texto de orientação
Maria José Gontijo (EBP/AMP)
No Seminário de Abertura da 28ª Jornada da EBP-MG, as coordenadoras Mônica Campos e Maria de Fátima Ferreira indicaram as orientações para a investigação proposta para o tema. Inicio este texto com a questão lançada por Maria de Fátima Ferreira (2026) ao apresentar o eixo “Interpretar”. Ela assinala, seguindo a referência de Jacques-Alain Miller (2003), que o pressuposto para interpretar é a existência de enigmas, enfatizando que a interpretação opera a partir de um enigma. No mesmo texto, Miller acentua que a interpretação é um modo particular, e até mesmo bizarro, de fala (2003, p. 3). Desde Freud, a psicanálise faz um uso diferente da ordem comum da fala, ou seja, a comunicação. Ao extraviar a fala do uso corrente, o enigma da interpretação se coloca.
Hoje, em uma época marcada pela precarização do simbólico, cabe perguntar que lugar resta à interpretação quando o dizer tende a apresentar-se acompanhado de um “direito ao sentido” (MILLER, 1999, p. 53). Se, segundo Miller (1999), a experiência analítica pode operar como um espaço no qual o sujeito pode, por um tempo, “faltar a ser aquilo que […] o identifica” (p. 54), a psicanálise não encontraria, portanto, sua orientação em ratificar as identificações pelas quais um sujeito se apresenta, mas em preservar alguma distância entre o sujeito e aquilo que pretende defini-lo. Como interpretar, então, quando essa distância parece reduzida e a palavra chega menos sob a forma de um enigma do que de uma certeza sobre si?
Tomando como orientação o título da nossa Jornada, Psicanálise: modos de usar, consideramos as diferentes modalidades de interpretação e seus distintos modos de uso, nos diversos contextos em que a prática nos desafia. Há um percurso da interpretação em psicanálise, e ele pode ser colocado nos seguintes termos: inicialmente, a interpretação é usada por Freud para decifrar o sentido inconsciente dos sintomas; já no ultimíssimo ensino de Lacan, a interpretação incide sobre o acontecimento que toca o corpo e se aproxima da leitura. Contudo, mesmo que haja mudanças no modo de interpretar, a interpretação persiste como a ferramenta do analista para operar com a fala do analisante.
Freud e a interpretação: a invenção do inconsciente
Ao conceber o inconsciente como um sistema distinto do consciente, com leis próprias, Freud (1915/1974) elaborou a hipótese, para ele necessária, de relacionar o inconsciente, e suas formações, com o mecanismo do recalque. O sentido recalcado do sintoma pode ser decifrado pela interpretação analítica, a partir da associação livre. Freud usava a lógica da interpretação dos sonhos para interpretar os sintomas. Ou seja, chegar ao conteúdo latente inconsciente, a partir da análise do enigma presente na elaboração onírica. Do mesmo modo que ele se deparou com o umbigo dos sonhos, ele também se deu conta dos restos sintomáticos. No decorrer de sua clínica, Freud defrontou-se com os limites na operação de decifração: os restos sintomáticos que não cediam com a interpretação que visava o sentido. Dessa forma, ele destacou a presença da satisfação persistente nos sintomas.
A interpretação em Lacan: fazer existir o inconsciente
Na seção II do escrito “A direção do tratamento e os princípios de seu poder”, Lacan (1958/1998, p. 598) lança uma pergunta: “Qual é o lugar da interpretação?”. Ele reafirma a importância da interpretação e critica seu desprestígio entre os pós-freudianos. De acordo com ele, as intervenções verbais típicas dos analistas da época – explicações, gratificações, respostas à demanda – não tocavam na função da interpretação para a psicanálise: a decifração das repetições inconscientes. Nesse sentido, acentua o lugar da interpretação como o que permite a abertura ao Outro, diferente das intervenções que fechavam um sentido. Lacan concebe a interpretação como uma operação para fazer o inconsciente existir como linguagem.
