{"id":422,"date":"2026-05-04T11:34:45","date_gmt":"2026-05-04T11:34:45","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornadaebpmg.com.br\/2026\/?post_type=portfolio&#038;p=422"},"modified":"2026-05-05T18:40:35","modified_gmt":"2026-05-05T18:40:35","slug":"argumento","status":"publish","type":"portfolio","link":"https:\/\/www.jornadaebpmg.com.br\/2026\/portfolio\/argumento\/","title":{"rendered":"Psican\u00e1lise: modos de usar<\/br>Argumento"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row][vc_column column_width_percent=&#8221;100&#8243; gutter_size=&#8221;2&#8243; overlay_alpha=&#8221;50&#8243; shift_x=&#8221;0&#8243; shift_y=&#8221;0&#8243; shift_y_down=&#8221;0&#8243; z_index=&#8221;0&#8243; medium_width=&#8221;0&#8243; mobile_width=&#8221;0&#8243; width=&#8221;1\/1&#8243; uncode_shortcode_id=&#8221;207413&#8243;][vc_custom_heading text_color=&#8221;accent&#8221; text_font=&#8221;font-175661&#8243; text_size=&#8221;h4&#8243; uncode_shortcode_id=&#8221;173075&#8243; text_color_type=&#8221;uncode-palette&#8221;]b\u00fassola[\/vc_custom_heading][vc_empty_space empty_h=&#8221;1&#8243;][vc_custom_heading text_color=&#8221;color-jevc&#8221; text_font=&#8221;font-175661&#8243; uncode_shortcode_id=&#8221;800413&#8243; text_color_type=&#8221;uncode-palette&#8221;]Psican\u00e1lise: modos de usar[\/vc_custom_heading][vc_custom_heading text_color=&#8221;color-jevc&#8221; heading_semantic=&#8221;h3&#8243; text_font=&#8221;font-175661&#8243; text_size=&#8221;h3&#8243; uncode_shortcode_id=&#8221;671901&#8243; text_color_type=&#8221;uncode-palette&#8221;]Argumento[\/vc_custom_heading][vc_column_text uncode_shortcode_id=&#8221;142114&#8243;]<strong>M\u00f4nica Campos Silva (EBP\/AMP)<\/strong><br \/>\nCoordenadora da 28\u00aa Jornada da EBP-MG<\/p>\n<blockquote><p>\u201cPor nossa posi\u00e7\u00e3o de sujeito, sempre somos respons\u00e1veis.\u201d (LACAN, 1966\/1998, p. 873)<\/p><\/blockquote>\n<p>Gostaria de come\u00e7ar o argumento de nossa Jornada com uma pergunta de \u00c9ric Laurent (1984, p. 7, tradu\u00e7\u00e3o nossa): \u201cpor que reler um texto de 1958?\u201d. Ele nos responde: \u201cesta releitura testemunha o classismo de Lacan [&#8230;] um texto da atualidade, seguindo assim at\u00e9 os dias de hoje\u201d.<\/p>\n<p>Em \u201cA dire\u00e7\u00e3o do tratamento e os princ\u00edpios de seu poder\u201d Lacan estabelece formula\u00e7\u00f5es cl\u00e1ssicas sobre o tratamento psicanal\u00edtico e aborda as transforma\u00e7\u00f5es no que se refere \u00e0 psican\u00e1lise, dando sua orienta\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. Nesse escrito, de 1958, ele apresenta a quest\u00e3o de como o analista conduzir\u00e1 seu of\u00edcio para que o analisante alcance um fim digno para o tratamento.