{"id":435,"date":"2026-05-04T12:08:13","date_gmt":"2026-05-04T12:08:13","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornadaebpmg.com.br\/2026\/?post_type=portfolio&#038;p=435"},"modified":"2026-05-05T18:07:10","modified_gmt":"2026-05-05T18:07:10","slug":"eixos","status":"publish","type":"portfolio","link":"https:\/\/www.jornadaebpmg.com.br\/2026\/portfolio\/eixos\/","title":{"rendered":"Psican\u00e1lise: modos de usar<\/br>Eixos"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row][vc_column column_width_percent=&#8221;100&#8243; gutter_size=&#8221;2&#8243; overlay_alpha=&#8221;50&#8243; shift_x=&#8221;0&#8243; shift_y=&#8221;0&#8243; shift_y_down=&#8221;0&#8243; z_index=&#8221;0&#8243; medium_width=&#8221;0&#8243; mobile_width=&#8221;0&#8243; width=&#8221;1\/1&#8243; uncode_shortcode_id=&#8221;237450&#8243;][vc_custom_heading text_color=&#8221;accent&#8221; text_font=&#8221;font-175661&#8243; text_size=&#8221;h4&#8243; uncode_shortcode_id=&#8221;173075&#8243; text_color_type=&#8221;uncode-palette&#8221;]b\u00fassola[\/vc_custom_heading][vc_empty_space empty_h=&#8221;1&#8243;][vc_custom_heading text_color=&#8221;color-jevc&#8221; text_font=&#8221;font-175661&#8243; uncode_shortcode_id=&#8221;560972&#8243; text_color_type=&#8221;uncode-palette&#8221;]Psican\u00e1lise: modos de usar[\/vc_custom_heading][vc_custom_heading text_color=&#8221;color-jevc&#8221; heading_semantic=&#8221;h3&#8243; text_font=&#8221;font-175661&#8243; text_size=&#8221;h3&#8243; uncode_shortcode_id=&#8221;177977&#8243; text_color_type=&#8221;uncode-palette&#8221;]Eixos[\/vc_custom_heading][vc_column_text uncode_shortcode_id=&#8221;202579&#8243;]<strong>Maria de F\u00e1tima Ferreira (EBP\/AMP)<\/strong><br \/>\nCoordenadora da 28\u00aa Jornada da EBP-MG<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Lacan definia sua Escola como um ref\u00fagio contra o mal-estar na civiliza\u00e7\u00e3o. O texto \u201cA dire\u00e7\u00e3o do tratamento e os princ\u00edpios de seu poder\u201d nos permite investigar e localizar o modo como esse mal-estar se inscreve tanto na economia singular de cada sujeito, quanto no dispositivo da experi\u00eancia anal\u00edtica, convocando-nos a uma elucida\u00e7\u00e3o rigorosa da pr\u00e1tica.<\/p>\n<p>A psican\u00e1lise sup\u00f5e uma rela\u00e7\u00e3o espec\u00edfica com o inconsciente, que n\u00e3o se apresenta, em sua origem, como saber constitu\u00eddo. Como indica Lacan, \u201co inconsciente prim\u00e1rio n\u00e3o existe como saber\u201d (MILLER, 2005, p. 18), e sua consist\u00eancia depende de uma opera\u00e7\u00e3o que implica o amor, concebido aqui como media\u00e7\u00e3o entre os Uns-sozinhos. Trata-se, portanto, de uma \u00e9tica que n\u00e3o prescinde da dimens\u00e3o transferencial na constitui\u00e7\u00e3o mesma do saber inconsciente.