{"id":784,"date":"2026-07-20T02:27:04","date_gmt":"2026-07-20T02:27:04","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornadaebpmg.com.br\/2026\/?post_type=portfolio&#038;p=784"},"modified":"2026-07-23T10:57:21","modified_gmt":"2026-07-23T10:57:21","slug":"usos-e-desusos-da-linguagem-e-dos-objetos","status":"publish","type":"portfolio","link":"https:\/\/www.jornadaebpmg.com.br\/2026\/portfolio\/usos-e-desusos-da-linguagem-e-dos-objetos\/","title":{"rendered":"Usos e desusos da linguagem e dos objetos"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row][vc_column column_width_percent=&#8221;100&#8243; gutter_size=&#8221;2&#8243; overlay_alpha=&#8221;50&#8243; shift_x=&#8221;0&#8243; shift_y=&#8221;0&#8243; shift_y_down=&#8221;0&#8243; z_index=&#8221;0&#8243; medium_width=&#8221;0&#8243; mobile_width=&#8221;0&#8243; width=&#8221;1\/1&#8243; uncode_shortcode_id=&#8221;207413&#8243;][vc_custom_heading text_color=&#8221;accent&#8221; text_font=&#8221;font-175661&#8243; text_size=&#8221;h4&#8243; uncode_shortcode_id=&#8221;173075&#8243; text_color_type=&#8221;uncode-palette&#8221;]b\u00fassola[\/vc_custom_heading][vc_empty_space empty_h=&#8221;1&#8243;][vc_custom_heading auto_text=&#8221;yes&#8221; text_color=&#8221;color-jevc&#8221; text_font=&#8221;font-175661&#8243; uncode_shortcode_id=&#8221;519151&#8243; text_color_type=&#8221;uncode-palette&#8221;]O enigma do ato<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><sup>[1]<\/sup><\/a>[\/vc_custom_heading][vc_column_text uncode_shortcode_id=&#8221;143188&#8243;]<strong>Suzana Faleiro Barroso (EBP\/AMP)<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>\u201cCansadas de estar contra\u00eddas durante todo o inverno, as \u00e1rvores de repente se vangloriam de ter sido enganadas. N\u00e3o podem mais segurar: soltam suas palavras, um fluxo, um v\u00f4mito de verde. Empenham-se em chegar a uma folhea\u00e7\u00e3o completa de palavras. [&#8230;] Lan\u00e7am, pelo menos acreditam nisso, qualquer tipo de palavras, lan\u00e7am ramos para neles dependurar mais palavras. [&#8230;] Acreditam poder dizer tudo, cobrir inteiramente o mundo de palavras variadas: n\u00e3o dizem sen\u00e3o \u2018as \u00e1rvores\u2019.\u201d (PONGE, 2022, p. 30)<\/p><\/blockquote>\n<p>Ao abordarmos o Eixo 1: \u201cSeparar\u201d, da 28\u00aa Jornada da Se\u00e7\u00e3o Minas, <em>Psican\u00e1lise: modos de usar<\/em>, uma pergunta me pareceu pertinente ao tema. Como operamos com o bin\u00f4mio aliena\u00e7\u00e3o\/separa\u00e7\u00e3o no tempo de um certo decl\u00ednio da linguagem? E quais seriam as consequ\u00eancias desse decl\u00ednio para o inconsciente e para a psican\u00e1lise?<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Sobre o decl\u00ednio da linguagem e lal\u00edngua<\/strong><\/p>\n<p>Decl\u00ednio da linguagem \u00e9 a hip\u00f3tese lan\u00e7ada por Byung-Chul Han (2023) no seu livro <em>A crise da narra\u00e7\u00e3o<\/em> e que, de imediato, nos interpela. Descrevendo o significado de narrar como vincular, o autor diz que aquele que narra mergulha na vida e tece novos fios entre os acontecimentos na sua interioridade. Com isso, uma densa rede de relacionamentos \u00e9 formada viabilizando o sentido a ser dado \u00e0s conting\u00eancias. Ele demonstra como o imp\u00e9rio atual da informa\u00e7\u00e3o, no qual as crian\u00e7as foram transformadas em seres virtuais, promove a queda da narrativa.<\/p>\n<p>\u201cA informa\u00e7\u00e3o representa o est\u00e1gio de decl\u00ednio absoluto da linguagem\u201d (HAN, 2023, p. 84). Atualmente, diz o fil\u00f3sofo coreano, percebemos o mundo principalmente em termos de informa\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o de experi\u00eancia. Inspirado em Walter Benjamin, B.-C. Han indica como as informa\u00e7\u00f5es e a pobreza da experi\u00eancia andam juntas. Elas n\u00e3o t\u00eam dist\u00e2ncia nem extens\u00e3o. Elas \u201cdesauratizam\u201d<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><sup>[1]<\/sup><\/a> e desencantam o mundo. \u201cA linguagem perde completamente sua aura quando se transforma em informa\u00e7\u00e3o\u201d (HAN, 2023, p. 84).<\/p>\n<p>O suposto decl\u00ednio da linguagem e a ascens\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o est\u00e3o correlacionados ao dom\u00ednio do discurso da ci\u00eancia em nossa \u00e9poca e atinge a subjetividade. Como isso impacta na narrativa fantasm\u00e1tica do sujeito, que estrutura e enquadra sua rela\u00e7\u00e3o com a realidade? Seria ent\u00e3o a \u201cnova aliena\u00e7\u00e3o\u201d um dos efeitos do decl\u00ednio da linguagem?