Destaco aqui duas observações importantes de Lacan também nesse escrito. A primeira se refere à afirmação de que não irá fornecer as regras da interpretação (LACAN, 1958/1998, p. 601). Ele próprio, posteriormente, destaca os modos de interpretar, a partir das leis da fala e da linguagem. Todavia, não se trata de modelos a serem seguidos: diferente de um sistema de regras, a interpretação se aproxima da arte e se trata de uma invenção do analista diante do dizer do analisante. A segunda se orienta à crítica da prática corrente entre os pós-freudianos de adiar a interpretação até a consolidação da transferência (LACAN, 1958/1998, p. 602). Lacan propõe outra temporalidade e menciona as intervenções de Freud nos casos do Homem dos Ratos e de Dora, que tiveram funções de interpretação, antes da instalação da transferência. Jacques-Alain Miller (1997, p. 255) destacou essa modalidade de interpretação que visa a introdução ao inconsciente e que produz como efeito a retificação subjetiva.
Há diferenças no uso da interpretação no decorrer de uma análise, desde a introdução ao inconsciente até sua conclusão. Nesse percurso, distintos modos de interpretar são usados. As mudanças na interpretação também estão presentes ao longo do ensino de Lacan, devido aos desdobramentos clínicos e epistêmicos de sua obra. À medida que ocorreram transformações na concepção do inconsciente, o modo de interpretar se ampliou.
Patrick Monribot (2023) considera que o alcance da interpretação varia de acordo com o estatuto dado ao inconsciente. Ele ressalta que não se interpreta da mesma forma quando Lacan preconiza o esvaziamento do registro imaginário ou privilegia a ordem simbólica ou se orienta pelo real.
O percurso da interpretação em Lacan
De acordo com Monribot (2023), no início do seu ensino, Lacan estava às voltas com a presença do imaginário que deveria ser simbolizado. Por isso, a interpretação deveria favorecer a emergência da verdade simbólica. Nesse contexto, encontramos nuances dessa operação. Inicialmente, Lacan considerou a operação analítica como a busca da verdade desconhecida da cena traumática (MONRIBOT, 2023, p. 80). O efeito da interpretação era a produção da verdade. Depois, com a distinção entre fala plena e fala vazia, a interpretação passa a ser a validação dos significantes da fala plena, a marcação dos significantes. Nesse contexto, o analista convida o analisante à fala para produzir os significantes que serão validados pela interpretação do analista. Nesse tempo do seu ensino, Lacan estava às voltas com o problema da intersubjetividade e da referência à dialética hegeliana. Quando esta perde o valor em seu ensino e o inconsciente passa a ser concebido a partir do simbólico, a interpretação muda de estatuto.
A prevalência do simbólico demarca um longo período no ensino de Lacan. Nesse tempo, o inconsciente é estruturado pelas figuras de linguagem. O sintoma é pensado pela figura da metáfora e o desejo pela metonímia. Nesse sentido, a interpretação do sintoma visa liberar o desejo aprisionado na representação metafórica. Todavia, Lacan estava advertido de que a interpretação dos sintomas não incide, necessariamente, sobre a satisfação – os restos sintomáticos como se referia Freud. Como consequência, Lacan passa a considerar o fantasma como a base do sintoma e a interpretação tem a função de apontar o objeto, o núcleo de gozo do sintoma. Monribot (2023, p. 83) faz referência à indicação de Lacan da imagem de São João Batista apontando o dedo, no quadro de Leonardo da Vinci. Com isso, Lacan considera que a verdade do sintoma não pode ser dita e a interpretação aponta o ser de gozo, o objeto a.
Nesse tempo do ensino de Lacan, os modos de interpretar se apresentam. Como destaca Monribot (2023), a interpretação tem valor de oráculo e o enigma é o paradigma desse estatuto. Na sequência, destacamos os modos de interpretação indicados por Lacan:
- A pontuação da cadeia significante: opera como ponto de basta do discurso. Invalida uma significação, para fazer destacar outra.