<\/p>\n<p>\u00c9 no contexto contempor\u00e2neo desses Uns-sozinhos que, por outro lado, assiste-se \u00e0 prolifera\u00e7\u00e3o e legitima\u00e7\u00e3o de identifica\u00e7\u00f5es \u2013 de ordem grupal, espiritual, econ\u00f4mica, racial, \u00e9tnica ou pol\u00edtica \u2013, sob a \u00e9gide de um discurso do mestre renovado, articulado ao discurso capitalista. Tal articula\u00e7\u00e3o promove uma l\u00f3gica de valida\u00e7\u00e3o identit\u00e1ria que tende \u00e0 fixa\u00e7\u00e3o e \u00e0 normatiza\u00e7\u00e3o. Contudo, essa opera\u00e7\u00e3o entra em tens\u00e3o com a l\u00f3gica do falasser, cuja verdade se sustenta na divis\u00e3o subjetiva e na n\u00e3o-coincid\u00eancia consigo mesmo. Coloca-se, assim, a quest\u00e3o de como essas formas de identifica\u00e7\u00e3o incidem na constitui\u00e7\u00e3o do sujeito e de que modo a pr\u00e1tica anal\u00edtica pode acolh\u00ea-las sem se submeter \u00e0 sua normatiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Na cl\u00ednica atual, observa-se a emerg\u00eancia de demandas sustentadas por enunciados de autodetermina\u00e7\u00e3o \u2013 autodic\u00e7\u00e3o, autonomea\u00e7\u00e3o \u2013, frequentemente condensadas na f\u00f3rmula: <em>sou o que digo que sou<\/em>. Tais enunciados tendem a elidir a dimens\u00e3o do assujeitamento ao Outro, isto \u00e9, a anterioridade da ordem simb\u00f3lica na constitui\u00e7\u00e3o do sujeito. O problema cl\u00ednico consiste, ent\u00e3o, em operar de modo a reintroduzir a hi\u00e2ncia entre o sujeito da enuncia\u00e7\u00e3o e o enunciado identificat\u00f3rio, restituindo o lugar do Outro como inst\u00e2ncia de determina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Paralelamente, verifica-se um deslocamento na economia do gozo: de sua inscri\u00e7\u00e3o sob o regime da negativiza\u00e7\u00e3o \u2013 articulada \u00e0 castra\u00e7\u00e3o \u2013 para sua promo\u00e7\u00e3o sob a forma do mais-de-gozar, que opera como tentativa de tamponamento da falta estrutural. Nesse horizonte, delineia-se uma muta\u00e7\u00e3o discursiva na qual o gozo se apresenta sob a rubrica de um direito: \u201cTu tens direito ao mais-de-gozar, mesmo que isso n\u00e3o te sirva para nada\u201d (MILLER, 2019, p. 161, tradu\u00e7\u00e3o nossa). Como assinala Miller (2021), tal configura\u00e7\u00e3o implica uma preval\u00eancia crescente do discurso dos direitos sobre a orienta\u00e7\u00e3o cl\u00ednica.<\/p>\n<p>Diante disso, a quest\u00e3o que se imp\u00f5e \u00e0 pr\u00e1tica anal\u00edtica \u00e9 a de como produzir uma vacila\u00e7\u00e3o nos significantes mestres que se apresentam como evid\u00eancias \u2013 notadamente aqueles sustentados na l\u00f3gica do direito \u2013, de modo a abrir um espa\u00e7o para a interroga\u00e7\u00e3o sobre o desejo e sobre o sentido do que se imp\u00f5e ao sujeito.<\/p>\n<p>Assim, na cl\u00ednica contempor\u00e2nea, o analista se confronta com sujeitos que chegam j\u00e1 identificados a enunciados que pretendem esgotar sua posi\u00e7\u00e3o, na medida do <em>sou o que digo que sou<\/em>. A orienta\u00e7\u00e3o da pr\u00e1tica n\u00e3o consiste em ratificar tais identifica\u00e7\u00f5es, mas em sustentar uma escuta que reintroduza a divis\u00e3o subjetiva, permitindo que o sujeito se descole de suas nomea\u00e7\u00f5es e se confronte com a opacidade de seu gozo e com a determina\u00e7\u00e3o significante que o constitui.