do Real na qual certo modo de gozo se fixou e que os neur\u00f3ticos tentam expulsar como um corpo estranho, intrusivo, um excesso que extrapola o enquadre fantasm\u00e1tico, desagrega a imagem do corpo pr\u00f3prio e n\u00e3o encontra seu devido lugar quando se fala.<a href=\"#_ftn13\" name=\"_ftnref13\">[13]<\/a><\/p><\/blockquote>\n<p>Sabemos que Freud colocou o fantasma como algo constru\u00eddo no percurso de uma an\u00e1lise, como um aforismo sobre o ser de cada analisante; podemos dizer que \u00e9 certa montagem simb\u00f3lica com representa\u00e7\u00f5es imagin\u00e1rias. Miller nos elucida, ao indagar:<\/p>\n<blockquote><p>O que \u00e9 a fantasia? Numa primeira abordagem, diria que \u00e9 essencialmente o que, para o sujeito, faz tela diante do Real. A travessia dessa tela \u00e9 <strong>suposta<\/strong> lhe permitir ter acesso ao Real, ter uma <em>entente <\/em>com o Real, da qual o sujeito, at\u00e9 ent\u00e3o, estava cerceado, era incapaz. Essa fantasia faz tela n\u00e3o apenas para o Real, mas tamb\u00e9m para o seu ser de sujeito, porquanto aquilo que precipita um sujeito para a an\u00e1lise \u00e9 a busca desse ser, \u00e9 a pergunta: quem sou eu? [&#8230;] A fantasia, por\u00e9m, n\u00e3o \u00e9 apenas tela, tela do Real, ela tamb\u00e9m \u00e9, a um s\u00f3 tempo, janela sobre o Real.<a href=\"#_ftn14\" name=\"_ftnref14\">[14]<\/a><\/p><\/blockquote>\n<p>Nesse mesmo semin\u00e1rio, Miller afirma que havia uma seguran\u00e7a do sujeito proporcionada pela fantasia que fixava seu lugar no Real, como um anteparo. Por\u00e9m, \u00e9 preciso ir al\u00e9m, transpor o que se localizou como uma identifica\u00e7\u00e3o ao objeto da fantasia. Em que pese uma an\u00e1lise permitir ultrapassar essa janela e at\u00e9 mesmo revelar algo de uma verdade, h\u00e1 sempre um resto inelimin\u00e1vel, h\u00e1 a repeti\u00e7\u00e3o do gozo em sua vertente de itera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Assim, pensando na esfolia\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria a ser feita em rela\u00e7\u00e3o ao Imagin\u00e1rio, e ao corte operado para que o gozo do corpo d\u00ea lugar \u00e0 frase do fantasma, tomemos um caso trabalhado no Eixo 2. Ap\u00f3s a separa\u00e7\u00e3o dos pais, a crian\u00e7a, em idade tenra, procura a m\u00e3e pela casa e se depara com a porta do quarto dela fechada. Escuta barulhos advindos dali. Depois, s\u00f3 o sil\u00eancio. Perplexo, o menino foge, mas, \u00e0 dist\u00e2ncia, v\u00ea a porta se entreabrir e a m\u00e3e sair furtivamente do quarto de dormir, onde estava com o namorado, tentando n\u00e3o se fazer vista. Tal cena fixa a posi\u00e7\u00e3o deste falasser, \u00e9 uma cena que se repete ao longo de sua vida amorosa, uma vez que ele, extremamente ciumento nas rela\u00e7\u00f5es, se coloca sempre como um terceiro exclu\u00eddo. Tratando-se de algu\u00e9m que est\u00e1 em an\u00e1lise, foi poss\u00edvel fraturar essa cena quando, ap\u00f3s um rompante em um bar, ele briga com a esposa ao acus\u00e1-la de estar sendo sedutora com um amigo pr\u00f3ximo. Por\u00e9m, ap\u00f3s o rompimento com ela, algo se desmonta ao se recordar da cena infantil. Foi preciso esfoliar esse Imagin\u00e1rio, passar de um Real como imposs\u00edvel para um Real contingente. No consult\u00f3rio, o sujeito p\u00f4de se confrontar com a inexist\u00eancia da rela\u00e7\u00e3o sexual, algo imposs\u00edvel de eliminar, como bem sabemos. O objeto olhar estava tamb\u00e9m colocado, uma vez que esse falasser recorre \u00e0 fotografia como seu modo de vida.