<\/p>\n<p>Quem analisa hoje? O que analisa? Como analisa? \u00c0s voltas com essas quest\u00f5es \u00e9 que Lacan, ent\u00e3o, escreve o referido texto. \u00c9 a sua forma de poder lan\u00e7ar luz \u00e0quele momento em torno da psican\u00e1lise, bem como \u00e0 sua pr\u00f3pria posi\u00e7\u00e3o ao modo como esta vinha sendo conduzida. Lacan nota o desvio da a\u00e7\u00e3o anal\u00edtica e decide \u201cn\u00e3o se submeter ao poder na psican\u00e1lise para defender a verdade da experi\u00eancia anal\u00edtica\u201d (MILLER, 2009, p. 185, tradu\u00e7\u00e3o nossa). Ele ir\u00e1 se posicionar frente ao que chama de \u201creeduca\u00e7\u00e3o emocional do paciente\u201d e \u00e0 psicologia do ego, nomeando essa condu\u00e7\u00e3o como impostura e antifreudiana (LACAN, 1958\/1998). Ele \u00e9 radical ao assinalar que a contratransfer\u00eancia n\u00e3o deve ser usada como vetor para guiar o tratamento, evidenciando a dissimetria das posi\u00e7\u00f5es de responsabilidade do analista e do analisante.<\/p>\n<p>Atrav\u00e9s de tr\u00eas designa\u00e7\u00f5es \u2013 a pol\u00edtica da an\u00e1lise, sua estrat\u00e9gia e sua t\u00e1tica (termos de guerra) \u2013, Lacan interroga o exerc\u00edcio da psican\u00e1lise e busca reformular a pr\u00f3pria pr\u00e1tica, e n\u00e3o apenas a doutrina que est\u00e1 sendo postulada pelos analistas da \u00e9poca. De fundo, temos sua cr\u00edtica \u00e0 IPA, que demonstrava, em 1958, j\u00e1 considerar a obra freudiana obsoleta, se gabando de ir al\u00e9m da doutrina de Freud. Lacan questiona, ent\u00e3o: como \u00e9 poss\u00edvel ir al\u00e9m de uma doutrina que se ignora? Segundo Laurent (1984, p. 7, tradu\u00e7\u00e3o nossa), parafraseando a ci\u00eancia, \u201cuma ci\u00eancia que vacila e esquece seu fundador \u00e9 uma ci\u00eancia perdida\u201d. Lacan, por sua vez, intitula seu trabalho, naquele momento, de \u201cretorno a Freud\u201d.<\/p>\n<p>Patrick Monribot (2014, p. 2, tradu\u00e7\u00e3o nossa), em sua leitura sobre o escrito de Lacan de 1958, demonstra que h\u00e1 uma discord\u00e2ncia entre a teoria e a pr\u00e1tica, sendo necess\u00e1ria uma pr\u00e1xis em que a \u201cpr\u00e1tica alimenta uma doutrina que nunca cessa de ser escrita\u201d. Segundo esse autor, \u00e9 preciso inventar para responder aos fragmentos de realidade que emergem no tratamento.<\/p>\n<p>Como defender o tratamento como experi\u00eancia do real? \u00c9 um desafio encontrado por Lacan j\u00e1 naquela \u00e9poca. Para ele, em vez da impot\u00eancia covarde, um enfrentamento do imposs\u00edvel, sem o \u201cuso do poder\u201d para encobrir a impot\u00eancia, se faz indispens\u00e1vel.<\/p>\n<p>Associados \u00e0 t\u00e1tica, \u00e0 estrat\u00e9gia e \u00e0 pol\u00edtica, Lacan aborda, ent\u00e3o, tr\u00eas termos com os quais ele se op\u00f5e \u00e0 pretensa ortodoxia da IPA: respectivamente interpreta\u00e7\u00e3o, transfer\u00eancia e a rela\u00e7\u00e3o do ser. Para tal, e na responsabiliza\u00e7\u00e3o pelo seu of\u00edcio, Lacan colocar\u00e1 que o analista paga:<\/p>\n<p>Primeiro, com a palavra, que se refere \u00e0 interpreta\u00e7\u00e3o, sendo esta \u00faltima alcan\u00e7ada de duas maneiras: em palavras e em ato. Em ambos os casos, a condi\u00e7\u00e3o seria deixar de lado todo pensamento e ju\u00edzo pessoal, mesmo o mais \u00edntimo, sendo esse o alto pre\u00e7o a pagar.<\/p>\n<p>Segundo, com sua pessoa, pois o analista acolhe a transfer\u00eancia, sendo sua presen\u00e7a a implica\u00e7\u00e3o de uma escuta, sustentando a demanda. Este momento inclui o amor do analisante ao analista e o ato deste \u00faltimo.