<\/p>\n<p>Esses pontos nos conduziram a extrair, a partir da discuss\u00e3o junto \u00e0 Comiss\u00e3o Cient\u00edfica, tr\u00eas eixos de investiga\u00e7\u00e3o sobre o tema desta Jornada: <strong>separar, fazer par e interpretar.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Eixo 1: Separar<\/strong><\/p>\n<p>O tema deste Eixo foi desenvolvido durante os encontros sob a responsabilidade do cartel do qual participam os colegas S\u00e9rgio Laia (Mais-Um), Cristiana Pittella, Daniela Viola, Frederico Feu, Lu\u00eds Couto, Maria de F\u00e1tima Ferreira e Vin\u00edcius Lima.<\/p>\n<p>Encontro no texto \u201cPosi\u00e7\u00e3o do inconsciente\u201d o termo \u201c<em>separare<\/em>\u201d (\u201cseparar\u201d), de onde Lacan (1964\/1998, p. 857) extraiu o significado \u201c<em>se parere<\/em>\u201d, \u201cgerar a si mesmo\u201d, abrindo caminho para nossa investiga\u00e7\u00e3o. A partir disso, lan\u00e7amos perguntas sobre este Eixo, que gravitam em torno da express\u00e3o\u00a0\u201cseparar\u2019: o que traz um sujeito a um encontro com um analista? De que esse sujeito precisa se separar para entrar no dispositivo anal\u00edtico?<\/p>\n<p>De sa\u00edda, Lacan (1967-68\/2025, p. 86) indica que come\u00e7ar uma an\u00e1lise \u00e9 um ato: \u201cUma psican\u00e1lise \u00e9 uma tarefa. Alguns dizem at\u00e9 que \u00e9 um of\u00edcio. [&#8230;] \u00c9 preciso ensinar-lhes seu of\u00edcio, a essas pessoas que t\u00eam que seguir a regra\u201d. Ele dir\u00e1, anos depois, que o inconsciente prim\u00e1rio n\u00e3o existe como saber. Ponto decisivo de seu ensino, e que vale refor\u00e7ar aqui.<\/p>\n<p>Lacan (1958\/1998, p. 604) \u00e9 categ\u00f3rico quanto aos fundamentos que se ordenam em uma dire\u00e7\u00e3o do tratamento: \u201cum processo que vai da retifica\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es do sujeito com o real, ao desenvolvimento da transfer\u00eancia, e depois, \u00e0 interpreta\u00e7\u00e3o\u201d. A partir de sua leitura de Freud, afirma que essa retifica\u00e7\u00e3o \u00e9 dial\u00e9tica: parte dos dizeres do sujeito para voltar a eles. Trata-se de uma retifica\u00e7\u00e3o subjetiva que, desde o in\u00edcio, implica o sujeito naquilo que motiva sua demanda de an\u00e1lise e visa sua responsabiliza\u00e7\u00e3o por seu sofrimento.<\/p>\n<p>No entanto, na \u00e9poca em que o Outro sofre modifica\u00e7\u00f5es, acarretando uma pulveriza\u00e7\u00e3o a ponto de dizermos que ele n\u00e3o existe, nos deparamos, em nossa cl\u00ednica, com demandas que apontam para um mal-estar na identifica\u00e7\u00e3o: o sujeito localiza em si mesmo \u2013 em seu pr\u00f3prio corpo \u2013 efeitos dessas modifica\u00e7\u00f5es, que recaem na subjetividade de nossa \u00e9poca e nos levam a indagar: que efeitos s\u00e3o esses?<\/p>\n<p>Ao tomarmos a refer\u00eancia de um mal-estar na identifica\u00e7\u00e3o, encontro no Semin\u00e1rio 15, <em>O ato psicanal\u00edtico<\/em>, uma express\u00e3o que me parece bastante interessante e que vale a pena investigarmos neste Eixo: \u201cnova aliena\u00e7\u00e3o\u201d, que Lacan relaciona a um recha\u00e7o ao inconsciente. O que recai para um sujeito posicionado nessa \u201cnova aliena\u00e7\u00e3o\u201d? Como se separar de uma posi\u00e7\u00e3o em que n\u00e3o h\u00e1 uma quest\u00e3o endere\u00e7ada ao saber inconsciente?