{"id":557,"date":"2026-05-26T05:48:22","date_gmt":"2026-05-26T05:48:22","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornadaebpmg.com.br\/2026\/?post_type=portfolio&#038;p=557"},"modified":"2026-06-27T00:05:03","modified_gmt":"2026-06-27T00:05:03","slug":"bussola-o-enigma-do-ato","status":"publish","type":"portfolio","link":"https:\/\/www.jornadaebpmg.com.br\/2026\/portfolio\/bussola-o-enigma-do-ato\/","title":{"rendered":"O enigma do ato"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row][vc_column column_width_percent=&#8221;100&#8243; gutter_size=&#8221;2&#8243; overlay_alpha=&#8221;50&#8243; shift_x=&#8221;0&#8243; shift_y=&#8221;0&#8243; shift_y_down=&#8221;0&#8243; z_index=&#8221;0&#8243; medium_width=&#8221;0&#8243; mobile_width=&#8221;0&#8243; width=&#8221;1\/1&#8243; uncode_shortcode_id=&#8221;207413&#8243;][vc_custom_heading text_color=&#8221;accent&#8221; text_font=&#8221;font-175661&#8243; text_size=&#8221;h4&#8243; uncode_shortcode_id=&#8221;173075&#8243; text_color_type=&#8221;uncode-palette&#8221;]b\u00fassola[\/vc_custom_heading][vc_empty_space empty_h=&#8221;1&#8243;][vc_custom_heading text_color=&#8221;color-jevc&#8221; text_font=&#8221;font-175661&#8243; uncode_shortcode_id=&#8221;201923&#8243; text_color_type=&#8221;uncode-palette&#8221;]O enigma do ato<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><sup>[1]<\/sup><\/a>[\/vc_custom_heading][vc_column_text uncode_shortcode_id=&#8221;798972&#8243;]<strong><em>Lucia D\u2019\u00c1ngelo<br \/>\n<\/em><em>(AME-ELP\/AMP)<\/em><\/strong><\/p>\n<blockquote><p>\u201cO analista sabe ou n\u00e3o sabe<br \/>\no que faz no ato psicanal\u00edtico?\u201d<br \/>\n(LACAN, 1968-69\/2008, p. 336)<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>O contexto<\/strong><\/p>\n<p>Nos trabalhos preparat\u00f3rios das \u00faltimas Jornadas da ELP \u2013 <em>El acto a-tiempo. Cl\u00ednica de las consecuencias<\/em> \u2013, chamou nossa aten\u00e7\u00e3o essa pergunta que Lacan formulou e que nos interroga como analistas e como praticantes da psican\u00e1lise.<\/p>\n<p>Como se evoca no texto de apresenta\u00e7\u00e3o das Jornadas (MONTALB\u00c1N; VICENTE, 2025), o ato anal\u00edtico n\u00e3o \u00e9 suscet\u00edvel de ser ensinado, <em>standarizado<\/em> ou protocolizado, e implica, por isso mesmo, uma l\u00f3gica e uma \u00e9tica precisas, pr\u00f3prias do discurso anal\u00edtico que o convoca. Dessa forma, pareceu-nos oportuno recorrer ao contexto em que Lacan se interroga sobre o ato anal\u00edtico.<\/p>\n<p>Uma primeira leitura nos levou \u00e0 contracapa do Semin\u00e1rio 15, <em>O ato psicanal\u00edtico<\/em> (1967-1968), apresentado assim por Jacques-Alain Miller (2025, s.p.):<\/p>\n<blockquote><p>Este Semin\u00e1rio marca uma virada. Ele trata de uma s\u00f3 quest\u00e3o, \u00e0 qual Lacan at\u00e9 ent\u00e3o s\u00f3 havia respondido indiretamente: o que \u00e9 um analista? [&#8230;] \u00e9 um analisante que levou a termo a experi\u00eancia anal\u00edtica. Qual \u00e9 esse termo ideal? Para sab\u00ea-lo, conv\u00e9m articular a l\u00f3gica do percurso de uma an\u00e1lise.<\/p><\/blockquote>\n<p>Miller destaca tamb\u00e9m a conclus\u00e3o inesperada desse Semin\u00e1rio, na qual Lacan, ao final, comenta os acontecimentos de maio de 68.