<\/p>\n<p>Para os neur\u00f3ticos, aquilo do qual nunca se sai \u00e9 o n\u00e3o querer saber da rela\u00e7\u00e3o sexual que n\u00e3o existe. A esfolia\u00e7\u00e3o tem efeitos sobre o corpo. O tecido \u00e9 o corpo; esfoliar esse \u201cn\u00e3o quero saber\u201d faz-se necess\u00e1rio! Aqui poder\u00edamos perguntar: o que se passa no quarto de dormir? O neur\u00f3tico n\u00e3o sabe o que se passa no quarto de dormir, \u201cem que nada acontece, exceto que o ato sexual se apresenta como foraclus\u00e3o propriamente dita, <em>Verwerfung<\/em>\u201d.<a href=\"#_ftn15\" name=\"_ftnref15\">[15]<\/a> O imposs\u00edvel de eliminar \u00e9 a inexist\u00eancia da rela\u00e7\u00e3o sexual, aquilo do qual nunca se sai. O furo central \u00e9 esse tentar velar a inexist\u00eancia da rela\u00e7\u00e3o sexual. Ainda com Lacan:<\/p>\n<blockquote><p>Da fun\u00e7\u00e3o do fantasma [&#8230;] ao \u00e2mbito dito perverso, \u00e0 sua fun\u00e7\u00e3o no registro neur\u00f3tico, h\u00e1 exatamente, direi, a dist\u00e2ncia at\u00e9 o quarto de dormir.<\/p>\n<p>[&#8230;] na fobia a coisa pode se passar no guarda-roupa, ou no corredor, na cozinha. Na histeria a coisa se passa no parlat\u00f3rio. [&#8230;] Na obsess\u00e3o, na latrina.<\/p>\n<p>[&#8230;] Esse quarto de dormir \u00e9 o que comumente se chama consult\u00f3rio do analista.<a href=\"#_ftn16\" name=\"_ftnref16\">[16]<\/a><\/p><\/blockquote>\n<p>De tal forma que poder\u00edamos pensar com Lacan que a pr\u00e1tica do analista \u00e9 aquela que \u201cdeve dar conta de que haja cortes do discurso que modifiquem a estrutura que ele acolhe originalmente.\u201d<a href=\"#_ftn17\" name=\"_ftnref17\">[17]<\/a><\/p>\n<p>Miller destaca que \u201cse Lacan fala em \u2018atravessamento do fantasma\u2019, e n\u00e3o em \u2018levantamento do fantasma\u2019, \u00e9 porque n\u00e3o se trata de forma alguma do seu desaparecimento. Trata-se de ter um vislumbre, logo no in\u00edcio, do que est\u00e1 por tr\u00e1s disso\u201d.<a href=\"#_ftn18\" name=\"_ftnref18\">[18]<\/a> Nesse sentido, o relat\u00f3rio de Lilany Pacheco<a href=\"#_ftn19\" name=\"_ftnref19\">[19]<\/a> nos convida a pensar que<\/p>\n<blockquote><p>a \u00eanfase dada pelo \u00faltimo ensino de Lacan \u00e0 cl\u00ednica do sinthoma e aos restos sintom\u00e1ticos na solu\u00e7\u00e3o do falasser, para o fim de uma an\u00e1lise, n\u00e3o dispensa a verifica\u00e7\u00e3o das duas dimens\u00f5es cl\u00ednicas: o sintoma e o fantasma, desde o in\u00edcio de um tratamento.<\/p><\/blockquote>\n<p>Poder\u00edamos pensar que tal localiza\u00e7\u00e3o se aproximaria do que antes cham\u00e1vamos de localizar o nome de gozo, a marca de gozo de cada paciente?<\/p>\n<p>Ainda com Miller: \u201cO engra\u00e7ado \u00e9 que n\u00e3o h\u00e1 nada por tr\u00e1s do fantasma. O fim da an\u00e1lise consiste justamente em caminhar pelo lado do nada\u201d<a href=\"#_ftn20\" name=\"_ftnref20\">[20]<\/a>. Oscar Ventura<a href=\"#_ftn21\" name=\"_ftnref21\"><sup>[21]<\/sup><\/a> nos ensina, em um breve relato, o sonho que o levou ao Passe. Poder\u00edamos tomar esse sonho como uma via para abordar o Real atrav\u00e9s da imagem?