- O corte: ao contrário da pontuação, não faz apelo a outra significação. Interrompe a cadeia significante, com o efeito de suspensão e de perplexidade.
- A alusão: permite escutar nas entrelinhas o que ela não diz. A referência ao dedo de São João Batista diz respeito à alusão.
- A citação: ressoa o que foi dito. Faz eco ao dito do analisante para problematizá-lo ou esvaziá-lo do seu sentido.
- O equívoco: evoca a polissemia da linguagem, mostra a pluralidade de sentidos de uma frase, mesmo que não seja aberta a todos os sentidos. O que se busca, ao desvelar o excesso de sentidos, é o sem sentido, o objeto fora do sentido.
Lacan, em “O Aturdito” (1972/2003), refere-se a três formas do equívoco na interpretação: o homofônico, o gramatical ou o lógico. Em seu texto, Monribot (2023) traz exemplos de sua clínica para exemplificá-los.
Em relação ao equívoco homofônico, Monribot (2023) apresenta a vinheta de uma paciente que chega ao tratamento queixando-se do filho psicótico que seria institucionalizado. Ela é obesa, com um quadro de bulimia do qual não se queixa. Em uma situação de cólera, ao saber que o analista era pai, diz: “você me dá desgosto” (vous me dégoûtez), na sequência, ela engravida de um homem que tem o mesmo nome do analista. O analista vê a gravidez como um acting-out e o interpreta como ter um filho daquele que lhe dá desgosto. Após a interpretação, ela tem um sonho: está na banheira e constata que se esvai como a água do banho, como se diz em relação aos bebês. Na associação, o bebê dejeto também é ela, que vai em direção à boca do esgoto (égout). A interpretação “boca de esgoto – desgosto” toca o objeto dejeto e o desgosto experimentado com a bulimia, localizando o objeto oral como causa.
Um exemplo de equívoco gramatical é apresentado por Monribot (2023, p. 87) em relação a uma paciente que nunca lhe falara sobre seu sintoma anoréxico. Ela pede uma sessão angustiada com uma entrevista para admissão em um emprego. Na sessão, ela repete: “o oral me angustia”. Monribot lhe diz: “o oral me angustia… eis o que foi bem dito”. Trata-se de uma citação e de um equívoco gramatical. Na sequência ela faz um sonho. Com a interpretação, o objeto causa surgiu, permitindo a análise de sua anorexia.
No equívoco lógico apresentado por Monribot (2023, p. 89), uma paciente se queixa do abandono do pai: “ele partiu sem dizer até a vista!” Ao cortar a sessão, Monribot lhe diz: “até a vista!”. Na sessão seguinte, ao chegar à análise, a paciente lhe diz: “até a vista”. Imediatamente, ele a conduz à saída. O equívoco lógico está na dimensão do espaço e do tempo: ela sai antes de entrar e o fim da sessão coincide com o início. A interpretação destaca o objeto olhar.
Três tempos no ensino de Lacan anunciam a mudança de perspectiva da interpretação em direção ao real, de acordo com Monribot. O Seminário 7, A ética da psicanálise, com o conceito de Das Ding, quando a noção de gozo é colocada em relevo. O Seminário 10, A angústia, ao acentuar o objeto a como o que se aponta na interpretação. O Seminário 23, O sinthoma, com a noção de sinthoma, no qual Lacan retira a dimensão de metáfora, até então concernida ao sintoma. O sinthoma faz o enodamento do real, do simbólico e do imaginário e essa mudança tem consequências na concepção de interpretação.
Em seu Curso Sutilezas analíticas, Jacques-Alain Miller (2011) afirma que a manipulação dos nós levou Lacan a buscar outra forma de operar, distinta da interpretação. Pode-se mesmo considerar a existência de um declínio da interpretação com a perspectiva borromeana. Na lição “Clínica del sinthome”, ele assinala que, com o sinthoma, Lacan deixou de buscar o gozo pela lógica do mais-além, função da interpretação. Considerando que o sinthoma é gozo, o modo de gozar singular presente no sinthoma passa a ser considerado irredutível. Miller considera que o analista na clínica do sinthoma é um sujeito que se deu conta do seu modo de gozo e se deparou com o fora de sentido do gozo. Portanto, na clínica dos nós, o sinthoma introduz um irredutível e isso tem como consequência uma queda na interpretação. Mas Lacan a retoma no Seminário seguinte, como veremos adiante.