<\/p>\n<p>O ato anal\u00edtico, tal como abordado por Lacan, destaca n\u00e3o apenas a vertente cl\u00ednica e epist\u00eamica do conceito, mas tamb\u00e9m sua vertente pol\u00edtica. Pol\u00edtica que concerne, sobretudo, \u00e0 forma\u00e7\u00e3o dos analistas no contexto recente da funda\u00e7\u00e3o de sua nova Escola. Lacan se prop\u00f5e, no \u00e2mbito das \u201csociedades anal\u00edticas existentes\u201d, a fundar sua Escola e a orientar a forma\u00e7\u00e3o dos analistas por uma \u00e9tica, e n\u00e3o por uma \u201cetiqueta\u201d, a qual, segundo ele, provoca os maiores desvios da psican\u00e1lise, por se basear em uma hierarquia de \u201ccoopta\u00e7\u00e3o de s\u00e1bios\u201d que avalia o candidato em fun\u00e7\u00e3o de normas e regras estabelecidas: \u201cNa \u00e9tica que se inaugura pelo ato psicanal\u00edtico \u2013 menos ethiqueta, perdoem-nos, do que jamais se vislumbrou ao se haver partido do ato \u2013 a l\u00f3gica manda, isso \u00e9 certo, por nela encontrarmos seus paradoxos\u201d (LACAN, 1969\/2003, p. 376).<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\"><sup>[2]<\/sup><\/a><\/p>\n<p>Assim, em <em>O ato anal\u00edtico<\/em>, quando nos referimos \u00e0 vertente pol\u00edtica, a quest\u00e3o do ato concerne principalmente \u00e0 \u201cProposi\u00e7\u00e3o de 9 de outubro de 1967 sobre o psicanalista da Escola\u201d (LACAN, 1967\/2003, p. 248). Recordemos a premissa ali evocada: \u201cO ato psicanal\u00edtico, ningu\u00e9m sabe, ningu\u00e9m viu al\u00e9m de n\u00f3s [&#8230;], eis que n\u00f3s o supomos a partir do momento eletivo em que o psicanalisante passa a psicanalista\u201d (LACAN, 1969\/2003, p. 371).<\/p>\n<p>A \u201cProposi\u00e7\u00e3o\u201d de 1967 para os analistas da Escola se baseia em um princ\u00edpio: o analista n\u00e3o se autoriza sen\u00e3o de si mesmo. Que o analista se autorize de si mesmo n\u00e3o exclui que a Escola garanta ao analista, de acordo com sua forma\u00e7\u00e3o. \u00c9 assim que Lacan inclui o tema do ato no centro mesmo de sua Escola. Ele se pergunta, dois meses depois, se sua \u201cProposi\u00e7\u00e3o\u201d foi um ato. A resposta a essa pergunta \u00e9 contundente: \u201c\u00c9 o que depende de suas consequ\u00eancias, desde as primeiras a se produzir\u201d (LACAN, 1970\/2003, p. 261). Ato e consequ\u00eancias constituem a dupla que \u00e9 necess\u00e1rio p\u00f4r em jogo na experi\u00eancia anal\u00edtica. Sabemos que foi a decep\u00e7\u00e3o que levou Lacan a tratar do lugar do fracasso no ato. Mas, em seu caso, n\u00e3o se trata de um fracasso sem consequ\u00eancias:<\/p>\n<blockquote><p>Minha proposi\u00e7\u00e3o reside neste ponto do ato; pelo qual se revela que ele nunca tem tanto sucesso como ao falhar [<em>rater<\/em>], o que n\u00e3o implica que o erro [<em>ratage<\/em>] seja seu equivalente, ou, dito de outra maneira, possa ser tido como um sucesso. (LACAN, 1970\/2003, p. 270)<\/p><\/blockquote>\n<p>Nesse contexto complexo em que Lacan reflete sobre o ato anal\u00edtico, Jacques-Alain Miller (2007) prop\u00f5e uma orienta\u00e7\u00e3o de leitura \u2013 \u201cUma leitura do Semin\u00e1rio, livro 16: \u2018De um Outro ao outro\u2019\u201d \u2013 para periodizar logicamente os textos da \u00e9poca. Segundo Miller, os Semin\u00e1rios 14 e 15, <em>A l\u00f3gica do fantasma<\/em> e <em>O ato psicanal\u00edtico<\/em>, apoiam-se no grupo de Klein, embora Lacan os utilize de modo distinto.