<\/p>\n<p>A precariedade da transmiss\u00e3o perturba a aliena\u00e7\u00e3o do sujeito ao campo do Outro. Cotidianamente, verificamos como os significantes da transmiss\u00e3o familiar, da aliena\u00e7\u00e3o do sujeito v\u00eam sendo totalmente rebaixados em prol das certezas provenientes das medidas neuropsicol\u00f3gicas. Apostilas cheias de gr\u00e1ficos e medidas resultantes de testes neuropsicol\u00f3gicos s\u00e3o carregadas pelos pais quase como um \u00e1libi, visto que seu dizer se apaga sob o poder ilus\u00f3rio da certeza cient\u00edfica. Eles demonstram o impacto do que elaboramos como a \u201cnova aliena\u00e7\u00e3o\u201d, isto \u00e9, um saber un\u00edvoco que constrange o discurso familiar e obtura a via discursiva do inconsciente.<\/p>\n<p>Com as no\u00e7\u00f5es de aliena\u00e7\u00e3o e de separa\u00e7\u00e3o, Lacan logificou as rela\u00e7\u00f5es do sujeito ao Outro, construindo esse aparelho simb\u00f3lico da subjetividade, que se encontra em debate na 28\u00aa Jornada da EBP-MG.<\/p>\n<p>Podemos tomar o <em>fort-da<\/em> como paradigma das opera\u00e7\u00f5es de constitui\u00e7\u00e3o do sujeito, a aliena\u00e7\u00e3o e a separa\u00e7\u00e3o, e extrair da\u00ed uma cl\u00ednica do <em>fort-da<\/em>, isto \u00e9, uma cl\u00ednica das rela\u00e7\u00f5es do sujeito com o significante e com o objeto. O par <em>fort-da<\/em> corresponde ao par S<sub>1<\/sub> \u2013 S<sub>2<\/sub>, necess\u00e1rio para definir a estrutura do Outro. O ato da crian\u00e7a, aparentemente ing\u00eanuo, \u00e9 um ato de palavra que anula o objeto e implica uma cess\u00e3o de gozo acarretada pela entrada no discurso. \u201cSe \u00e9 verdade que o significante \u00e9 a primeira marca do sujeito, como n\u00e3o reconhecer aqui [&#8230;] que o objeto ao qual essa oposi\u00e7\u00e3o se aplica em ato, o carretel, \u00e9 ali que devemos designar o sujeito\u201d (LACAN, 1964\/1985, p. 63).<\/p>\n<p>A oposi\u00e7\u00e3o de dois significantes, S<sub>1<\/sub> e S<sub>2<\/sub>, inscreve, repetidamente, a perda do objeto inaugural do sujeito dividido. A rela\u00e7\u00e3o do sujeito com o saber articulado, o S<sub>2<\/sub>, funda-se a\u00ed, na entrada no discurso. O saber faz borda no furo introduzido pela marca traum\u00e1tica imposta pela linguagem sobre o ser vivente.<\/p>\n<p>Uma nova articula\u00e7\u00e3o do saber \u00e9 promovida pela linguagem cient\u00edfica a partir, fundamentalmente, das \u201cpuras verdades num\u00e9ricas\u201d (SOLANO-SU\u00c1REZ, 2011, p. 29), isto \u00e9, da manipula\u00e7\u00e3o do n\u00famero como tal, a exemplo dos par\u00e2metros estat\u00edsticos com os quais as pessoas v\u00eam sendo avaliadas.<\/p>\n<p>Ao funcionar sobretudo com pequenas letras, com cifras mais do que com significantes, a linguagem da ci\u00eancia pode \u201cneutralizar todas as outras fun\u00e7\u00f5es do discurso e, em particular, o S<sub>1<\/sub> e o S<sub>2<\/sub> como produtores de sentido\u201d (AFLALO, 2012, p. 44). Disso pode resultar o congelamento da l\u00f3gica bin\u00e1ria do significante e, dessa maneira, o incentivo ao imp\u00e9rio do Um, t\u00edpico da solid\u00e3o aut\u00edstica, que vem sendo tomada como modelo da nossa civiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Vin\u00edcius Lima, no texto \u201cUma aliena\u00e7\u00e3o sem Outro\u201d,<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\"><sup>[2]<\/sup><\/a> discute a no\u00e7\u00e3o de \u201cnova aliena\u00e7\u00e3o\u201d a partir do Semin\u00e1rio 14, <em>A l\u00f3gica do fantasma<\/em>, e resgata uma passagem de Lacan (1966-67\/2003, p. 324) na resenha desse Semin\u00e1rio, a saber: o sujeito \u201cimagina ser senhor de seu ser, isto \u00e9, n\u00e3o ser linguagem\u201d. A considera\u00e7\u00e3o de Miller, em <em>Los cuatro de Lacan<\/em> (2021), \u00e9 que essa escolha prim\u00e1ria pelo ser acarreta o desconhecimento do sujeito como efeito de linguagem, pois imaginar-se mestre de seu ser \u00e9 manter seu ser de identidade, resultando em um sujeito sem inconsciente.<\/p>\n<p>Encontramos no texto de Vin\u00edcius Lima uma proposta interessante, qual seja, fazer uma leitura do uso contempor\u00e2neo da linguagem, que, favorecendo cada vez mais o apoio no pr\u00f3prio ser, exclui progressivamente o Outro, engendrando sujeitos sem inconsciente. Temos ent\u00e3o algumas formula\u00e7\u00f5es a serem pesquisadas a partir dessa proposta, isto \u00e9, o \u201csenhor de si\u201d da \u201cnova aliena\u00e7\u00e3o\u201d, o \u201cmestre do discurso\u201d, t\u00edpico da psicose, e, podemos acrescentar, o \u201cmestre da linguagem\u201d, que Lacan (1953-54\/1979, p. 102) atribuiu ao autismo.