<\/p>\n<p>No sonho, Oscar Ventura est\u00e1 em uma varanda e uma <em>figura<\/em> salta por cima dele, caindo no vazio e produzindo um <em>ru\u00eddo seco, fulminante e fugaz<\/em>. Depois, h\u00e1 um sil\u00eancio; ele sai correndo escadas abaixo, angustiado, n\u00e3o sem a curiosidade de saber quem se atirou \u2013 quem havia ca\u00eddo? Tal ang\u00fastia n\u00e3o lhe causa o despertar, <em>ela habita dentro do sonho<\/em>, e o acompanha, lado a lado, at\u00e9 a cena na qual, em c\u00edrculo, pessoas impedem veladamente sua vis\u00e3o, at\u00e9 o grande final de seu sonho, quando indaga: \u201cQuem \u00e9? E uma voz an\u00f4nima lhe responde: \u00c9 sueco\u201d. J\u00e1 acordado, surpreso, mas sem ang\u00fastia alguma, ao decompor o significante <em>sueco<\/em> em <em>su-eco<\/em> (\u201cseu eco\u201d), uma grande gargalhada toma conta de seu corpo inteiro. Ele se recorda de que, na inf\u00e2ncia, quando se deparava com uma palavra sem o menor sentido, sem significa\u00e7\u00e3o alguma, sendo pronunciada, tinha ataques de risos, ria tanto que ficava com o corpo leve, livre \u00e0s conting\u00eancias da vida&#8230; Aos poucos, ele vai <em>se despertando<\/em>, tendo o humor como companhia, largou o estranho <em>sueco<\/em> entre os len\u00e7\u00f3is do sonho, bem como o <em>eco<\/em> (ao qual o pensamento poderia querer dar algum sentido), e p\u00f4de constatar que, desde ent\u00e3o, algo havia se <em>desprendido<\/em>,<em> ca\u00eddo<\/em>, o que o levou a outorgar um valor conclusivo a esse sonho.<\/p>\n<p>Por que esse sonho foi conclusivo? 1) Porque, com ele, interrompeu-se uma inclina\u00e7\u00e3o quase obrigat\u00f3ria que ele se colocava: a de dar sempre significa\u00e7\u00f5es a seus sonhos. Isso lhe causava efeitos no corpo, de <em>fastio e de t\u00e9dio<\/em>, que o invadiam ao despertar, pois, depois de sonhar, tentava saber o que queria dizer o sonho sonhado. 2) Segundo ele, porque talvez os sonhos n\u00e3o tenham nenhum destino que se escreva al\u00e9m do corpo que os sonha, ou seja, talvez os sonhos sejam s\u00f3 sonhos, e talvez o despertar s\u00f3 tenha rela\u00e7\u00e3o ao efeito que o sonho pode chegar a ter sobre o corpo, quer dizer, o que o faz rir escreve-se como acontecimento. Para Oscar, o que chamamos \u201cacontecimento de corpo\u201d \u00e9 o \u00edndice mais preciso que anuncia a aus\u00eancia de rela\u00e7\u00e3o sexual, esse umbigo insond\u00e1vel. 3) Para ele, a vida n\u00e3o sonha, ela simplesmente palpita na borda de um furo, que se afasta de qualquer significa\u00e7\u00e3o que se possa dar; tal \u201csonho s\u00f3 pode ser lido sob a \u00e9gide de uma escrita que desloca o campo do ser ao campo da letra\u201d<a href=\"#_ftn22\" name=\"_ftnref22\">[22]<\/a>. E ainda, tal sonho perfura qualquer sentido atrav\u00e9s de um significante sem sentido que cai: <em>sueco<\/em>, <em>su-eco<\/em> (\u201cseu eco\u201d), que paralisa a meton\u00edmia infinita a que at\u00e9 ent\u00e3o se entregara. Em suas palavras: \u201cEnt\u00e3o, nesse litoral, no qual uma letra, por min\u00fascula que seja, tem o efeito de fazer ressoar no corpo uma satisfa\u00e7\u00e3o, bizarra talvez, mas que converte o sujeito mais em um \u2018encontrador\u2019 de letras do que um escravo da meton\u00edmia\u201d.<a href=\"#_ftn23\" name=\"_ftnref23\">[23]<\/a><\/p>\n<p>Penso que, com esse sonho, um corte se operou. Temos o aspecto visual, o acesso \u00e0 imagem de um corpo que cai, que angustia o falasser, mas n\u00e3o o leva a acordar, a cena de todos lhe impedindo de ver quem era, e a voz que ressoa trazendo um significante novo, sem o menor sentido. O despertar traz resson\u00e2ncias no corpo, o riso, sua leveza, o humor, a interrup\u00e7\u00e3o da interpreta\u00e7\u00e3o meton\u00edmica de seus sonhos. Tal como um toro, uma figura de borracha branda e male\u00e1vel que permite ser deformada, at\u00e9 mesmo cortada, mas que mant\u00e9m sua propriedade, pode-se constatar que o falasser passou a \u201cservir-se de seu modo de gozo de outro jeito\u201d,<a href=\"#_ftn24\" name=\"_ftnref24\">[24]<\/a> como Simone Souto trabalha em seu relat\u00f3rio. Segundo Lacan,<a href=\"#_ftn25\" name=\"_ftnref25\">[25]<\/a> \u201cO final de an\u00e1lise \u00e9 quando se encontrou aquilo de que se \u00e9 prisioneiro; [&#8230;] basta que se veja aquilo de que se est\u00e1 prisioneiro. [&#8230;] E o inconsciente \u00e9 a face de Real daquilo em que se est\u00e1 enredado\u201d.