<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\"><sup>[3]<\/sup><\/a><\/p>\n<p>Na articula\u00e7\u00e3o desses dois Semin\u00e1rios, Lacan introduz a \u201cProposi\u00e7\u00e3o\u201d de 1967, na qual se apoia a \u201cprova\u201d do passe praticada nas Escolas da AMP. Sem d\u00favida, o passe teve de se atualizar \u00e0 luz do progresso da doutrina em Lacan \u2013 no que concerne ao final da an\u00e1lise \u2013, mas o princ\u00edpio desse dispositivo da Escola prossegue em seus termos iniciais.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, Miller indica que, nos Semin\u00e1rios 16 e 17, <em>De um Outro ao outro<\/em> e <em>O avesso da Psican\u00e1lise<\/em>, v\u00ea-se \u201ctremer\u201d aquilo que concerne a uma pr\u00e1tica l\u00f3gica em psican\u00e1lise. Trata-se do objeto <em>a<\/em>, que muda de estatuto, embora, de sa\u00edda, se ponha em evid\u00eancia por ter perdido o privil\u00e9gio do lugar que ocupava no fantasma, como objeto imagin\u00e1rio. Trata-se, assim, de uma mudan\u00e7a de paradigma da fun\u00e7\u00e3o do grande Outro e do objeto <em>a<\/em>. Esse \u201ctremor\u201d na pr\u00e1tica nomeia a \u201cconfronta\u00e7\u00e3o\u201d (MILLER, 2007, p. 20) entre o saber e o gozo, que abre para novos par\u00e2metros n\u00e3o apenas do passe, mas da pr\u00f3pria pr\u00e1tica da psican\u00e1lise.<\/p>\n<p><strong>Saber e gozo<\/strong><\/p>\n<p>Voltando ao contexto da reflex\u00e3o de Lacan sobre o ato anal\u00edtico, em seu Semin\u00e1rio <em>De um Outro ao outro<\/em> ele retoma o conceito \u2013 cuja elucida\u00e7\u00e3o havia ficado interrompida no ano anterior \u2013 para dizer que a psican\u00e1lise revela que a dimens\u00e3o pr\u00f3pria do ato \u2013 do ato sexual, mas tamb\u00e9m de todos os atos \u2013 \u201c\u00e9 o fracasso\u201d (LACAN, 1968-69\/2008, p. 334). Isso porque, no centro da rela\u00e7\u00e3o sexual, encontra-se a castra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Jacques-Alain Miller, anos mais tarde, em <em>Pol\u00edtica lacaniana<\/em>, enfatiza que a \u201cpol\u00edtica lacaniana\u201d n\u00e3o \u00e9 alheia \u00e0 cl\u00ednica, pois a pol\u00edtica da cura depende da concep\u00e7\u00e3o da conclus\u00e3o da an\u00e1lise, por meio do passe e com o conceito de Escola. Assim, julgar o ato por suas consequ\u00eancias, isto \u00e9, que o estatuto do ato dependa de suas consequ\u00eancias, \u201c\u00e9, para mim, um princ\u00edpio cardeal da pol\u00edtica lacaniana\u201d (MILLER, 2017, p. 94).<\/p>\n<p>Coloquemos essa afirma\u00e7\u00e3o em contexto, na hist\u00f3ria recente das Escolas do Campo Freudiano. Esses semin\u00e1rios se desenvolveram no \u00e2mbito da crise que atravessou a AMP nesse per\u00edodo. Como \u00e9 afirmado na apresenta\u00e7\u00e3o do texto sobre <em>Pol\u00edtica lacaniana<\/em>: \u201cNo cora\u00e7\u00e3o desta an\u00e1lise se aloja a pergunta: o que \u00e9 ser um analista e como se opera com o que resulta do final de an\u00e1lise\u201d (MILLER, 2017, p. 7). Uma vez mais. Com efeito, na pr\u00e1tica lacaniana que se deriva do ato anal\u00edtico \u2013 pr\u00e1tica que n\u00e3o responde ao <em>standard<\/em>, mas que n\u00e3o \u00e9 sem princ\u00edpios \u2013, remetamos nossa leitura aos \u201cPrinc\u00edpios diretores do ato anal\u00edtico\u201d, de \u00c9ric Laurent (2007), vigentes nas Escolas da AMP, para nos orientarmos. Se se trata de atualizar nossos conceitos, isso n\u00e3o pode ser feito sem elucidar uma formula\u00e7\u00e3o renovada do ato em seu estatuto l\u00f3gico no \u00faltimo ensino de Lacan, sem deixar de interrogar o lugar mesmo do analista.