<\/p>\n<p>Ao que parece, a aliena\u00e7\u00e3o sem o Outro perturba as opera\u00e7\u00f5es de aliena\u00e7\u00e3o e de separa\u00e7\u00e3o. O deslocamento do lugar do saber do Outro ao Outro digital, que se constata pela paix\u00e3o recentemente despertada pela IA, tamb\u00e9m parece ter o mesmo efeito de favorecer a rejei\u00e7\u00e3o do inconsciente. Tende-se a suturar o inconsciente em suas duas dimens\u00f5es, isto \u00e9, a dimens\u00e3o de determina\u00e7\u00e3o do discurso do Outro que nos aliena e o inconsciente em sua dimens\u00e3o de ato, de irrup\u00e7\u00e3o, de conting\u00eancia.<\/p>\n<p>Verificamos ent\u00e3o uma redu\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es discursivas para a manifesta\u00e7\u00e3o do inconsciente-surpresa, tal como est\u00e1 descrito no Semin\u00e1rio, livro 11:<em> os conceitos fundamentais da psican\u00e1lise<\/em>, a saber, \u201caquilo pelo que o sujeito se sente ultrapassado, pelo que ele acaba achando ao mesmo tempo mais e menos do que esperava\u201d (LACAN, 1964\/1985, p. 30), isso que se encontra e que torna a escapar de novo instaurando a dimens\u00e3o da perda.<\/p>\n<p>Considerando o \u00faltimo ensino de Lacan, n\u00e3o estamos entre os que se afligem com um decl\u00ednio da linguagem. Ele nos prop\u00f4s uma renova\u00e7\u00e3o da cl\u00ednica psicanal\u00edtica a partir da orienta\u00e7\u00e3o do real. Essa orienta\u00e7\u00e3o est\u00e1 \u00e0 altura da subjetividade de nossa \u00e9poca.<\/p>\n<p>Todo o aparelho simb\u00f3lico constru\u00eddo a partir da aliena\u00e7\u00e3o e da separa\u00e7\u00e3o para dar conta da l\u00f3gica da constitui\u00e7\u00e3o subjetiva no Semin\u00e1rio 20, <em>Mais, ainda<\/em> (LACAN, 1972-73\/1985) passa a se chamar aparelho da linguagem. Este constitui, de fato, uma montagem situada com rela\u00e7\u00e3o ao gozo prim\u00e1rio de lal\u00edngua. Por n\u00e3o comportar a dimens\u00e3o do sentido, lal\u00edngua altera todo o panorama das rela\u00e7\u00f5es do sujeito ao Outro e at\u00e9 mesmo a defini\u00e7\u00e3o do Outro.<\/p>\n<p>As no\u00e7\u00f5es de falasser, de sintoma como acontecimento de corpo e de inconsciente real s\u00e3o norteadoras dessa renova\u00e7\u00e3o da cl\u00ednica psicanal\u00edtica. Transfer\u00eancia e interpreta\u00e7\u00e3o, pilares do m\u00e9todo psicanal\u00edtico freudiano, v\u00eam sendo revisitadas \u00e0 luz das no\u00e7\u00f5es de falasser e do inconsciente lacaniano. O foco da interpreta\u00e7\u00e3o se desloca pois da sua rela\u00e7\u00e3o com a estrutura de linguagem para a rela\u00e7\u00e3o com lal\u00edngua.<\/p>\n<blockquote><p>O \u00faltimo ensino de Lacan \u00e9 mais realista por n\u00e3o se regular pela linguagem, mas por lal\u00edngua, concebida como uma secre\u00e7\u00e3o de um certo corpo e que se ocupa menos dos efeitos de sentido (eles existem) que desses efeitos que s\u00e3o afetos [&#8230;] O que Lacan chama de sinthoma [&#8230;] \u00e9 o afeto como irredut\u00edvel ao efeito de sentido. (LAURENT, 2016, p. 79)<\/p><\/blockquote>\n<p>Como mat\u00e9ria-prima do sinthoma, lal\u00edngua constitui o material infantil por excel\u00eancia, pois concerne ao corpo libidinal do falasser. Lal\u00edngua nos constitui na via do equ\u00edvoco e das suas resson\u00e2ncias sobre o corpo.<\/p>\n<p>\u00c9 a psican\u00e1lise e a poesia, principalmente, que se interessam por lal\u00edngua. O discurso da ci\u00eancia \u00e9 um dos modos de tratar a lal\u00edngua. \u201cA linguagem \u00e9 apenas aquilo que o discurso cient\u00edfico elabora para dar conta do que chamo de lal\u00edngua\u201d (LACAN, 1972-1973\/1985, p. 188).<\/p>\n<p>O texto \u201cO engano do sujeito suposto saber\u201d traz uma advert\u00eancia de Lacan (1967\/2003) ao indicar que, diferentemente do discurso corrente, o inconsciente \u00e9 pouqu\u00edssimo tranquilizador, visto que sua dimens\u00e3o de equ\u00edvoco diz respeito ao que n\u00e3o pode ser encontrado no saber articulado. Trata-se do inconsciente captado em uma equivoca\u00e7\u00e3o, \u201caquilo que se pode designar o tema de cada um, aquilo que anima cada um\u201d (MILLER, 2011), advindo do encontro do corpo e do significante como acontecimento de gozo. \u00c9 a forma como o sujeito foi impregnado por lal\u00edngua, marca de uma singularidade absoluta que imprime um modo de gozo pr\u00f3prio.<\/p>\n<p>Encontrar a via do equ\u00edvoco implica o percurso lacaniano que vai da no\u00e7\u00e3o de Outro \u00e0 no\u00e7\u00e3o de Um, do inconsciente como saber ao inconsciente real. Onde estava o Outro, como lugar dos significantes, aparece como ponto de partida o Um sozinho, que destaca a resson\u00e2ncia corporal da palavra, eco do dizer no corpo.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>O uso dos objetos e a hibridiza\u00e7\u00e3o do sujeito contempor\u00e2neo<\/strong><\/p>\n<p>Enquanto a aliena\u00e7\u00e3o \u2013 a nova ou a antiga \u2013 implica o sujeito do inconsciente e qualifica posi\u00e7\u00f5es subjetivas, a separa\u00e7\u00e3o recai sobre o objeto. Um certo desuso da linguagem \u00e9 concomitante em maior ou menor grau \u00e0 ascens\u00e3o do uso dos objetos.