<\/p>\n<p>Miller contribui ao nos levar a pensar o que um analista pode fazer diante de sujeitos fixados numa posi\u00e7\u00e3o enrijecida por um \u201cn\u00e3o penso\u201d dessa \u201cnova aliena\u00e7\u00e3o\u201d, isto \u00e9, numa \u00e9poca em que a suposi\u00e7\u00e3o de saber em um Outro se esmaece e perde sua for\u00e7a. Como manejar a demanda quando o sujeito se recusa a ser capturado pelos significantes que o constituem e o determinam, apresentando-se como sujeito de sua pr\u00f3pria nomea\u00e7\u00e3o \u2013 autonomeando-se numa posi\u00e7\u00e3o de recha\u00e7o ao inconsciente?<\/p>\n<p>Ao abordar a express\u00e3o \u201cnova aliena\u00e7\u00e3o\u201d e considerar o sujeito fixado nessa opera\u00e7\u00e3o \u2013 <em>eu n\u00e3o sei, mas eu sou<\/em> \u2013 no esquema do \u201cfalso ser\u201d, a pergunta que orienta este Eixo se abre n\u00e3o somente para a posi\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m para o manejo do analista diante das demandas na cl\u00ednica hoje. Ela aponta para a possibilidade de uma retifica\u00e7\u00e3o: uma brecha nessa \u201cnova aliena\u00e7\u00e3o\u201d, que permita se separar dela. Isso n\u00e3o se produz sen\u00e3o \u00e0s custas do analista como suporte no lugar de objeto\u00a0<em>a<\/em>: fazer surgir, no lugar do recha\u00e7o ao inconsciente que porta o \u201cn\u00e3o penso\u201d, um sujeito que se interrogue sobre sua verdade \u2013 isto \u00e9, a verdade do sujeito do inconsciente.<\/p>\n<p>Neste Eixo, torna-se importante dizer algo sobre o que se torna a identifica\u00e7\u00e3o quando h\u00e1 uma inconsist\u00eancia do Outro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Eixo 2: Fazer par<\/strong><\/p>\n<p>A discuss\u00e3o deste Eixo vem sendo desenvolvida pelo cartel do qual fazem parte Elisa Alvarenga (Mais-Um), Anamaris Pinto, B\u00e1rbara Afonso, Bernardo Micherif, Ernesto Anzalone, Helenice de Castro, Henri Kaufmanner.<\/p>\n<p>A express\u00e3o \u201cfazer par\u201d surge quando Lacan se depara com os casos de urg\u00eancia. Como fazer par com esses casos? Isso nos leva a investigar a no\u00e7\u00e3o de parceiro \u2013 ou seja, aquele com quem se joga a partida.<\/p>\n<p>Aqui \u00e9 necess\u00e1rio sermos precisos: para Lacan, o parceiro n\u00e3o \u00e9 o Outro-sujeito, nem a imagem, nem o falo; trata-se de um objeto extra\u00eddo do pr\u00f3prio corpo do sujeito. A partir da\u00ed, Lacan elabora o parceiro essencial em jogo numa an\u00e1lise: o parceiro enquanto objeto\u00a0<em>a<\/em>, revelado a partir da estrutura da fantasia. Essa elabora\u00e7\u00e3o o leva a situar parceiro-sintoma como parceiro-gozo do sujeito.<\/p>\n<p>Quais as vantagens dessa perspectiva? Para orientar uma resposta, trago uma passagem de Miller (2023, s.p.) que\u00a0permite abordar as toxicomanias:<\/p>\n<blockquote><p>A toxicomania segue as linhas da estrutura, ela \u00e9 um anti-amor, pois prescinde do parceiro sexual e se concentra, se dedica ao parceiro (<em>a<\/em>)-sexuado do mais-de-gozar. Ela sacrifica o imagin\u00e1rio em nome do real do mais-de-gozar.