<\/p>\n<p>Terceiro, com o seu ser, visando o desejo do analista, em seu julgamento mais \u00edntimo, como algo que est\u00e1 em jogo na condu\u00e7\u00e3o de uma an\u00e1lise. O analista est\u00e1 envolvido no tratamento pelo que diz e faz, e n\u00e3o pelo que \u00e9, ou seja, ajustado \u00e0 sua pr\u00f3pria falta-a-ser, o que significaria a subjetiva\u00e7\u00e3o de sua pr\u00f3pria castra\u00e7\u00e3o, assumida pelo analista em seu final de an\u00e1lise. De tal modo que, com a falta-a-ser, Lacan p\u00f5e um limite ao poder e \u00e0 paix\u00e3o do analista.<\/p>\n<p>Estabelecida essa dire\u00e7\u00e3o, Lacan indica que o analista goza, depois dos tr\u00eas pagamentos, da liberdade de interpreta\u00e7\u00e3o. Lembrando que a interpreta\u00e7\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 aberta a todos os sentidos, pois ela visa o \u201ccerne do ser\u201d. Vale ainda ressaltar que Lacan opor\u00e1 a interpreta\u00e7\u00e3o sob transfer\u00eancia ao desejo de interpretar a transfer\u00eancia, podendo a interpreta\u00e7\u00e3o induzir a transfer\u00eancia. A interpreta\u00e7\u00e3o \u00e9 livre, a transfer\u00eancia n\u00e3o \u00e9 livre.<\/p>\n<p>No mesmo sentido, como uma quest\u00e3o \u00e9tica, como aquilo em que devemos nos apoiar, Lacan marcar\u00e1 que o analista dirige o tratamento, mas n\u00e3o o analisante e sua vida. O analista n\u00e3o atua como um guia moral, devendo agir para produzir uma a\u00e7\u00e3o no \u201ccerne do ser\u201d, no \u201ccora\u00e7\u00e3o do ser\u201d, ou seja, atingir a parte pulsional do ser do analisante, a parte que divide o sujeito. \u201cO desejo do analista [&#8230;] fundamentado na inexist\u00eancia do Outro, \u00e9 o desejo de \u2018obter a diferen\u00e7a absoluta\u2019 [LACAN, 1964\/1988], um desejo de descompletar\u201d (ESQU\u00c9, 2025, p. 5, tradu\u00e7\u00e3o nossa), estando a dimens\u00e3o de real presente no que visa o tratamento anal\u00edtico.<\/p>\n<p>Sabemos que, desde Freud em seus Escritos T\u00e9cnicos (1911-1915), muitos impasses j\u00e1 est\u00e3o presentes. Perguntamo-nos, ent\u00e3o, a partir do momento biogr\u00e1fico e de seus efeitos pol\u00edticos da d\u00e9cada de 1950 at\u00e9 meados de 1960, o que se renovou para a psican\u00e1lise, tamb\u00e9m em rela\u00e7\u00e3o ao psicanalista, \u00e0 sua pr\u00e1tica e aos problemas que a psican\u00e1lise hoje em dia enfrenta (MILLER, 2023, p. 18, tradu\u00e7\u00e3o nossa). Percebemos que muitas quest\u00f5es se renovam no que se refere \u00e0 dire\u00e7\u00e3o do tratamento e como orientar-se na cl\u00ednica. Contudo, nos diz Miller (2009, p. 186, tradu\u00e7\u00e3o nossa), \u201cos princ\u00edpios de seu poder\u201d \u2013 segunda parte do t\u00edtulo do escrito de Lacan \u2013 visam essencialmente a quest\u00e3o \u00e9tica, o estatuto do ser. Esse ponto \u00e9tico amarra toda a obra de Lacan.<\/p>\n<p>Ao longo de seu ensino, Lacan avan\u00e7a em sua concep\u00e7\u00e3o de analista. A partir do Semin\u00e1rio sobre a ang\u00fastia (LACAN, 1962-63\/2005), ele introduz o objeto como causa de desejo, possibilitando que um analista venha ocupar esse lugar, ou seja, o analista como objeto <em>a<\/em>, um objeto encarnado pelo analista para o analisante \u2013 como semblante do objeto <em>a<\/em>. O analista n\u00e3o opera no tratamento como sujeito do inconsciente, e sim enquanto objeto. Outro salto na obra lacaniana \u00e9 o conceito de gozo, que permite, na experi\u00eancia, ir mais al\u00e9m do simb\u00f3lico e seu resto, confrontando a dimens\u00e3o real do fim de uma an\u00e1lise.