<\/p>\n<p>Diante do fracasso estrutural do discurso na captura do real do corpo, nossa civiliza\u00e7\u00e3o se especializa em t\u00e9cnicas, instrumentos e artif\u00edcios supostamente capazes de erradicar o mal-estar inerente \u00e0 disjun\u00e7\u00e3o entre palavras e corpos. Busca-se anular a disjun\u00e7\u00e3o entre o sujeito e o eu, entre a palavra e a coisa, entre a linguagem e ela mesma.<\/p>\n<p>Desse modo, a ci\u00eancia tem sido cada vez mais sofisticada para ampliar a extens\u00e3o do organismo por meio dos objetos mais-de-gozar captadores da libido. S\u00e3o \u201cobjetos do capitalismo pulsional\u201d (LACAD\u00c9E, 2014), que constituem a b\u00fassola do falasser e mostram como, sob o comando do supereu, o querer gozar toma assim o lugar de um querer dizer e de um desejo de saber.<\/p>\n<p>Daniel Roy (2026), no artigo \u201cA crian\u00e7a e seus objetos\u201d, nos mostra como a crian\u00e7a nos ensina sobre o uso dos objetos. O psicanalista diferencia tr\u00eas fun\u00e7\u00f5es do objeto <em>a<\/em>, quais sejam, objeto<em> a<\/em> separador, objeto<em> a<\/em> como<em> agalma<\/em> e objeto <em>a<\/em> como n\u00facleo elabor\u00e1vel do gozo. Nesse \u00faltimo caso, os objetos tamb\u00e9m d\u00e3o exist\u00eancia e autoridade ao <em>objeto gozo<\/em>, que abre um acesso direto ao mais-de-gozar, abalando a defesa dos semblantes do Outro da linguagem e do Outro do corpo, elaborados diante do real.<\/p>\n<p>O falasser se serve dos objetos, dos quais faz v\u00e1rios usos, seja para temperar o sofrimento da perda, seja para tratar o gozo, fazer uma borda ao corpo ou se defender do real angustiante.<\/p>\n<p>Marie-H\u00e9l\u00e8ne Brousse (2018), em seu artigo \u201cLe triomphe des objets\u201d, discute o destino dos objetos na civiliza\u00e7\u00e3o hipermoderna. O triunfo dos objetos, que decorre da ditadura do mais-de-gozar, se imp\u00f4s perante a queda dos significantes mestres da vida pulsional, que antes eram correlacionados ao regime de gozo edipiano.<\/p>\n<p>A psicanalista retoma de Jacques-Alain Miller o debate sobre o fator de hibridiza\u00e7\u00e3o decorrente do decl\u00ednio dos significantes mestres e presente em v\u00e1rios espa\u00e7os da civiliza\u00e7\u00e3o, tais como a economia, a pol\u00edtica, etc. No campo da economia, o incentivo ao autoempreendedorismo testemunha o empuxo ao Um sozinho. No campo da pol\u00edtica, j\u00e1 n\u00e3o se distingue mais as fronteiras entre os homens de direita e os de esquerda, visto que ambos se encontram reconciliados com o consumo, demonstrando a alian\u00e7a do capital e da ci\u00eancia. Nas palavras de Miller (2003, p. 4) \u201co Homem de esquerda \u00e9 desde ent\u00e3o um h\u00edbrido, ou melhor, uma multiplicidade de h\u00edbridos\u201d.<\/p>\n<p>A cl\u00ednica dos sujeitos contempor\u00e2neos, nos diz Brousse (2018), demonstra que eles s\u00e3o constru\u00eddos por uma l\u00f3gica de hibridiza\u00e7\u00e3o entre o significante e o objeto, o que n\u00e3o fica sem consequ\u00eancias sobre a fun\u00e7\u00e3o da castra\u00e7\u00e3o. O sujeito do inconsciente \u00e9 contaminado pelo sujeito objetivado da ci\u00eancia. Ela acrescenta que o aut\u00eantico objeto contempor\u00e2neo \u00e9 o dejeto, destino necess\u00e1rio ao uso dos <em>gadgets<\/em>, das m\u00e1quinas, dos corpos. Contudo, \u00e9 um objeto do qual a psican\u00e1lise sabe se servir.<\/p>\n<p>No livro <em>A sociedade do sintoma<\/em>, Laurent (2007) recorre a Heidegger para dizer que, para a psican\u00e1lise, n\u00e3o se trata de rejeitar a vis\u00e3o cient\u00edfica, nem os objetos da t\u00e9cnica, visto que dependemos deles. Trata-se de dizer \u201csim\u201d e \u201cn\u00e3o\u201d a um s\u00f3 tempo e, no que diz respeito ao gozo, reenviar o sujeito \u00e0 sua particularidade. \u00c9 o que a pr\u00e1tica dos analistas, por meio das vinhetas cl\u00ednicas discutidas no Semin\u00e1rio Preparat\u00f3rio da Jornada, nos ensinou: isto \u00e9, dizer \u201csim\u201d ao modo de gozo que sustenta o ser e, ao mesmo tempo, dizer \u201cn\u00e3o\u201d, reenviando o sujeito \u00e0 sua divis\u00e3o.