Em seu Curso El ultimísimo Lacan, Miller (2014) considerará que o Seminário 24, L’insu que sait de l’une-bévue s’aille à mourre, e o Seminário 25, Le moment de conclure, constituem o derradeiro ensino de Lacan. No ultimíssimo ensino, a concepção de inconsciente se modifica, e a importância da interpretação é retomada. Ao longo desse Curso, Miller localiza o percurso de Lacan a partir da clínica do sinthoma, concluindo com a interpretação como furo, tendo como referência o toro, em seus dois últimos Seminários.
Na primeira lição do Curso, intitulada “El esp de un laps”, Miller (2014) destaca uma frase de Lacan (1976/2003, p. 567) encontrada nos Outros Escritos: “Quando o esp de um laps – ou seja, visto que só escrevo em francês, o espaço de um lapso – já não tem nenhum impacto de sentido (ou interpretação), só então temos certeza de estar no inconsciente”. Miller observa uma disjunção entre inconsciente e interpretação. Ele assinala que, com essa frase, Lacan ataca o estabelecimento do inconsciente transferencial pela operação analítica na cadeia significante e assinala seu interesse no inconsciente real, exterior à máquina significante.
Na lição XV do mesmo Curso, Miller (2014) destaca que o real não fala e acentua as consequências dessa definição. Primeiramente, uma mudança de perspectiva no inconsciente – da palavra ao escrito – e, também, a colocação em evidência do corpo. Lacan nomeia o inconsciente como falasser, incluindo o corpo. No Seminário 25, Lacan retoma sua preocupação com a prática analítica e, por conseguinte, com a interpretação. Ele aproxima a interpretação da magia e assinala sua eficácia em alcançar o real do gozo. Nesse sentido, a prática analítica revela o duplo efeito da interpretação: a ressonância e o furo. Nisso reside o equívoco da interpretação, tão caro a Lacan.
A incidência da interpretação como furo é especialmente fundamental, sobretudo, mas não somente, ao final de uma análise. Catherine Lacaze-Paule (2026), em seu testemunho de passe, marca essa incidência rumo ao final de sua análise. Em uma sessão de análise, ela relata ter perdido o celular, objeto que era sua “menina dos olhos”. O analista interpreta com uma pantomina: um olhar vazio. Ele demarca um furo, mas ela negligencia essa interpretação. O efeito, nesse momento, é destacar sua posição de “ser a menina dos olhos” para os outros. O que permitiu o final da sua análise foi o esvaziamento da sua crença nos poderes da palavra, a partir de um sonho com as letras MAJ, onde se lê “mago”, um anagrama das iniciais do nome do seu analista. Ela, então, se dá conta da sua busca pelo olhar do analista. É nesse momento que a interpretação do olhar vazio tem seu efeito.
Miller (2014) acentua que a interpretação produz espanto, surpresa ou um efeito de fulguração. De acordo com ele, o importante não é o sentido, mas o resíduo, o não-todo, o furo, e a interpretação vale pelo efeito que produz.
O valor de intrusão da interpretação
A interpretação acontece no instante em que acontece. Ao interpretar, o analista toca no que é ímpar de cada um (MILLER, 2003). Miller (2014, p. 171) acentua que a interpretação vale uma vez, quando ela opera – e ela tem valor de uso. A interpretação não tem valor de troca, pois não vale para o Outro.