<\/p>\n<p>Frente ao percurso do ensino de Lacan e \u00e0s modifica\u00e7\u00f5es que a \u00e9poca exige, como podemos interrogar e enodar os tr\u00eas termos que ele utiliza em \u201cA dire\u00e7\u00e3o do tratamento\u201d em sua dimens\u00e3o cl\u00ednica?<\/p>\n<p>A <strong>interpreta\u00e7\u00e3o<\/strong>: qual \u00e9 sua visada quando se dirige ao inconsciente real? Sabemos que seu trabalho \u00e9 perturbar, abalar a defesa contra o real, tendo a \u00e9tica do bem-dizer \u2013 a palavra justa que pode desfazer uma identifica\u00e7\u00e3o desconhecida ou nomear um gozo obscuro \u2013 como sua t\u00e1tica, operando no particular e contando com a conting\u00eancia.<\/p>\n<p>O que comporta a<strong> transfer\u00eancia<\/strong> hoje, no tempo da queda do sujeito suposto saber? Em um tempo em que n\u00e3o h\u00e1 um endere\u00e7amento ao Outro, evidenciando muta\u00e7\u00f5es da\/na transfer\u00eancia, a estrat\u00e9gia seria a transfer\u00eancia poss\u00edvel. Entretanto, com quem se joga a partida? Miller toma a teoria do parceiro, o analista como parceiro-sintoma. No ato psicanal\u00edtico, a interpreta\u00e7\u00e3o depende da transfer\u00eancia e da conting\u00eancia.<\/p>\n<p>Qual a<strong> pol\u00edtica<\/strong> do tratamento hoje? Em um tempo em que h\u00e1 o recha\u00e7o do inconsciente, quando um sujeito n\u00e3o acredita, repete e n\u00e3o quer saber, fixado em seu gozo aut\u00edstico, ou seja, quer tratar o sintoma, parar de sofrer sem se responsabilizar, como conduzir? Como operar com o inconsciente que desaparece nos tempos atuais? Temos ainda, como desafios de uma pol\u00edtica que leve em considera\u00e7\u00e3o a \u00e9tica da psican\u00e1lise, os movimentos identificat\u00f3rios, a intelig\u00eancia artificial, entre outros. Nessa medida, \u201cenquanto a opera\u00e7\u00e3o anal\u00edtica da interpreta\u00e7\u00e3o concerne \u00e0 ordem t\u00e1tica, o ato se enoda \u00e0 estrat\u00e9gia pelo lado da transfer\u00eancia, mas sobretudo \u00e0 pol\u00edtica\u201d (ESQU\u00c9, 2025, p. 3, tradu\u00e7\u00e3o nossa), que, ao visar o fim do tratamento, aponta para o real.<\/p>\n<p>O analista \u00e9 convocado pelo contempor\u00e2neo, pelo tempo das reivindica\u00e7\u00f5es generalizadas, bem como pelo tempo da multiplicidade de objetos. Sustentar o tratamento hoje, sustentar a regra psicanal\u00edtica, ou seja, a associa\u00e7\u00e3o livre \u00e0 qual o analisando \u00e9 convidado, coloca-se como uma provoca\u00e7\u00e3o, inclusive por sabermos que \u00e9 uma associa\u00e7\u00e3o n\u00e3o t\u00e3o livre, sendo um \u201ctrabalho for\u00e7ado de um discurso sem escapat\u00f3ria\u201d (LACAN, 1953\/1998, p. 249). Por isso, a enuncia\u00e7\u00e3o do analista est\u00e1 em jogo desde o in\u00edcio, e isso n\u00e3o \u00e9 sem consequ\u00eancias para o analisante. O alcance do desejo do analista j\u00e1 est\u00e1 presente nesse momento inaugural, pois<\/p>\n<blockquote><p>\u00e9 