\u00a0 Al\u00e9m disso, a toxicomania \u00e9 atual: ela pertence a uma \u00e9poca que se prefere o objeto\u00a0<em>a<\/em>\u00a0em detrimento do Ideal, uma \u00e9poca em que I vale menos que <em>a<\/em> (I &lt;\u00a0<em>a<\/em>).<\/p><\/blockquote>\n<p>Outro ponto a ser investigado neste Eixo \u00e9 pensar o analista como parceiro-sintoma. Nessa dire\u00e7\u00e3o, como pensar a transfer\u00eancia quando falamos em analista parceiro-sintoma?<\/p>\n<p>Hoje vivemos numa era das urg\u00eancias generalizadas e cada um vem ao analista em busca de alguma pacifica\u00e7\u00e3o para aquilo que urge em sua subjetividade. Encontramos, por exemplo, sujeitos amea\u00e7ados pelo fracasso daquilo que imaginam lhes dar seguran\u00e7a \u2013 e a\u00ed \u00e9 que ressoa aquilo que reverbera do traum\u00e1tico. Nesse contexto, o sujeito se v\u00ea na urg\u00eancia de solucionar o que irrompe em sua programa\u00e7\u00e3o; enfrenta a precariedade de sua condi\u00e7\u00e3o e demanda efeitos terap\u00eauticos r\u00e1pidos que lhe deem sentido a esse furo no discurso singular e coletivo (BELAGA, 2006).<\/p>\n<p>Hugo Freda (1994, p. 41, tradu\u00e7\u00e3o nossa) define urg\u00eancia subjetiva como \u201ca impossibilidade, num determinado momento, de ter um m\u00ednimo de palavra para significar um gozo que n\u00e3o encontra o significante necess\u00e1rio para o transformar\u201d. Ele indica exemplos radicais \u2013 como o suic\u00eddio e as tentativas de suic\u00eddio \u2013, em que o sujeito pensa encontrar a solu\u00e7\u00e3o mais al\u00e9m do significante.<\/p>\n<p>Perguntamo-nos, ent\u00e3o: como fazer par com sujeitos que chegam trazendo uma posi\u00e7\u00e3o em que algo urge em seu ser? \u00c9 importante pensar o of\u00edcio do psicanalista, para que ele n\u00e3o caia na posi\u00e7\u00e3o de \u201cintroje\u00e7\u00e3o intersubjetiva\u201d, apontada por Lacan (1958\/1998, p.\u00a0 613) como um erro: instalar-se numa rela\u00e7\u00e3o dual.<\/p>\n<p>Mas, por outro lado, h\u00e1 tamb\u00e9m aqueles que chegam portando um dizer sobre si \u2013 <em>sou o que digo que eu sou<\/em>. Como pensar um fazer par cuja fun\u00e7\u00e3o seja fazer vacilar esse ponto? Numa \u00e9poca em que o Outro n\u00e3o existe, como fazer par a partir dos imperativos de gozo da puls\u00e3o? Em que medida esse fazer par constitui um certo retorno na cl\u00ednica lacaniana como uma refer\u00eancia ao amor de transfer\u00eancia?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Eixo 3: Interpretar<\/strong><\/p>\n<p>A discuss\u00e3o deste Eixo vem sendo desenvolvida pelo cartel do qual fazem parte Maria Jos\u00e9 Gontijo (Mais-Um), Cristina Vidigal, Fernanda Costa, Helo\u00edsa Bed\u00ea, Lilany Pacheco, M\u00f4nica Campos e Ram Mandil.<\/p>\n<p>O psicanalista se insere, hoje, no espa\u00e7o social recortado por m\u00faltiplas identidades. Cada uma delas, ao se configurar como um \u201cn\u00f3s\u201d, passa a interagir, a interpenetrar e, por vezes, a se opor \u00e0s demais. Nessa via, a pergunta que se imp\u00f5e \u00e9: quais as resson\u00e2ncias desse fen\u00f4meno civilizat\u00f3rio da identidade \u2013 concebida como novo significante mestre \u2013 sobre o sujeito do inconsciente?