Assim, voltamos à questão lançada no início deste texto: como podemos ainda recolher a atualidade da interpretação? Distinguir a interpretação das outras práticas contemporâneas de escuta torna-se crucial. A palavra toca o corpo; esse é o ponto essencial. As práticas de escuta, presentes em diferentes tradições ou discursos contemporâneos, tendem a sustentar um direito de ser escutado sem ser interpretado, isto é, sem que se coloque a pergunta: “o que isso quer dizer?”. De acordo com Miller, a orientação lacaniana se opõe a essa diluição da psicanálise em um simples espaço de acolhimento, como pretendem as práticas ou terapias da escuta.
A interpretação, ao contrário, funda o inconsciente. Ela abre o lapso, faz vacilar a identificação, introduz um efeito de separação. Seu alcance é, portanto, também político. Jésus Santiago (2025) acentua esse caráter em seu texto “A política da psicanálise é a interpretação”, destacando a irredutibilidade da separação entre sujeito do enunciado e sujeito da enunciação para a psicanálise lacaniana.
Em um tempo marcado pela afirmação “eu sou o que digo que sou”, a desautorização da interpretação reduz o espaço para o inconsciente e para a surpresa. Ao interpretar, o analista se intromete nos significantes do analisante e a interpretação encontra seu lugar de intrusão, visando um modo novo do significante.
Referências
FERREIRA, M. de F. Eixos. Boletim Artefato, 28ª Jornada da EBP-MG. Disponível em: https://www.jornadaebpmg.com.br/2026/eixos/ Acesso em 10 set. 2026.
FREUD, S. O inconsciente. In: Edição Standard Brasileira das Obras Completas de Sigmund Freud. Tradução de Jayme Salomão. Rio de Janeiro: Imago, Vol. XIV, 1974, p. 185-245. (Trabalho original publicado em 1915).
LACAN, J. A direção do tratamento e os princípios de seu poder. In: Escritos. Tradução de Vera Ribeiro. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1998, p. 591-652. (Trabalho original publicado em 1958).
LACAN, J. O aturdito. In: Outros escritos. Tradução de Vera Ribeiro. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2003, p. 448-497. (Trabalho original proferido em 1972).
LACAN, J. Prefácio à edição inglesa do Seminário 11. In: Outros escritos. Tradução de Vera Ribeiro. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2003, p. 567-569. (Trabalho original publicado em 1976).
LACAZE-PAULE, C. Ça vibre… In: Le témoignage et son Making of. Paris: Le Champ Freudien Éditeur, 2026.
MILLER, J.-A. O método psicanalítico. In: Lacan Elucidado: palestras no Brasil. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1997, p. 219-284.
MILLER, J.-A. As contraindicações ao tratamento psicanalítico. Opção Lacaniana, n. 25, p. 52-55, 1999.
MILLER, J.-A. Vous avez dit bizarre? Quarto – Révue de Psychanalyse, n. 78, p. 3-15, fev. 2003.
MILLER, J.-A. Sutilezas analíticas. Los cursos psicoanalíticos de Jacques-Alain Miller. Buenos Aires: Paidós, 2011.
MILLER, J.-A. El ultimísimo Lacan. Los cursos psicoanalíticos de Jacques-Alain Miller. Tradução de Stéphane Verley. Buenos Aires: Paidós, 2014.
MONRIBOT, P. A interpretação lacaniana do sintoma. Correio – Revista da Escola Brasileira de Psicanálise, n. 89, p. 78-99, 2023.
SANTIAGO, J. A política da psicanálise é a interpretação. In: ONYSZKIEWICZ, M. M. S. (Org.). 30: o Um e o múltiplo da EBP. São Paulo: Escola Brasileira de Psicanálise, 2025, p. 150-153.
Notas
[1] Texto apresentado no Seminário Preparatório para a 28ª Jornada da EBP-MG, Psicanálise: modos de usar, em setembro de 2026.
[2] Relatório do cartel do Eixo 3 da 28ª Jornada da EBP-MG, composto por: Cristina Vidigal, Fernanda Costa, Heloísa Bedê, Lilany Pacheco, Mônica Campos, Ram Mandil e Maria José Gontijo (Mais-Um).