<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\"><sup>[4]<\/sup><\/a><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>O paradoxo e o enigma<\/strong><\/p>\n<p>Voltemos \u00e0 ep\u00edgrafe que preside este texto e que suscitou nosso interesse por esse coment\u00e1rio: \u201cO analista sabe ou n\u00e3o sabe o que faz no ato psicanal\u00edtico?\u201d (LACAN, 1968-69\/2008, p. 336). A pergunta surge no Semin\u00e1rio <em>De um Outro ao outro<\/em>, no cap\u00edtulo XXII, intitulado por Miller como \u201cParadoxos do ato psicanal\u00edtico\u201d.<\/p>\n<p>Lacan introduz um paradoxo da seguinte maneira: o ato psicanal\u00edtico se apresenta como uma incita\u00e7\u00e3o ao saber, com a regra, para o analisante, de que ele pode dizer tudo o que quiser. Com efeito, se isso fosse poss\u00edvel, esclarece Lacan, ele diria tudo o que quisesse, com a condi\u00e7\u00e3o de que isso fizesse sentido para ele. O \u201cinsensato\u201d de embarc\u00e1-lo nessa empreitada \u00e9 que, digam o que disserem, o que est\u00e1 impl\u00edcito \u00e9 que h\u00e1 um Outro que sabe o que isso quer dizer. Esse \u00e9 o princ\u00edpio do sujeito suposto saber.<\/p>\n<p>Segundo Lacan, a experi\u00eancia anal\u00edtica \u00e9 o privil\u00e9gio do sujeito neur\u00f3tico, isto \u00e9, dos sujeitos que colocam no horizonte que o Outro sabe, como lugar onde o saber se institui. Assim, a interpreta\u00e7\u00e3o anal\u00edtica se distingue porque, naquilo que se articula como saber, visa a um efeito de saber que se torna sens\u00edvel \u00e0 verdade. Portanto, o analista induz o sujeito a comprometer-se a percorrer o caminho que o conduz ao encontro de um sujeito suposto saber, que o leva \u00e0 verdade. Ao t\u00e9rmino da opera\u00e7\u00e3o, h\u00e1 a evacua\u00e7\u00e3o do objeto <em>a<\/em>; o analista cai. Precisamente, quanto \u00e0 fun\u00e7\u00e3o do objeto <em>a<\/em>, Lacan se pergunta se deve consider\u00e1-lo apenas como aquilo que assinala o sujeito da verdade, como divis\u00e3o, ou se deve outorgar-lhe maior subst\u00e2ncia (<em>hypokeimenon<\/em>).<\/p>\n<p>Esse \u00e9 o enigma e o paradoxo do ato anal\u00edtico. Se \u00e9 verdade que o analista sabe o que \u00e9 uma an\u00e1lise e a que ela conduz, como pode proceder a esse ato? Que realidade o impele a exercer essa fun\u00e7\u00e3o? Que desejo, que satisfa\u00e7\u00e3o encontra?<\/p>\n<p><strong>Analisante &#8211; Analista <\/strong><\/p>\n<p>Embora essas quest\u00f5es do lado do analista n\u00e3o se resolvam de imediato, o que surpreende, no par analisante-analista, \u00e9 que Lacan destaca que o ato primeiro e \u201cdecisivo\u201d \u00e9 o ato do analisante. \u00c9 por seu ato que faz surgir, inaugurar-se, instaurar-se, o analista. O trabalho do analisante <em>faz o<\/em> analista, no sentido forte do termo, assim como, ao mesmo tempo em que surge o analista, \u00e9 porque seu ato se reduz a <em>se fazer de<\/em> analista, isto \u00e9, a se fazer daquele que garante o sujeito suposto saber (LACAN, 1969\/2003, p. 375).