<\/p>\n<p>Extraio de Santiago (2025, p. 150) alguns pontos para este Eixo:<\/p>\n<blockquote><p>Quais as consequ\u00eancias para a experi\u00eancia do inconsciente que tem lugar nesse mundo fragmentado pelas identidades? \u00c9 o caso de dizer que a refer\u00eancia identit\u00e1ria incide neutralizando e dissolvendo toda refer\u00eancia ao sujeito e \u00e0 sua enuncia\u00e7\u00e3o? Quais as chances de preserva\u00e7\u00e3o do lugar da interpreta\u00e7\u00e3o anal\u00edtica no contexto de um mundo habitado pelas identidades m\u00faltiplas?<\/p><\/blockquote>\n<p>Nem tudo o que se fala \u00e9 interpret\u00e1vel.<\/p>\n<p>A contemporaneidade \u00e9 marcada por uma fala\u00e7\u00e3o generalizada: todo mundo porta uma fala\u00e7\u00e3o, e ela est\u00e1 por toda parte. Miller (2019, p. 165, tradu\u00e7\u00e3o nossa) precisa isso com a express\u00e3o \u201cfalat\u00f3rio das massas\u201d \u2013\u00a0<em>Massenbavardage<\/em>\u00a0\u2013, fen\u00f4meno que surge quando n\u00e3o se tem mais o apoio daquele que diz \u201cn\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Em seu \u00faltimo ensino, Lacan define a an\u00e1lise como pr\u00e1tica de falat\u00f3rio. Isso n\u00e3o nos passa despercebido, uma vez que ele mesmo, anos antes, chamou de fala vazia aquela em que as significa\u00e7\u00f5es aparecem flutuantes, sem efeito de sentido: ou seja, uma fala sem ponto de estofo (<em>point de capiton<\/em>). Podemos, ent\u00e3o, tomar como pergunta orientadora deste Eixo: como uma fala sem ponto de estofo produz efeitos?<\/p>\n<p>O fen\u00f4meno do tudo-dizer floresceu em nossa sociedade. Seu \u00e1pice \u00e9 a internet \u2013 de onde n\u00e3o escapamos, ainda mais agora com a IA. Isso traz, evidentemente, problemas. Parece ter se invertido o regime do privado: o sentimento mais \u00edntimo, que habita em cada um em sua singularidade, \u00e9 capturado por uma nova realidade, cujo mandamento superegoico faz do \u201cdizer tudo\u201d um benef\u00edcio e um senso comum. Sobre a IA, cabe lan\u00e7ar uma pergunta: ela seria figura de uma \u201cnova aliena\u00e7\u00e3o\u201d? De que modo recolhemos, hoje, na cl\u00ednica, esses efeitos? Em que consiste, pois, uma interpreta\u00e7\u00e3o anal\u00edtica?<\/p>\n<p>Um ponto a ser destacado para trabalhar essa quest\u00e3o \u00e9 a tend\u00eancia contempor\u00e2nea de tomar o que \u00e9 inerente \u00e0 l\u00edngua \u2013 seu tecido de mal-entendidos \u2013 como se fosse poss\u00edvel domar o inconsciente. Al\u00e9m disso, esquecem que \u201ca l\u00edngua \u00e9 mais fascista que bizarra\u201d (MILLER, 2003, p. 6, tradu\u00e7\u00e3o nossa).<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a> E, ao falar que a l\u00edngua \u00e9 bizarra, Miller (2003, p. 6-7, tradu\u00e7\u00e3o nossa) acrescenta que ela comporta regularidades, mas que ela \u00e9, ao menos em seu vocabul\u00e1rio, tecida de \u201cirregularidades profundamente fant\u00e1sticas, extravagantes e exc\u00eantricas\u201d.