justamente porque o analista se abst\u00e9m de exercer esse poder que, na cura, ir\u00e3o se desdobrar \u2013 pela via da associa\u00e7\u00e3o livre do analisando \u2013 outros poderes, que s\u00e3o pr\u00f3prios da experi\u00eancia anal\u00edtica, o que permitir\u00e1 dar curso \u00e0 repeti\u00e7\u00e3o, ao fantasma, \u00e0 puls\u00e3o. (ESQU\u00c9, 2025, p. 3, tradu\u00e7\u00e3o nossa)<\/p><\/blockquote>\n<p>Em nossa \u00e9poca, \u00e9 preciso pensarmos a pol\u00edtica pelo Outro que n\u00e3o existe, pelo real e a inexist\u00eancia da rela\u00e7\u00e3o sexual. Segundo Miller (2017, p. 99), \u201ca via do real corresponde ao momento em que Lacan se apercebe que o ser falante n\u00e3o pode advir completamente na fala e que na via do simb\u00f3lico ele encontrar\u00e1 sempre um resto\u201d. \u00c9 por essa abertura que Lacan desenvolve a via do psicanalista como via do real, formulando o fim da an\u00e1lise como outra coisa que n\u00e3o uma subjetiva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Quando tratamos da pol\u00edtica da psican\u00e1lise, somos levados \u00e0 descoberta de Freud que Miller (2023, p. 11, tradu\u00e7\u00e3o nossa) diz ter feito \u201cfuro no universal\u201d. Por sua vez, em seu ensino, Lacan busca dar uma resposta a esse furo ou traumatismo. Se, cito Miller (2025, p. 13), \u201ca obra freudiana valeu a psican\u00e1lise, dando-lhe sua exist\u00eancia, o respeito, a considera\u00e7\u00e3o e a confian\u00e7a, [&#8230;] o discurso de Lacan manteve aberto esse espa\u00e7o\u201d, que foi largamente ampliado. Para Miller (2025, p. 23), ao fazer furo no universal, \u201ca via da psican\u00e1lise visa substituir a vontade de gozo e a vontade moral \u2013 equivalentes para Lacan \u2013 pelo desejo do analista\u201d, e, de tal modo, sustentando sua pol\u00edtica e para que possa continuar existi\u00adndo, \u201ca psican\u00e1lise precisa em nossa atualidade de psicanalistas capazes de jogar a partida com a ci\u00eancia e com a civiliza\u00e7\u00e3o capitalista\u201d.<\/p>\n<p>Como podemos estabelecer os modos de usar a psican\u00e1lise? Em seu Semin\u00e1rio intitulado <em>O ato psicanal\u00edtico<\/em>, Lacan (1967-68\/2025, p. 185) aponta que a psican\u00e1lise<\/p>\n<blockquote><p>se pratica com um psicanalista, ou seja, \u00e9 com um psicanalista que a psican\u00e1lise entra no que est\u00e1 em quest\u00e3o, o inconsciente. [&#8230;] ir ao campo do inconsciente \u00e9 encontrar o efeito de linguagem&#8230; efeito esse que pode ser isolado do sujeito, apontando que h\u00e1 saber \u2013 saber encarnado sem que o sujeito que sustenta o discurso esteja consciente disso. [&#8230;] Isto \u00e9, o sujeito s\u00f3 se constitui como dividido, e, o que se refere ao saber permanece sempre como res\u00edduo.<\/p><\/blockquote>\n<p>Logo, como ponto de partida para o nosso trabalho, temos o analista e seus impasses hoje. Se, naquela \u00e9poca, o foco eram as quest\u00f5es pol\u00edticas e seu of\u00edcio, cabe-nos interrogar sobre a psican\u00e1lise e seus modos de usar hoje. Qual a melhor forma de usar a psican\u00e1lise?