<\/p>\n<p>Nesse jogo aparente da fun\u00e7\u00e3o do <em>fazer <\/em>\u2013 <em>fazer o<\/em>, <em>se fazer de<\/em> \u2013, Lacan se pergunta se a qualifica\u00e7\u00e3o de psicanalista se sustenta apenas do labor \u2013 do trabalho \u2013 do analisante. \u00c9 preciso estabelecer a conjun\u00e7\u00e3o entre o labor e o ato. Se n\u00e3o h\u00e1 analista sem analisante e o objeto <em>a<\/em> que est\u00e1 em jogo \u00e9 o analista no lugar de \u201cfic\u00e7\u00e3o\u201d do objeto <em>a<\/em>, isso significa que o psicanalista n\u00e3o \u00e9 todo objeto <em>a<\/em>.<\/p>\n<p>\u00c9 necess\u00e1rio que o psicanalista saiba o seguinte:<\/p>\n<blockquote><p>Em primeiro lugar, o sujeito suposto saber \u00e9 justamente aquilo sobre o que repousava a transfer\u00eancia, considerado como um dom do c\u00e9u. Mas, em segundo lugar, que a partir do momento em que se revela que a transfer\u00eancia \u00e9 o sujeito suposto saber, ele, o psicanalista, \u00e9 o \u00fanico a poder questionar a suposi\u00e7\u00e3o t\u00e3o \u00fatil para se envolver na tarefa psicanal\u00edtica, o \u00fanico a saber que h\u00e1 um que j\u00e1 sabe de tudo isso, de tudo o que vai se passar. (LACAN, 1967-68\/2025, p. 134)<\/p><\/blockquote>\n<p>\u201cO analista sabe ou n\u00e3o sabe o que faz no ato psicanal\u00edtico?\u201d (LACAN, 1968-69\/2008, p. 336). Um analista nunca est\u00e1 \u00e0 altura do ato, mas sim de se fazer respons\u00e1vel pelo que fez.<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: Cec\u00edlia Lana<br \/>\nRevis\u00e3o: Giselle Moreira<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n<p>LACAN, J. Proposi\u00e7\u00e3o de 9 de outubro de 1967 sobre o psicanalista da Escola. In: <em>Outros escritos<\/em>. Tradu\u00e7\u00e3o de Vera Ribeiro. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2003, p. 248-264. (Trabalho original publicado em 1967).<\/p>\n<p>LACAN, J. O ato psicanal\u00edtico: resumo do Semin\u00e1rio de 1967-1968. In: <em>Outros escritos<\/em>. Tradu\u00e7\u00e3o de Vera Ribeiro. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2003, p. 375-379. (Trabalho original proferido em 1969).<\/p>\n<p>LACAN, J. Discurso na Escola Freudiana de Paris. In: <em>Outros escritos<\/em>. Tradu\u00e7\u00e3o de Vera Ribeiro. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2003, p. 288-298. (Trabalho original proferido em 1970).<\/p>\n<p>LACAN, J. <em>O Semin\u00e1rio, livro 16<\/em>: De um Outro ao outro. Texto estabelecido por Jacques-Alain Miller; tradu\u00e7\u00e3o de Vera Ribeiro; prepara\u00e7\u00e3o de texto de Andr\u00e9 Telles; vers\u00e3o final de Angelina Harari e J\u00e9sus Santiago. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2008. (Trabalho original proferido em 1968-69).<\/p>\n<p>LACAN, J. <em>O Semin\u00e1rio, livro 15<\/em>: O ato psicanal\u00edtico. Texto estabelecido por Jacques-Alain Miller; tradu\u00e7\u00e3o de Teresinha N. Meirelles do Prado; vers\u00e3o final de Angelina Harari. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2025. (Trabalho original proferido em 1967-68).<\/p>\n<p>LAURENT, \u00c9. Princ\u00edpios\u00a0diretores do\u00a0ato anal\u00edtico. In: <em>Sociedade do sintoma<\/em>: a psican\u00e1lise, hoje. Tradu\u00e7\u00e3o de Vera Avellar Ribeiro. Rio de Janeiro: Contracapa, 2007.<\/p>\n<p>MILLER, J.-A. Uma leitura do Semin\u00e1rio, livro 16: \u201cDe um Outro ao outro\u201d.<em> Op\u00e7\u00e3o Lacaniana: Revista Brasileira Internacional de Psican\u00e1lise<\/em>, n. 48, 2007.