<\/p>\n<p>E o que nos interessa no of\u00edcio de psicanalistas \u00e9 o que Miller (2003, p. 6, tradu\u00e7\u00e3o nossa) avan\u00e7a ao dizer que \u201cO sentido gozado n\u00e3o tem nada a ver com o bom senso. [&#8230;] \u00c9 o contr\u00e1rio. O sentido gozado \u00e9 o sentido bizarro\u201d.<\/p>\n<p>Mas qual \u00e9 o lugar do analista em uma interpreta\u00e7\u00e3o? Para a interpreta\u00e7\u00e3o anal\u00edtica, \u00e9 preciso admitir que o sujeito apenas existe como efeito da separa\u00e7\u00e3o radical entre enunciado (o conte\u00fado da fala, o que \u00e9 dito) e enuncia\u00e7\u00e3o (o ato de dizer, o contexto, a inten\u00e7\u00e3o, o tom, a emo\u00e7\u00e3o por tr\u00e1s do enunciado). Valho-me novamente de Santiago (2025, p. 151-152) para destacar que:<\/p>\n<blockquote><p>A pol\u00edtica da interpreta\u00e7\u00e3o na psican\u00e1lise vai de encontro a esse descr\u00e9dito da enuncia\u00e7\u00e3o, sobretudo quando esta se mostra orientada pelo ideal identit\u00e1rio e excessivamente marcada pela rigidez das normas. [&#8230;] Para que a interpreta\u00e7\u00e3o tenha lugar, \u00e9 preciso tomar o sujeito no n\u00edvel de sua enuncia\u00e7\u00e3o e, portanto, sem a sua identidade.<\/p><\/blockquote>\n<p>Sigo Miller (2023, p. 8, tradu\u00e7\u00e3o nossa) no texto <em>\u201cVous avez dit bizarre?\u201d<\/em> e o cito:<\/p>\n<blockquote><p>O analista est\u00e1 ali [&#8230;] para brincar de burro. Para n\u00e3o compreender, para frear a passagem do significante ao significado, para desacelerar, para colocar pontos de interroga\u00e7\u00e3o, os \u201cx\u201d, para dizer finalmente ao analisante: \u201cpara mim, isto \u00e9 chin\u00eas\u201d. [\u2026] Al\u00e9m do mais, se ele n\u00e3o compreende, ele est\u00e1 em seu papel. Basta que ele n\u00e3o fale muito para que ele possa perceber a raiz da coisa.<\/p><\/blockquote>\n<p>E mais: a interpreta\u00e7\u00e3o anal\u00edtica pressup\u00f5e a exist\u00eancia de enigmas, e s\u00e3o eles que trazem algu\u00e9m para uma an\u00e1lise.<\/p>\n<p>Podemos extrair que \u00e9 a partir desse ponto de enigma que a interpreta\u00e7\u00e3o opera. Desse modo, distinguimos alguns pontos fundamentais: a interpreta\u00e7\u00e3o por pontua\u00e7\u00e3o, por n\u00e3o sentido, por cita\u00e7\u00e3o, por enigma e por equ\u00edvoco.<\/p>\n<p>Aguardamos, ent\u00e3o, como poderemos apurar na cl\u00ednica essas modalidades.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n<p>BELAGA, G. La urg\u00eancia generalizada: ci\u00eancia, pol\u00edtica y cl\u00ednica del trauma. In: <em>La urg\u00eancia generalizada<\/em>. Buenos Aires: Grama Ediciones, 2006.<\/p>\n<p>FREDA, H. Urgence subjective et urgence sociale. In:\u00a0<em>Les urgences subjectives<\/em>. Paris, 1994.<\/p>\n<p>LACAN, J. A dire\u00e7\u00e3o do tratamento e os princ\u00edpios de seu poder. In: <em>Escritos.<\/em> Tradu\u00e7\u00e3o de Vera Ribeiro. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1998, p. 591-652. (Trabalho original publicado em 1958).<\/p>\n<p>LACAN, J. Posi\u00e7\u00e3o do inconsciente. In: <em>Escritos. <\/em>Tradu\u00e7\u00e3o de Vera Ribeiro. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1998. (Trabalho original proferido em 1964).<\/p>\n<p>LACAN, J. <em>O Semin\u00e1rio, livro 15<\/em>: O ato psicanal\u00edtico. Texto estabelecido por Jacques-Alain Miller; tradu\u00e7\u00e3o de Theresinha N. Meirelles do Prado; vers\u00e3o final de Angelina Harari. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2025. (Trabalho original proferido em 1967-68).<\/p>\n<p>MILLER, J.-A.\u00a0Vous avez dit bizarre? <em>Quarto \u2013 Revue de Psychanalyse<\/em>, n. 78, 2003.<\/p>\n<p>MILLER, J.-A. Uma fantasia. <em>Op\u00e7\u00e3o Lacaniana: Revista Brasileira Internacional de Psican\u00e1lise<\/em>, n. 42, p. 7-18, fev. 2005.<\/p>\n<p>MILLER, J.-A.\u00a0Malaise dans l\u2019identification. <em>Mental \u2013 Revue Internationale de Psychanalyse<\/em>, n. 39, p.151-174, 2019.<\/p>\n<p>MILLER, J.-A. Entretien avec Navarin \u00c9diteur, \u00e0 l\u2019occasion du 40e anniversaire de la mort de Jacques Lacan et du 120e de sa naissance. <em>Ornicar? Lacan Redivivus<\/em>. Paris: Navarin, 2021.<\/p>\n<p>MILLER, J.-A. A teoria do parceiro. <em>Pharmakon Digital<\/em>, v. 4, p. 31-72, mai. 2023. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/pharmakondigital.com\/a-teoria-do-parceiro\/\">https:\/\/pharmakondigital.com\/a-teoria-do-parceiro\/<\/a>. Acesso em: 01 abr. 2026.<\/p>\n<p>SANTIAGO, J. A pol\u00edtica da psican\u00e1lise \u00e9 a interpreta\u00e7\u00e3o. In:\u00a0ONYSZKIEWICZ, M. (Org.). <em>30<\/em>: O um e o m\u00faltiplo da EBP. S\u00e3o Paulo: Escola Brasileira de Psican\u00e1lise, 2025.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Neste momento do texto, Miller faz men\u00e7\u00e3o a uma \u201cafirma\u00e7\u00e3o memor\u00e1vel\u201d de seu \u201cmestre\u201d Roland Barthes. Cf.: BARTHES, R. <em>Le\u00e7on<\/em>. Paris: Seuil, 1978. p. 14.[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column column_width_percent=&#8221;100&#8243; align_horizontal=&#8221;align_center&#8221; gutter_size=&#8221;3&#8243; overlay_alpha=&#8221;50&#8243; shift_x=&#8221;0&#8243; shift_y=&#8221;0&#8243; shift_y_down=&#8221;0&#8243; z_index=&#8221;0&#8243; medium_width=&#8221;0&#8243; mobile_width=&#8221;0&#8243; width=&#8221;1\/1&#8243; uncode_shortcode_id=&#8221;453280&#8243;][vc_button button_color=&#8221;color-prif&#8221; border_width=&#8221;0&#8243; link=&#8221;url:https%3A%2F%2Fwww.jornadaebpmg.com.br%2F2026%2Fwp-content%2Fuploads%2F2026%2F05%2FArtefato1-Bussola-Maria-de-Fatima-Ferreira.pdf|target:_blank&#8221; button_color_type=&#8221;uncode-palette&#8221; uncode_shortcode_id=&#8221;149928&#8243;]BAIXAR TEXTO EM PDF[\/vc_button][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Maria de F\u00e1tima Ferreira<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":240,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"portfolio_category":[11,7],"class_list":["post-435","portfolio","type-portfolio","status-publish","has-post-thumbnail","hentry","portfolio_category-artefato-1","portfolio_category-bussola"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.5 - 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