<\/p>\n<p>Assim, espero ter levantado pontos a serem desdobrados ao longo da 27\u00aa Jornada da Se\u00e7\u00e3o Minas. Ainda temos muito a avan\u00e7ar e a decifrar sobre o chamado \u201cultim\u00edssimo ensino\u201d de Lacan. V\u00ea-se como Lacan continuou se esfor\u00e7ando por fazer valer n\u00e3o algo de uma \u201cobra\u201d, tampouco uma \u201cteoria\u201d, mas por manter-se fiel a seu <em>ensino<\/em>. Ele n\u00e3o se pensava como autor, mas permanecia como um <em>ensinador<\/em>, aquele que fala para alguns, que, em posi\u00e7\u00e3o de aprendiz, se endere\u00e7am \u00e0 psican\u00e1lise. Acompanhamos tamb\u00e9m o empenho de Miller na labuta de <em>estabelecer<\/em>, passar o que era <em>aud\u00edvel ao leg\u00edvel<\/em> <em>e desenhado<\/em>, para reencontrar o que Lacan quis dizer e n\u00e3o disse, <em>traduzindo<\/em> uma verdadeira arquitetura organizada como superf\u00edcies em torno de um vazio.<a href=\"#_ftn26\" name=\"_ftnref26\">[26]<\/a>[\/vc_column_text][vc_column_text uncode_shortcode_id=&#8221;913408&#8243;]<strong>Notas do autor:<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"#_ftn26\" name=\"_ftnref26\"><\/a><\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> MICHERIF, B. Eixos de trabalho. In: <em>27\u00aa Jornada da EBP-MG<\/em>: Textos de orienta\u00e7\u00e3o. 2024. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.jornadaebpmg.com.br\/2024\/eixos-de-trabalho\/. Acesso em: 01 out. 2024.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> MILLER, J.-A. <em>El <\/em><em>ultim\u00edsimo Lacan<\/em>. Buenos Aires: Paid\u00f3s, 2014. p. 235.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> <em>Idem, ibidem<\/em>, p. 236.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> <em>Idem, ibidem<\/em>, p. 258.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> <em>Idem, ibidem<\/em>, p. 192.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a> FREUD, S. Arruinados pelo \u00eaxito. In: <em>Edi\u00e7\u00e3o Standard das Obras Completas de Sigmund Freud<\/em>. Tradu\u00e7\u00e3o de Jayme Salom\u00e3o. Rio de Janeiro: Imago, Vol. XIV, 2006. (Trabalho original publicado em 1916).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">[7]<\/a> SANTIAGO, A. L. Da vontade de justifica\u00e7\u00e3o \u00e0 repeti\u00e7\u00e3o de gozo. In: <em>27\u00aa Jornada da EBP-MG<\/em>: Textos de orienta\u00e7\u00e3o. 2024. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.jornadaebpmg.com.br\/2024\/da-vontade-de-justificacao-a-repeticao-de-gozo\/. Acesso em: 01 out. 2024.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\">[8]<\/a> LACAN, J. <em>O Semin\u00e1rio, livro 20<\/em>: Mais, ainda. Tradu\u00e7\u00e3o de M. D. Magno. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1985. (Trabalho original proferido em 1972-73). p. 9.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\">[9]<\/a> LACAN, J. <em>Le s\u00e9minaire, livre XXV: <\/em>Le moment de conclure. Li\u00e7\u00e3o de 8 de maio de 1978. (Trabalho in\u00e9dito).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\">[10]<\/a> SANTIAGO, A. L. A mulher-borboleta: o infamiliar prov\u00e9m do Imagin\u00e1rio. In: <em>27\u00aa Jornada da EBP-MG<\/em>: Textos de orienta\u00e7\u00e3o. 2024. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.jornadaebpmg.com.br\/2024\/a-mulher-borboleta\/. Acesso em: 01 out. 2024.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref11\" name=\"_ftn11\">[11]<\/a> MILLER, J-A. <em>Parlament de Montpellier<\/em>. Conversa\u00e7\u00e3o cl\u00ednica em torno do Semin\u00e1rio 23. mai. 2011. (Trabalho in\u00e9dito).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref12\" name=\"_ftn12\">[12]<\/a> LACAN, J. <em>O Semin\u00e1rio, livro 23<\/em>: O sinthoma. Texto estabelecido por Jacques-Alain Miller; tradu\u00e7\u00e3o de S\u00e9rgio Laia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2007. (Trabalho original proferido em 1975-76). p. 47.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref13\" name=\"_ftn13\">[13]<\/a> MICHERIF, B. Eixo 2: A tela do fantasma e a esfolia\u00e7\u00e3o do imagin\u00e1rio. In: <em>27\u00aa Jornada da EBP-MG<\/em>: Eixos de trabalho. 2024. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.jornadaebpmg.com.br\/2024\/eixos-de-trabalho\/#_ftn1. Acesso em: 01 out. 2024.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref14\" name=\"_ftn14\">[14]<\/a> MILLER, J.-A. <em>O ser e o Um. <\/em><em>Li\u00e7\u00e3o<\/em>\u00a0de 03 de fevereiro de 2011. 2011. (Trabalho in\u00e9dito).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref15\" name=\"_ftn15\">[15]<\/a> LACAN, J. <em>O Semin\u00e1rio, livro 14<\/em>: A l\u00f3gica do fantasma. Texto estabelecido por Jacques-Alain Miller; tradu\u00e7\u00e3o de Theresinha N. Meirelles do Padro; vers\u00e3o final de Angelina Harari. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2024. (Trabalho original proferido em 1966-67). p. 354.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref16\" name=\"_ftn16\">[16]<\/a> <em>Idem, ibidem<\/em>, p. 354.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref17\" name=\"_ftn17\">[17]<\/a> LACAN, J. O aturdito. In: <em>Outros Escritos. <\/em>Tradu\u00e7\u00e3o de Vera Ribeiro. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2003. p. 448-500. (Trabalho original proferido em 1972). p. 479.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref18\" name=\"_ftn18\">[18]<\/a> MILLER, J.-A. <em>Del s\u00edntoma al fantasma. Y retorno<\/em>. Texto estabelecido por Silvia Elena Tendlarz. Buenos Aires: Paid\u00f3s, 2018. <strong>p. 16<\/strong><strong>.<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref19\" name=\"_ftn19\">[19]<\/a> PACHECO, L. A tela do fantasma e a esfolia\u00e7\u00e3o do Imagin\u00e1rio. In: <em>27\u00aa Jornada da EBP-MG<\/em>: Textos de orienta\u00e7\u00e3o. 2024. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.jornadaebpmg.com.br\/2024\/a-tela-do-fantasma-e-a-esfoliacao-do-imaginario\/. Acesso em: 01 out. 2024.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref20\" name=\"_ftn20\">[20]<\/a> <strong>MILLER, 2018, <\/strong><strong>p. 16<\/strong><strong>.<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref21\" name=\"_ftn21\">[21]<\/a> VENTURA, O. Sonhar depois do final. <em>Scilicet<\/em>: o sonho \u2013 sua interpreta\u00e7\u00e3o e seu uso no tratamento lacaniano. S\u00e3o Paulo: Escola Brasileira de Psican\u00e1lise, 2020. p. 205.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref22\" name=\"_ftn22\">[22]<\/a> <em>Idem, ibidem<\/em>, p. 206.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref23\" name=\"_ftn23\">[23]<\/a> <em>Idem, ibidem.