<\/p>\n<p>A elabora\u00e7\u00e3o do objeto <em>a<\/em> no Semin\u00e1rio 10, <em>A ang\u00fastia<\/em>, permite outra leitura da separa\u00e7\u00e3o, que ganhar\u00e1 a\u00ed a primazia em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 aliena\u00e7\u00e3o. Essa leitura me pareceu bem oportuna para uma cl\u00ednica da aliena\u00e7\u00e3o sem o Outro, na qual o ser de gozo satura a divis\u00e3o subjetiva. Nesse Semin\u00e1rio, o \u00c9dipo aparece como elucubra\u00e7\u00e3o de saber sobre a separa\u00e7\u00e3o, e esta define uma primeira opera\u00e7\u00e3o sobre os objetos, anterior \u00e0 incid\u00eancia da castra\u00e7\u00e3o sobre eles. Seguindo essa l\u00f3gica, a separa\u00e7\u00e3o est\u00e1 no registro da automutila\u00e7\u00e3o, enquanto a castra\u00e7\u00e3o \u00e9 uma heteromutila\u00e7\u00e3o, visto que esta \u00faltima implica o Outro da estrutura edipiana.<\/p>\n<p>O objeto<em> a<\/em> \u00e9 apreendido pelo significante como extra\u00e7\u00e3o corporal e indica uma l\u00f3gica encarnada, cuja consist\u00eancia \u00e9 a de um furo, tal como se pode ler na cita\u00e7\u00e3o que se segue sobre o <em>fort-da<\/em>:<\/p>\n<blockquote><p>A hi\u00e2ncia introduzida pela aus\u00eancia desenhada, e sempre aberta, permanece causa de um tra\u00e7ado centr\u00edfugo no qual o que falha n\u00e3o \u00e9 o outro enquanto figura em que o sujeito se projeta, mas aquele carretel ligado a ele pr\u00f3prio por um fio que ele segura \u2014 onde se exprime o que, dele, se destaca nessa prova, a automutila\u00e7\u00e3o a partir da qual a ordem da signific\u00e2ncia vai se p\u00f4r em perspectiva. (LACAN, 1964\/1985, p. 63)<\/p><\/blockquote>\n<p>Nesse contexto, o carretel do jogo do <em>fort-da<\/em> n\u00e3o \u00e9 a m\u00e3e que parte e deixa a crian\u00e7a, e sim o objeto <em>a<\/em>. O que est\u00e1 em jogo \u00e9 o ex\u00edlio do falasser em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 parte de si mesmo que nenhuma identifica\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica e\/ou imagin\u00e1ria consegue representar. O objeto vem no lugar da Coisa \u2013 isto \u00e9, o vazio central do objeto \u2013, ao mesmo tempo exclu\u00edda e integrada \u00e0s representa\u00e7\u00f5es, ao mesmo tempo interna e externa \u00e0 cadeia associativa, profundamente \u00edntima e radicalmente estranha ao sujeito. Trata-se da \u201csepara\u00e7\u00e3o n\u00e3o do outro, mas a separa\u00e7\u00e3o de si mesmo. Uma separa\u00e7\u00e3o em si. Isso \u00e9, se tornar exilado de si mesmo, n\u00e3o mais acreditar demais nesse si mesmo que pensamos ser\u201d (ANSERMET, 2026, p. 24).<\/p>\n<p>No discurso psicanal\u00edtico, \u00e9 o analista quem consente em estar no lugar de objeto, objeto como causa e agente do trabalho do analisante, ao sustentar a dimens\u00e3o de equivocidade do inconsciente.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n<p>AFLALO, A. <em>O assassinato frustrado da psican\u00e1lise<\/em>. Tradu\u00e7\u00e3o de Vera Avellar Ribeiro<em>. <\/em>Rio de Janeiro: Ed. Contracapa, 2012.<\/p>\n<p>ANSERMET, F. Renascer para a linguagem: de um ex\u00edlio a outro. <em>Curinga<\/em>, n. 61, p. 20-25, 2026.<\/p>\n<p>BROUSSE, M.-H. Le triomphe des objets. <em>Lacan Quotidien<\/em>, n. 806, dez. 2018. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/lacanquotidien.fr\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/LQ-806.pdf?utm_source=chatgpt.com\">Acesse aqui<\/a>. Acesso em: 9 jul. 2026.<\/p>\n<p>HAN, B.-C. <em>A crise da narra\u00e7\u00e3o<\/em>. Tradu\u00e7\u00e3o de Daniel Guilhermino<em>. <\/em>Petr\u00f3polis: Editora Vozes, 2023.<\/p>\n<p>LACAD\u00c9E, P. A b\u00fassola do sim e do n\u00e3o. <em>Cien Digital<\/em>, n. 16, \u00a0nov. 2018. Dispon\u00edvel em: https:\/\/ciendigital.com.br\/index.php\/2018. Acesso em: 9 jul. 2026.<\/p>\n<p>LACAN, J. <em>O Semin\u00e1rio, livro 1<\/em>: Os escritos t\u00e9cnicos de Freud. Texto estabelecido por Jacques-Alain Miller; tradu\u00e7\u00e3o de Betty Milan. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1979. (Trabalho original proferido em 1953-54).<\/p>\n<p>LACAN, J. <em>O Semin\u00e1rio, livro 11<\/em>: Os quatro conceitos fundamentais da psican\u00e1lise. Texto estabelecido por Jacques-Alain Miller; tradu\u00e7\u00e3o de M. D. Magno. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1985. (Trabalho original proferido em 1964).<\/p>\n<p>LACAN, J. <em>O Semin\u00e1rio, livro 20<\/em>: Mais, ainda. Texto estabelecido por Jacques-Alain Miller; tradu\u00e7\u00e3o de M. D. Magno. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1985. (Trabalho original proferido em 1972-73).<\/p>\n<p>LACAN, J. A l\u00f3gica da fantasia. In: <em>Outros escritos<\/em>. Tradu\u00e7\u00e3o de Vera Ribeiro. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2003, p. 323-328. (Trabalho original proferido em 1966-67).<\/p>\n<p>LACAN, J. O engano do sujeito suposto saber. In: <em>Outros escritos<\/em>. Tradu\u00e7\u00e3o de Vera Ribeiro. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2003, p. 329-340. (Trabalho original proferido em 1967).