<\/p>\n<p>Nesse sentido, nossa investiga\u00e7\u00e3o se dirige tamb\u00e9m \u00e0 demanda de an\u00e1lise na atualidade, ao pedido de tratamento e suas repercuss\u00f5es, sendo o come\u00e7o de uma an\u00e1lise um ato. \u00c9 o que Lacan (1967-68\/2025, p. 79) nos dir\u00e1: \u201co ato \u00e9 um verdadeiro come\u00e7o\u201d. E pergunta: \u201ccome\u00e7ar uma an\u00e1lise \u00e9 ou n\u00e3o um ato?\u201d; respondendo: \u201cCertamente que sim!\u201d (LACAN, 1967-68\/2025, p. 86).<\/p>\n<p>Para nos orientar, a Comiss\u00e3o Cient\u00edfica \u2013 composta por Elisa Alvarenga, Ludmilla Feres Faria, Lu\u00eds Couto, Maria de F\u00e1tima Ferreira, Maria Jos\u00e9 Gontijo, M\u00f4nica Campos Silva, Ram Mandil e S\u00e9rgio Laia \u2013 pensou a Jornada e seu t\u00edtulo e organizou os tr\u00eas eixos que contemplam os modos de usar a psican\u00e1lise:<\/p>\n<p><strong>Separar<\/strong>: Como operar a separa\u00e7\u00e3o? Separar de qu\u00ea? Como operar de modo a encontrar uma melhor solu\u00e7\u00e3o para o sujeito?<\/p>\n<p><strong>Fazer par<\/strong>:\u00a0 Temos a transfer\u00eancia e o parceiro sintoma. De que lugar o analista entra na transfer\u00eancia hoje? Como est\u00e1 a transfer\u00eancia na \u00e9poca do Um sozinho? Frente aos modos de viver a puls\u00e3o e a pluralidade de se colocar o inconsciente, como transformar a demanda de an\u00e1lise em pedido de entrada em an\u00e1lise?<\/p>\n<p><strong>Interpretar<\/strong>: Lacan, em seu ensino, trata a interpreta\u00e7\u00e3o principalmente pela palavra e pelo ato, n\u00e3o havendo para ela uma regra universal. Assim sendo, no mundo em que h\u00e1 certo descr\u00e9dito da interpreta\u00e7\u00e3o e em que a palavra vira nada, como criar o efeito de interpreta\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>\u00c9 poss\u00edvel concluir que a pol\u00edtica perpassa todos os eixos, nos levando a alguns questionamentos: em nosso momento, o que \u00e9 saber usar a psican\u00e1lise? O que \u00e9 um analista orientado pelo real? Atualmente temos na cl\u00ednica um enrijecimento do <em>eu sou o que digo que sou<\/em>; como o psicanalista ir\u00e1 encontrar seu lugar nessa conjuntura? (LACAN, 1967-68\/2025, p. 82).<\/p>\n<p>Em seu \u00faltimo ensino, Lacan nos sinaliza com uma certa pragm\u00e1tica, ou seja, com os modos de usar a psican\u00e1lise. N\u00e3o se tem mais a dire\u00e7\u00e3o do tratamento, mas um uso que se pode fazer, sem que se abandone a \u00e9tica. Para cada caso, assim, \u00e9 um uso que se pode fazer da psican\u00e1lise.<\/p>\n<p>Gostaria de trazer aqui um ponto que me parece crucial em nosso tempo, o advento da IA \u2013 intelig\u00eancia artificial. N\u00e3o podemos deixar de nos perguntar os efeitos em nossa cl\u00ednica, na medida em que essa tecnologia pode simular algo de uma escuta, fazendo-se de interlocutor, forjando consultas e conversas, bem como uma certa suposi\u00e7\u00e3o de saber. Que tipo de par \u00e9 constitu\u00eddo nesses casos? Na era do Chat GPT e de outros tantos dispositivos, como perceber a leitura da experi\u00eancia? Como o analista pode entrar? \u00c9 fato que as pessoas querem falar e que buscam algu\u00e9m para escutar. E, por isso mesmo, a palavra tem a ver com a experi\u00eancia anal\u00edtica.