<\/em><\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref24\" name=\"_ftn24\">[24]<\/a> SOUTO, S. Quando tudo \u00e9 normal, o que se analisa? In: <em>27\u00aa Jornada da EBP-MG<\/em>: Textos de orienta\u00e7\u00e3o. 2024. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.jornadaebpmg.com.br\/2024\/quando-tudo-e-normal-o-que-se-analisa-eixo-3\/. Acesso em: 01 out. 2024.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref25\" name=\"_ftn25\">[25]<\/a> LACAN, J. <em>Le s\u00e9minaire, livre XXV: <\/em>Le moment de conclure. Li\u00e7\u00e3o de 10 de janeiro de 1978. (Trabalho in\u00e9dito).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref26\" name=\"_ftn26\">[26]<\/a> MILLER, J.-A. <em>O ser e o Um. <\/em>Orienta\u00e7\u00e3o lacaniana III, 13. Curso 2011-2012. (Trabalho in\u00e9dito).<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column column_width_percent=&#8221;30&#8243; align_horizontal=&#8221;align_center&#8221; gutter_size=&#8221;3&#8243; overlay_alpha=&#8221;50&#8243; shift_x=&#8221;0&#8243; shift_y=&#8221;0&#8243; shift_y_down=&#8221;0&#8243; z_index=&#8221;0&#8243; align_medium=&#8221;align_center_tablet&#8221; medium_width=&#8221;2&#8243; align_mobile=&#8221;align_center_mobile&#8221; mobile_width=&#8221;6&#8243; width=&#8221;1\/1&#8243; uncode_shortcode_id=&#8221;654255&#8243;][vc_single_image media=&#8221;565&#8243; media_width_percent=&#8221;70&#8243; alignment=&#8221;center&#8221; uncode_shortcode_id=&#8221;208075&#8243; media_link=&#8221;url:https%3A%2F%2Fwww.jornadaebpmg.com.br%2F2024%2Fwp-content%2Fuploads%2F2024%2F11%2FPara-ainda-nao-concluir-Maria-Wilma.pdf|target:_blank&#8221;][vc_custom_heading text_color=&#8221;color-nhtu&#8221; heading_semantic=&#8221;h3&#8243; text_font=&#8221;font-175522&#8243; text_size=&#8221;h4&#8243; uncode_shortcode_id=&#8221;137017&#8243; text_color_type=&#8221;uncode-palette&#8221;]Para baixar o arquivo, abra o PDF em nova aba.[\/vc_custom_heading][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>por Maria Wilma S. de Faria (EBP\/AMP)<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":205,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[23],"tags":[],"class_list":["post-832","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-textos"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.jornadaebpmg.com.br\/2024\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/832","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.jornadaebpmg.com.br\/2024\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.jornadaebpmg.com.br\/2024\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornadaebpmg.com.br\/2024\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornadaebpmg.com.br\/2024\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=832"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/www.jornadaebpmg.com.br\/2024\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/832\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":844,"href":"https:\/\/www.jornadaebpmg.com.br\/2024\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/832\/revisions\/844"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornadaebpmg.com.br\/2024\/wp-json\/wp\/v2\/media\/205"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.jornadaebpmg.com.br\/2024\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=832"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornadaebpmg.com.br\/2024\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=832"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornadaebpmg.com.br\/2024\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=832"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}