<\/p>\n<p>LACAN, J. <em>O Semin\u00e1rio, livro 14<\/em>: A l\u00f3gica do fantasma. Texto estabelecido por Jacques-Alain Miller; tradu\u00e7\u00e3o de Teresinha N. Meirelles do Prado; vers\u00e3o final de Angelina Harari. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2024. (Trabalho original proferido em 1966-67).<\/p>\n<p>LAURENT, \u00c9. <em>A sociedade do sintoma<\/em>: a psican\u00e1lise, hoje. Tradu\u00e7\u00e3o Vera Avellar Ribeiro. Rio de Janeiro: Contra Capa, 2007.<\/p>\n<p>LAURENT, \u00c9. <em>O avesso da biopol\u00edtica<\/em>: uma escrita para o gozo. Tradu\u00e7\u00e3o de S\u00e9rgio Laia; colabora\u00e7\u00e3o de Leonardo Scofield e Vera Avellar Ribeiro. Rio de Janeiro: Contra Capa, 2016.<\/p>\n<p>MILLER, J.-A. O t\u00famulo do Homem de esquerda. <em>Correio \u2013 Revista da Escola Brasileira de Psican\u00e1lise<\/em>, n. 42, p. 2-6, 2003.<\/p>\n<p>MILLER, J.-A. <em>O ser e o Um. <\/em>2011. (In\u00e9dito).<\/p>\n<p>MILLER, J.-A. <em>Los cuatro de Lacan, 1, 2, 3, 4<\/em>. Buenos Aires: Paid\u00f3s, 2021.<\/p>\n<p>PONGE. F. <em>Partido das coisas<\/em>. Tradu\u00e7\u00e3o de Adalberto M\u00fcller. S\u00e3o Paulo: Ed. Iluminuras, 2022.<\/p>\n<p>ROY, D. As crian\u00e7as e seus objetos. <em>Cien Digital<\/em>, n. 26, 7 abr. 2026. Dispon\u00edvel em: https:\/\/ciendigital.com.br\/index.php\/2026\/04\/07\/as-criancas-e-seus-objetos\/?utm_source=chatgpt.com. Acesso em: 9 jul. 2026.<\/p>\n<p>SOLANO-SU\u00c1REZ, E. Aletosfera. In: ASSOCIA\u00c7\u00c3O MUNDIAL DE PSICAN\u00c1LISE. <em>Scilicet<\/em>: A ordem simb\u00f3lica no s\u00e9culo XXI n\u00e3o \u00e9 mais o que era \u2013 Quais as consequ\u00eancias para o tratamento? Belo Horizonte: Scriptum, 2011, p. 28-30.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a> Han faz uso de <em>Entauratisierung<\/em>, conceito de Walter Benjamin que significa \u201cdesauratiza\u00e7\u00e3o\u201d ou \u201cperda da aura\u201d.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\"><sup>[2]<\/sup><\/a> Texto de circula\u00e7\u00e3o restrita apresentado no cartel do Eixo 1 da 28\u00aa Jornada, \u201cSeparar\u201d, composto por: Cristiana Pittella, Daniela Viola, Frederico Feu, Lu\u00eds Couto, Maria de F\u00e1tima Ferreira, S\u00e9rgio Laia (Mais-Um) e Vin\u00edcius Lima.[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row][vc_row][vc_column column_width_percent=&#8221;100&#8243; align_horizontal=&#8221;align_center&#8221; gutter_size=&#8221;2&#8243; overlay_alpha=&#8221;50&#8243; shift_x=&#8221;0&#8243; shift_y=&#8221;0&#8243; shift_y_down=&#8221;0&#8243; z_index=&#8221;0&#8243; medium_width=&#8221;0&#8243; mobile_width=&#8221;0&#8243; width=&#8221;1\/1&#8243; uncode_shortcode_id=&#8221;149691&#8243;][vc_button button_color=&#8221;color-prif&#8221; border_width=&#8221;0&#8243; link=&#8221;url:https%3A%2F%2Fwww.jornadaebpmg.com.br%2F2026%2Fwp-content%2Fuploads%2F2026%2F07%2FUsos-e-desusos-da-linguagem-e-dos-objetos-Suzana-Faleiro-Barroso.pdf|target:_blank&#8221; button_color_type=&#8221;uncode-palette&#8221; uncode_shortcode_id=&#8221;960107&#8243;]BAIXAR TEXTO EM PDF[\/vc_button][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Suzana Faleiro Barroso <\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":240,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","template":"","meta":{"footnotes":""},"portfolio_category":[14,7,4],"class_list":["post-784","portfolio","type-portfolio","status-publish","has-post-thumbnail","hentry","portfolio_category-artefato-4","portfolio_category-bussola","portfolio_category-orientacao"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.9 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Usos e desusos da linguagem e dos objetos - 28\u00aa Jornada da Escola Brasileira de Psican\u00e1lise - Minas Gerais<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.jornadaebpmg.com.br\/2026\/portfolio\/usos-e-desusos-da-linguagem-e-dos-objetos\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Usos e desusos da linguagem e dos objetos - 28\u00aa Jornada da Escola Brasileira de Psican\u00e1lise - Minas Gerais\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Por Suzana Faleiro Barroso\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/www.jornadaebpmg.com.br\/2026\/portfolio\/usos-e-desusos-da-linguagem-e-dos-objetos\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"28\u00aa Jornada da Escola Brasileira de Psican\u00e1lise - Minas Gerais\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2026-07-23T10:57:21+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/www.jornadaebpmg.com.br\/2026\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Rubrica-bussola.jpg\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"750\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"500\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"17 