<\/p>\n<p>MILLER, J.-A. El acto entre intenci\u00f3n y consecuencia. In: <em>Pol\u00edtica lacaniana<\/em>. Buenos Aires: Colecci\u00f3n Diva, 2017.<\/p>\n<p>MILLER, J.-A. Contracapa. In: LACAN, J. <em>O Semin\u00e1rio, livro 15<\/em>: O ato psicanal\u00edtico. Tradu\u00e7\u00e3o de Teresinha N. Meirelles do Prado. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2025.<\/p>\n<p>MONTALB\u00c1N, M.; VICENTE, V. El acto a-tiempo. Cl\u00ednica de las consecuencias. In: <em>XXIV Jornadas de la ELP \u2013 Presentaci\u00f3n<\/em>. M\u00e1laga, 22-23 nov. 2025. Dispon\u00edvel em: www.jornadaselp.com. Acesso em: 17 mai. 2026.<\/p>\n<p><strong>Notas<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a> Texto originalmente publicado como \u201cEl enigma del acto\u201d, no n\u00famero 105 da revista <em>Freudiana<\/em>, em 2026, e traduzido para o boletim Artefato com a am\u00e1vel autoriza\u00e7\u00e3o da autora, a quem agradecemos.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\"><sup>[2]<\/sup><\/a> Nota do Tradutor: na edi\u00e7\u00e3o brasileira dos <em>Outros Escritos<\/em>, ver nota 3, na p. 376, em que se l\u00ea: \u201c<em>\u00c9thiquette<\/em> (e n\u00e3o <em>\u00e9tiquette<\/em>), que remete \u00e0 pr\u00f3pria \u00e9tica (<em>\u00e9thique<\/em>)\u201d.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\"><sup>[3]<\/sup><\/a> Nota da Autora: Por raz\u00f5es que nos imp\u00f5em os limites do presente texto, n\u00e3o seguiremos passo a passo o desenvolvimento conceitual que prop\u00f5e Miller nesses semin\u00e1rios, sem d\u00favida imprescind\u00edveis para o tema.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\"><sup>[4]<\/sup><\/a> N.A.: Tradu\u00e7\u00e3o de minha autoria a partir de: LAURENT, \u00c9. <em>Cinco encuentros on-line sobre el tema \u201cLa pr\u00e1ctica anal\u00edtica y su orientaci\u00f3n lacaniana\u201d. Quinto encuentro: \u201cEl acto anal\u00edtico\u201d<\/em>. Radio Lacan, 28\/02\/2020.[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column column_width_percent=&#8221;100&#8243; align_horizontal=&#8221;align_center&#8221; gutter_size=&#8221;2&#8243; overlay_alpha=&#8221;50&#8243; shift_x=&#8221;0&#8243; shift_y=&#8221;0&#8243; shift_y_down=&#8221;0&#8243; z_index=&#8221;0&#8243; medium_width=&#8221;0&#8243; mobile_width=&#8221;0&#8243; width=&#8221;1\/1&#8243; uncode_shortcode_id=&#8221;149691&#8243;][vc_button button_color=&#8221;color-prif&#8221; border_width=&#8221;0&#8243; link=&#8221;url:https%3A%2F%2Fwww.jornadaebpmg.com.br%2F2026%2Fwp-content%2Fuploads%2F2026%2F05%2FArtefato2-Bussola-O-Enigma-do-Ato.pdf|target:_blank&#8221; button_color_type=&#8221;uncode-palette&#8221; uncode_shortcode_id=&#8221;155048&#8243;]BAIXAR TEXTO EM PDF[\/vc_button][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por \u00a0Lucia D\u2019\u00c1ngelo<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":240,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","template":"","meta":{"footnotes":""},"portfolio_category":[12,7,4],"class_list":["post-557","portfolio","type-portfolio","status-publish","has-post-thumbnail","hentry","portfolio_category-artefato-2","portfolio_category-bussola","portfolio_category-orientacao"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.9 - 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