<\/p>\n<p>A partir desse argumento, temos como trabalho pensar o analista, bem como os modos de usar a psican\u00e1lise, tamb\u00e9m pelo analisante. Cito Miller (1999, p. 55) em \u201cAs contraindica\u00e7\u00f5es ao tratamento psicanal\u00edtico\u201d:<\/p>\n<blockquote><p>Freud inventou um tipo in\u00e9dito de sujeito formado, sem d\u00favidas, para interpretar o inconsciente e sustentar a transfer\u00eancia, mas, igualmente, por esta via mesmo, feito para suportar o automatismo de repeti\u00e7\u00e3o e encarnar o objeto da puls\u00e3o. Este objeto-psicanalista \u00e9, doravante, dispon\u00edvel \u2013 dispon\u00edvel no mercado como se diz \u2013 e se presta a usos muito distintos daquele que fora concebido sob o termo de \u201cpsican\u00e1lise pura\u201d. A \u201cpsican\u00e1lise pura\u201d n\u00e3o \u00e9, assim, mais do que um dos usos aos quais o psicanalista se presta. \u00c9 a nova cara da indica\u00e7\u00e3o \u00e0 an\u00e1lise. [&#8230;] O objeto-psicanalista \u00e9 espantosamente vers\u00e1til, dispon\u00edvel, multifuncional se posso dizer. Aqui, ele desvela as identifica\u00e7\u00f5es ideais cujas exig\u00eancias assolam o sujeito [&#8230;], oferece deste modo, com o objeto-psicanalista, um lugar vacuolar, um espa\u00e7o entre par\u00eanteses, onde o paciente tem o lazer, por um tempo restrito, de ser sujeito, quer dizer, de faltar a ser aquilo que, por sinal, o identifica. [&#8230;] Mesmo se o sujeito n\u00e3o faz nada, a sess\u00e3o n\u00e3o \u00e9 menos o lugar do poss\u00edvel, onde, na falta de modifica\u00e7\u00e3o, uma \u201cmexida\u201d \u00e9 sempre poss\u00edvel.<\/p><\/blockquote>\n<p>Convidamos todos ao trabalho!<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n<p>LACAN, J. <em>O Semin\u00e1rio, livro 11<\/em>: Os quatro conceitos fundamentais da psican\u00e1lise. Texto estabelecido por Jacques-Alain Miller; tradu\u00e7\u00e3o de M. D. Magno. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1988. (Trabalho original proferido em 1964).<\/p>\n<p>LACAN, J. Fun\u00e7\u00e3o e campo da fala e da linguagem em psican\u00e1lise. In: <em>Escritos. <\/em>Tradu\u00e7\u00e3o de Vera Ribeiro. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1998, p. 238-324. (Trabalho original proferido em 1953).<\/p>\n<p>LACAN, J. A dire\u00e7\u00e3o do tratamento e os princ\u00edpios de seu poder. In: <em>Escritos.<\/em> Tradu\u00e7\u00e3o de Vera Ribeiro. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1998, p. 591-652. (Trabalho original publicado em 1958).<\/p>\n<p>LACAN, J. A ci\u00eancia e a verdade. In: <em>Escritos<\/em>. Tradu\u00e7\u00e3o de Vera Ribeiro. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1998, p. 869-892. (Trabalho original publicado em 1966).<\/p>\n<p>LACAN, J. <em>O Semin\u00e1rio, livro 10<\/em>: A ang\u00fastia. Texto estabelecido por Jacques-Alain Miller; vers\u00e3o final de Angelina Harari e prepara\u00e7\u00e3o de texto de Andr\u00e9 Telles; tradu\u00e7\u00e3o de Vera Ribeiro. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2005. (Trabalho original proferido em 1962-63).<\/p>\n<p>LACAN, J. <em>O Semin\u00e1rio, livro 15<\/em>: O ato psicanal\u00edtico. Texto estabelecido por Jacques-Alain Miller; tradu\u00e7\u00e3o de Theresinha N. Meirelles do Prado; vers\u00e3o final de Angelina Harari. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2025. (Trabalho original proferido em 1967-68).<\/p>\n<p>LAURENT, \u00c9. Seminario sobre La direcci\u00f3n de la cura y los principios de su poder. In: <em>Concepciones de la cura en psicoanalisis.<\/em> Buenos Aires: Manantial, 1984, p. 5-54.<\/p>\n<p>MILLER, J.-A. Entrevista sobre a dire\u00e7\u00e3o do tratamento a Jorge Forbes. <em>Cl\u00ednica Lacaniana \u2013 Publica\u00e7\u00e3o de Psican\u00e1lise da B.F.B.<\/em>, n. 2, p. 83-100, 1987.<\/p>\n<p>MILLER, J.-A. As contraindica\u00e7\u00f5es ao tratamento psicanal\u00edtico. <em>Op\u00e7\u00e3o Lacaniana: Revista Brasileira Internacional de Psican\u00e1lise<\/em>, n. 25, p. 52-55, 1999.<\/p>\n<p>MILLER, J.-A.\u00a0Puntuaciones sobre \u201cla direcci\u00f3n de la cura\u201d. In: <em>Conferencias Porte\u00f1as. <\/em>(Tomo 2). Buenos Aires: Paid\u00f3s, 2009.<\/p>\n<p>MILLER, J.-A. Le esp de un laps. In: <em>El ultim\u00edsimo Lacan<\/em><em>. Los cursos psicoanaliticos de Jacques-Alain Miller<\/em>. Tradu\u00e7\u00e3o de St\u00e9phane Verley. Buenos Aires: Paid\u00f3s, 2023.<\/p>\n<p>MILLER, J.-A. Jogar a partida. <em>Op\u00e7\u00e3o Lacaniana: Revista Brasileira Internacional de Psican\u00e1lise<\/em>, n. 90, out. 2025.<\/p>\n<p>MONRIBOT, P. <em>La direction de la cure et les principes de son pouvoir<\/em>: une lecture. 2014. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.lacan-universite.fr\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/MONRIBOT.pdf. Acesso em: 10 abr. 2026.<\/p>\n<p>ESQU\u00c9, X. Transferencia y acto: el deseo del analista. In: <em>XV Jornadas Nueva Escuela Lacaniana<\/em>, Santiago, Chile, 2025. Dispon\u00edvel em: https:\/\/jornadasnelcf.com\/xv\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2025\/08\/Transferencia-y-acto.-El-deseo-del-analista_Xavier-Esque-1.pdf. Acesso em: 10 abr. 2026.[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column column_width_percent=&#8221;100&#8243; align_horizontal=&#8221;align_center&#8221; gutter_size=&#8221;2&#8243; overlay_alpha=&#8221;50&#8243; shift_x=&#8221;0&#8243; shift_y=&#8221;0&#8243; shift_y_down=&#8221;0&#8243; z_index=&#8221;0&#8243; medium_width=&#8221;0&#8243; mobile_width=&#8221;0&#8243; width=&#8221;1\/1&#8243; uncode_shortcode_id=&#8221;149691&#8243;][vc_button button_color=&#8221;color-prif&#8221; border_width=&#8221;0&#8243; link=&#8221;url:https%3A%2F%2Fwww.jornadaebpmg.com.br%2F2026%2Fwp-content%2Fuploads%2F2026%2F05%2FArtefato1-Bussola-Monica-Campos.pdf|target:_blank&#8221; button_color_type=&#8221;uncode-palette&#8221; uncode_shortcode_id=&#8221;165965&#8243;]BAIXAR TEXTO EM PDF[\/vc_button][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por M\u00f4nica Campos Silva<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":240,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","template":"","meta":{"footnotes":""},"portfolio_category":[11,7],"class_list":["post-422","portfolio","type-portfolio","status-publish","has-post-thumbnail","hentry","portfolio_category-artefato-1","portfolio_category-bussola"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.5 - 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