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\\\/\\\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.jornadaebpmg.com.br\\\/2026\\\/portfolio\\\/usos-e-desusos-da-linguagem-e-dos-objetos\\\/\",\"url\":\"https:\\\/\\\/www.jornadaebpmg.com.br\\\/2026\\\/portfolio\\\/usos-e-desusos-da-linguagem-e-dos-objetos\\\/\",\"name\":\"Usos e desusos da linguagem e dos objetos - 28\u00aa Jornada da Escola Brasileira de Psican\u00e1lise - Minas Gerais\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.jornadaebpmg.com.br\\\/2026\\\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.jornadaebpmg.com.br\\\/2026\\\/portfolio\\\/usos-e-desusos-da-linguagem-e-dos-objetos\\\/#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.jornadaebpmg.com.br\\\/2026\\\/portfolio\\\/usos-e-desusos-da-linguagem-e-dos-objetos\\\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\\\/\\\/www.jornadaebpmg.com.br\\\/2026\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2026\\\/04\\\/Rubrica-bussola.jpg\",\"datePublished\":\"2026-07-20T02:27:04+00:00\",\"dateModified\":\"2026-07-23T10:57:21+00:00\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.jornadaebpmg.com.br\\\/2026\\\/portfolio\\\/usos-e-desusos-da-linguagem-e-dos-objetos\\\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/www.jornadaebpmg.com.br\\\/2026\\\/portfolio\\\/usos-e-desusos-da-linguagem-e-dos-objetos\\\/\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.jornadaebpmg.com.br\\\/2026\\\/portfolio\\\/usos-e-desusos-da-linguagem-e-dos-objetos\\\/#primaryimage\",\"url\":\"https:\\\/\\\/www.jornadaebpmg.com.br\\\/2026\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2026\\\/04\\\/Rubrica-bussola.jpg\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/www.jornadaebpmg.com.br\\\/2026\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2026\\\/04\\\/Rubrica-bussola.jpg\",\"width\":750,\"height\":500},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.jornadaebpmg.com.br\\\/2026\\\/portfolio\\\/usos-e-desusos-da-linguagem-e-dos-objetos\\\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"Home\",\"item\":\"https:\\\/\\\/www.jornadaebpmg.com.br\\\/2026\\\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Portfolio\",\"item\":\"https:\\\/\\\/www.jornadaebpmg.com.br\\\/2026\\\/portfolio\\\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":3,\"name\":\"Usos e desusos da linguagem e dos objetos\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.jornadaebpmg.com.br\\\/2026\\\/#website\",\"url\":\"https:\\\/\\\/www.jornadaebpmg.com.br\\\/2026\\\/\",\"name\":\"28\u00aa Jornada EBP-MG\",\"description\":\"\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.jornadaebpmg.com.br\\\/2026\\\/#organization\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\\\/\\\/www.jornadaebpmg.com.br\\\/2026\\\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"Organization\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.jornadaebpmg.com.br\\\/2026\\\/#organization\",\"name\":\"Escola Brasileira de Psican\u00e1lise - Sess\u00e3o MG\",\"url\":\"https:\\\/\\\/www.jornadaebpmg.com.br\\\/2026\\\/\",\"logo\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.jornadaebpmg.com.br\\\/2026\\\/#\\\/schema\\\/logo\\\/image\\\/\",\"url\":\"https:\\\/\\\/www.jornadaebpmg.com.br\\\/2026\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2026\\\/04\\\/titulo.png\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/www.jornadaebpmg.com.br\\\/2026\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2026\\\/04\\\/titulo.png\",\"width\":650,\"height\":300,\"caption\":\"Escola Brasileira de Psican\u00e1lise - Sess\u00e3o MG\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.jornadaebpmg.com.br\\\/2026\\\/#\\\/schema\\\/logo\\\/image\\\/\"}}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Usos e desusos da linguagem e dos objetos - 28\u00aa Jornada da Escola Brasileira de Psican\u00e1lise - Minas Gerais","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/www.jornadaebpmg.com.br\/2026\/portfolio\/usos-e-desusos-da-linguagem-e-dos-objetos\/","og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"Usos e desusos da linguagem e dos objetos - 28\u00aa Jornada da Escola Brasileira de Psican\u00e1lise - Minas Gerais","og_description":"Por Suzana Faleiro Barroso","og_url":"https:\/\/www.jornadaebpmg.com.br\/2026\/portfolio\/usos-e-desusos-da-linguagem-e-dos-objetos\/","og_site_name":"28\u00aa Jornada da Escola Brasileira de Psican\u00e1lise - Minas Gerais","article_modified_time":"2026-07-23T10:57:21+00:00","og_image":[{"width":750,"height":500,"url":"https:\/\/www.jornadaebpmg.com.br\/2026\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Rubrica-bussola.jpg","type":"image\/jpeg"}],"twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Est. tempo de leitura":"17 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/www.jornadaebpmg.com.br\/2026\/portfolio\/usos-e-desusos-da-linguagem-e-dos-objetos\/","url":"https:\/\/www.jornadaebpmg.com.br\/2026\/portfolio\/usos-e-desusos-da-linguagem-e-dos-objetos\/","name":"Usos e desusos da linguagem e dos objetos - 28\u00aa Jornada da Escola Brasileira de Psican\u00e1lise - Minas Gerais","isPartOf":{"@id":"https:\/\/www.jornadaebpmg.com.br\/2026\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/www.jornadaebpmg.com.br\/2026\/portfolio\/usos-e-desusos-da-linguagem-e-dos-objetos\/#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/www.jornadaebpmg.com.br\/2026\/portfolio\/usos-e-desusos-da-linguagem-e-dos-objetos\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/www.jornadaebpmg.com.br\/2026\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Rubrica-bussola.jpg","datePublished":"2026-07-20T02:27:04+00:00","dateModified":"2026-07-23T10:57:21+00:00","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/www.jornadaebpmg.com.br\/2026\/portfolio\/usos-e-desusos-da-linguagem-e-dos-objetos\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/www.jornadaebpmg.com.br\/2026\/portfolio\/usos-e-desusos-da-linguagem-e-dos-objetos\/"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/www.jornadaebpmg.com.br\/2026\/portfolio\/usos-e-desusos-da-linguagem-e-dos-objetos\/#primaryimage","url":"https:\/\/www.jornadaebpmg.com.br\/2026\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Rubrica-bussola.jpg","contentUrl":"https:\/\/www.jornadaebpmg.com.br\/2026\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Rubrica-bussola.jpg","width":750,"height":500},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/www.jornadaebpmg.com.br\/2026\/portfolio\/usos-e-desusos-da-linguagem-e-dos-objetos\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"Home","item":"https:\/\/www.jornadaebpmg.com.br\/2026\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Portfolio","item":"https:\/\/www.jornadaebpmg.com.br\/2026\/portfolio\/"},{"@type":"ListItem","position":3,"name":"Usos e desusos da linguagem e dos objetos"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/www.jornadaebpmg.com.br\/2026\/#website","url":"https:\/\/www.jornadaebpmg.com.br\/2026\/","name":"28\u00aa Jornada EBP-MG","description":"","publisher":{"@id":"https:\/\/www.jornadaebpmg.com.br\/2026\/#organization"},"potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/www.jornadaebpmg.com.br\/2026\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"Organization","@id":"https:\/\/www.jornadaebpmg.com.br\/2026\/#organization","name":"Escola Brasileira de Psican\u00e1lise - Sess\u00e3o MG","url":"https:\/\/www.jornadaebpmg.com.br\/2026\/","logo":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/www.jornadaebpmg.com.br\/2026\/#\/schema\/logo\/image\/","url":"https:\/\/www.jornadaebpmg.com.br\/2026\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/titulo.png","contentUrl":"https:\/\/www.jornadaebpmg.com.br\/2026\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/titulo.png","width":650,"height":300,"caption":"Escola Brasileira de Psican\u00e1lise - Sess\u00e3o MG"},"image":{"@id":"https:\/\/www.jornadaebpmg.com.br\/2026\/#\/schema\/logo\/image\/"}}]}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.jornadaebpmg.com.br\/2026\/wp-json\/wp\/v2\/portfolio\/784","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.jornadaebpmg.com.br\/2026\/wp-json\/wp\/v2\/portfolio"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.jornadaebpmg.com.br\/2026\/wp-json\/wp\/v2\/types\/portfolio"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornadaebpmg.com.br\/2026\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornadaebpmg.com.br\/2026\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=784"}],"version-history":[{"count":10,"href":"https:\/\/www.jornadaebpmg.com.br\/2026\/wp-json\/wp\/v2\/portfolio\/784\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":837,"href":"https:\/\/www.jornadaebpmg.com.br\/2026\/wp-json\/wp\/v2\/portfolio\/784\/revisions\/837"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornadaebpmg.com.br\/2026\/wp-json\/wp\/v2\/media\/240"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.jornadaebpmg.com.br\/2026\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=784"}],"wp:term":[{"taxonomy":"portfolio_category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornadaebpmg.com.br\/2026\/wp-json\/wp\/v2\/portfolio_category?post=784"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}